O Natal permanece como um dos momentos mais intensos do e-commerce brasileiro e a Eu Entrego prevê aumento de aproximadamente 25% no volume de entregas em relação ao mesmo período de 2024. A tendência dialoga com o crescimento estrutural do comércio digital no país. De acordo com projeções divulgadas pela Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), o setor deve alcançar R$ 234,9 bilhões em faturamento em 2025.
Em 2024, a operação já havia registrado expansão relevante e, neste ano, o ritmo acelera impulsionado pelo aumento da omnicanalidade e pela compra antecipada. O avanço não se dá apenas em volume, mas em diversidade de comportamento, o que torna a logística ainda mais estratégica. Nesse cenário, vestuário, joias e cosméticos devem liderar a demanda porque carregam forte vocação para presente e são impulsionados pelas promoções de Natal.
Para absorver o pico, a empresa expandiu sua base com novos profissionais e ativou campanhas específicas para engajar entregadores inativos, reforçou turnos nas regiões de maior volume e intensificou o uso de hubs urbanos e pontos de apoio temporários. A tecnologia segue como pilar estratégico com roteirização em tempo real, organizando rotas e capacidade mesmo nos dias mais densos da temporada.
“Estamos diante de um cenário mais competitivo e exigente. O consumidor busca prazos confiáveis e experiência pós-compra consistente ao mesmo tempo em que o volume cresce em todas as regiões do país. Investimos em previsibilidade e visibilidade, aproximando entregadores, varejistas e tecnologia. A operação está reforçada com novos painéis, integrações aceleradas e modelos de IA que melhoram a distribuição. O objetivo é entregar dentro do prazo, reduzir filas de suporte e garantir eficiência no período mais intenso do ano”, afirma Norton Canali, diretor comercial da Eu Entrego.
A eficiência também se apoia na evolução da SofIA, atendente virtual da companhia, que reduz filas de suporte ao oferecer respostas mais rápidas aos entregadores. Internamente, dashboards acompanham volumes e capacidade em tempo real, enquanto integrações ampliadas com varejistas minimizam gargalos durante o pico.
Esse monitoramento contribui para uma atuação regional mais precisa. O Sudeste permanece como a região mais intensa do país, concentrando 55,86% das compras via e-commerce, segundo a Abiacom. O Nordeste avança com maior adesão de pequenos e médios varejistas ao online, movimento que acompanha a expansão estrutural do digital. A escala geográfica fortalece a demanda logística de fim de ano e exige planejamento robusto, especialmente em centros urbanos densos.
Além do recorte geográfico, o comportamento do consumidor influencia diretamente a dinâmica das entregas. Cresce a antecipação das compras, motivada por busca de promoções prolongadas e receio de atrasos. A preferência por entregas rápidas e opções flexíveis de recebimento aumenta, com destaque para janelas mais curtas, alternativas de retirada e confiança na pós-entrega, fatores que impactam diretamente a conversão no e-commerce.

