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Mitos e verdades sobre o uso de IA em fotos de produtos

O uso de Inteligência Artificial na criação e edição de fotos de produtos cresceu significativamente e passou a fazer parte da rotina de profissionais de imagem, pequenos vendedores e grandes marcas. A tecnologia permite ajustar cenários, padronizar iluminação e criar variações visuais com mais agilidade, mas também gera dúvidas sobre limites, riscos e boas práticas.

Segundo Matt Rouif, co-fundador e CEO da Photoroom, ainda existe grande confusão sobre o que a IA realmente faz e sobre como utilizá-la de forma responsável. A seguir, ele esclarece alguns dos mitos e verdades mais comuns relacionados ao uso da tecnologia em fotografias de produtos.

  1. A IA sempre altera o produto e pode deixar a imagem diferente do item real

Mito. De acordo com o especialista em edição de fotos com IA, as ferramentas atuais permitem melhorar iluminação, cenário e composição sem modificar o produto em si. Cor, textura, dimensões e acabamento podem ser preservados exatamente como no item real, desde que o processo siga boas práticas. Usada corretamente, a IA funciona como um recurso de apoio para qualificar a imagem, não para reinventar o objeto. Isso garante fidelidade visual e evita frustrações na hora da compra para o consumidor.

  1. Usar IA deixa todas as fotos com a mesma cara, tirando a identidade da marca

Mito. Matt explica que a IA pode realmente ajudar a fortalecer a identidade visual. As ferramentas permitem padronizar a iluminação, as sombras e o enquadramento, garantindo consistência entre diferentes produtos. Isso torna mais fácil para as marcas construírem sua própria estética reconhecível, algo que é valorizado no e-commerce e nos marketplaces. No entanto, ele observa que os resultados dependem muito do prompt. Dominar a arte do prompt tornou-se indispensável para produzir imagens de alta qualidade que reflitam o estilo de cada marca, em vez de um visual genérico.

  1. IA é sinônimo de edição exagerada

Verdade. Existe um equívoco comum de que a IA produz automaticamente imagens excessivamente editadas ou com aparência artificial. Na realidade, a edição excessiva não é inerente à IA, mas sim um resultado de como as ferramentas são utilizadas. O que a IA realmente faz é acelerar a identificação e correção de problemas que antes exigiam um trabalho manual demorado, como reflexos indesejados, sombras desalinhadas ou cores inconsistentes em um catálogo.

Ela também pode dar suporte a fluxos de trabalho de edição em lote, ajudando a aplicar ajustes consistentes em várias imagens sem alterar o produto em si. Quando orientada adequadamente, a IA aumenta a eficiência e mantém a autenticidade do item, provando que a “edição excessiva” não é uma consequência da tecnologia em si, mas das instruções que ela recebe.

  1. Fundos gerados por IA sempre parecem artificiais ou fora de contexto

Mito. Ferramentas mais recentes trabalham com profundidade, coerência de luz e textura de forma muito próxima à fotografia real. Quando configurados corretamente, os fundos criados por IA ficam naturais e se integram de maneira precisa ao objeto, criando a impressão de um cenário fotografado em estúdio.

  1. A IA pode ajudar a representar o produto em diferentes contextos de uso sem perder credibilidade

Verdade. O especialista explica que a tecnologia permite criar ambientações coerentes, onde o produto aparece posicionado em situações reais, como sobre uma mesa, em uma bancada ou em um espaço doméstico. Isso facilita a compreensão do consumidor sobre tamanho, proporção e utilidade, sem recorrer a manipulações irreais.

  1. IA substitui completamente o trabalho humano

Mito. Para Matt, o papel do profissional continua sendo indispensável. É ele quem define limites, valida a fidelidade visual, ajusta detalhes e garante que a imagem final represente com precisão o produto. A IA acelera os processos, mas não substitui o olhar técnico. A criatividade, as decisões artísticas e a narrativa da marca continuam sendo funções fundamentalmente humanas, que a IA não consegue replicar totalmente.

Em suma, ao compreender como aplicar a IA de maneira responsável, profissionais e vendedores conseguem tornar o fluxo de criação mais eficiente, mantendo a fidelidade das imagens e garantindo uma apresentação que reforça a transparência e a credibilidade da marca perante os consumidores.

  1. IA ajuda a padronizar catálogos com mais consistência visual

Verdade. Uma das maiores vantagens da IA é a capacidade de manter unidade visual entre fotos de produtos diferentes, garantindo a mesma iluminação, perspectiva e estilo. Isso facilita a navegação do consumidor e reforça a identidade da marca no e-commerce.

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