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A compra da Manus pela Meta não é sobre IA, é sobre controle de ação

A Meta anunciou, no apagar das luzes de 2025 (29/12), a compra da Manus, startup de Inteligência Artificial (IA) baseada em Singapura, mas criada na China. A operação é estimada entre 2 e 3 bilhões de dólares. No primeiro momento, muitos leram a notícia como “mais um movimento na corrida da Inteligência Artificial”. Uma leitura confortável, mas errada.

A Meta não comprou apenas uma startup de AI. Ela comprou capacidade de ação e está internalizando uma capacidade crítica porque entendeu algo fundamental: o valor da IA não está no insight, está na execução.

Mas por que isso?

O ano de 2026 marcará o momento em que iremos entrar de forma definitiva na era dos agentes: sistemas que vão além dos chatbots, pois respondem perguntas, executam tarefas, tomam decisões assistidas ou não, interagem com sistemas corporativos e geram impacto real no negócio. O chatbot é o novo e-mail, o agente é o novo colaborador digital.

E isso vai mudar a lógica de funcionamento das empresas. Durante os últimos dois anos, o mercado se concentrou obsessivamente na pergunta de qual é o melhor modelo: GPT, Claude, Gemini, Llama?

A aquisição da Manus deixa claro que essa não é mais a pergunta certa. A pergunta correta mudou para quem controla a orquestração, a execução, a governança e a integração com dados e processos desses modelos no contexto real das empresas?

Os modelos se tornaram commodities em aceleração e as empresas estão buscando o valor não em melhores respostas dos modelos, mas sim em decisões mais rápidas, processos automatizados, agentes confiáveis operando dentro de regras claras e com governança, custos controlados e compliance desde o primeiro dia.

Em nossa empresa, essa visão não é nova, ela é fundacional. Criamos uma plataforma (MATH AI Platform) exatamente fruto do entendimento de que o futuro da IA corporativa não seria mono-modelo, mono-cloud ou mono-caso de uso.

Nossa estratégia parte de alguns princípios claros: a IA precisa ser orquestrada, não apenas consumida; agentes precisam operar com fallback, governança e explicabilidade; dados corporativos são o centro da inteligência, não o modelo; e o modelo certo é o que faz sentido para cada contexto, custo e risco

Enquanto o mercado discutia “qual LLM escolher”, nós estávamos construindo fallback entre múltiplos provedores e modelos, agentes especializados por domínio, integração profunda com dados, APIs e processos, e camadas de LLMOps, FinOps e governança. Em outras palavras, uma infraestrutura para a era dos agentes.

A mensagem que a Meta deixou (mesmo sem dizer) é de que a compra da Manus é um sinal claro de que a IA conversacional é apenas uma interface com os usuários, mas o verdadeiro valor vai estar nos agentes, que vão agir de forma autônoma potencializando as operações das empresas .

Quem não dominar orquestração e governança ficara refém de fornecedores e poderá pagar um preço depois.

As Big Techs já entenderam isso. Empresas que ainda tratam IA como funcionalidade ou Prova de Conceito (POC) estão atrasadas. Os líderes não precisam saber como usar, mas quem está no controle da sua IA quando ela começa a agir.

Para nós, em nossos projetos, IA só gera valor quando é governada, integrada e orientada à execução.

Thiago de Morais Dutra, Diretor Executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da MATH Group.

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