A inédita pesquisa da Worldpay®, focada na nova geração de Inteligência Artificial – “Agentic AI Report” –traz dados sobre o comportamento do consumidor frente a uma nova tendência mundial: delegar à IA o processo completo de compras online. O estudo, que mapeou sete países, Brasil, China, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Singapura e França, foi realizado entre agosto e setembro deste ano, contou com 8.000 consumidores, e inclui questões sobre a disposição do consumidor em introduzir novas ferramentas de IA no seu dia a dia.
“Os agentes de IA não são apenas assistentes digitais como os conhecemos hoje. São tomadores de decisão, atualmente em fase de testes e análises por empresas de tecnologia globais. No futuro próximo, porém, poderão se tornar ferramentas capazes de mudar completamente o jogo, e transformar permanentemente a maneira como fazemos compras”, afirma Juan Pablo D’Antiochia, Gerente Geral da Worldpay para a América Latina.
O estudo revela que o Brasil se destaca como um dos mercados mais promissores para a adoção do comércio agêntico pelos consumidores, com 40% dos brasileiros dispostos a deixar a IA selecionar e finalizar suas compras.
Aplicações iniciais por setor
A pesquisa explorou em quais setores os consumidores estariam mais dispostos a permitir que agentes de IA realizassem compras. No Brasil, as maiores taxas de aceitação são encontradas em transações de baixo risco e alta frequência, como transporte público, contas de serviços públicos e itens essenciais de supermercado. Essa tendência sugere que a tecnologia será adotada inicialmente em operações funcionais e rotineiras, antes de se expandir para compras de maior valor, como pacotes de viagem, bens de luxo ou investimentos financeiros.
Fatores motivadores para a adoção da nova geração de IA
O estudo examinou o que leva os consumidores a considerarem o uso de agentes de IA. Entre os brasileiros, o equilíbrio entre custo e benefício é o fator mais valorizado, citado por 71% dos entrevistados, seguido por preços mais baixos (67%). A eficiência também é um motivador importante, juntamente com expectativas como velocidade e conveniência (60%) e personalização (53%), indicando que os consumidores não buscam apenas economia, mas também uma experiência digital mais inteligente, prática e personalizada.
Segurança e Fraude
No entanto, confiança e alguma forma de controle são essenciais também em compras do dia a dia, onde a conveniência se encontra com a cautela. Confira alguns destaques:
- 95% estão preocupados com o risco de compras não autorizadas, decisões de aquisição incorretas, perda de controle financeiro, fraude e o nível de controle na revisão das compras antes das decisões finais (54%); apenas 5% não têm nenhuma preocupação.
- Um cenário semelhante é observado no Reino Unido (66%) e nos Estados Unidos (63%). Na China, no entanto, apenas 37% exigem esse nível de controle, enquanto 55% afirmam se sentir confortáveis em deixar a IA operar sob regras predefinidas; na Austrália, há maior abertura para que o agente opere de forma quase autônoma após a configuração inicial (11%).
- Impulsionadores de confiança:
- O acesso a suporte humano (51%) e alertas em tempo real (51%) são considerados essenciais para reduzir as barreiras ao uso da ferramenta.
- Para 64% dos entrevistados, a proteção contra fraudes é essencial, seguida pela possibilidade de cancelar transações em até 24 horas (57%) e revisar a compra antes da decisão final (54%).
“Os consumidores brasileiros estão confiantes e claramente à frente de vários países no que se refere a delegar suas compras para o comércio agêntico. Com o forte interesse das mulheres e dos consumidores mais jovens, existe uma oportunidade real de construir experiências baseadas em IA que sejam inclusivas, acessíveis e seguras”, explica Juan Pablo D´Antiochia. E complementa, “nosso objetivo é ajudar os varejistas a criarem experiências baseadas em IA que sejam verdadeiramente úteis para que os consumidores possam comprar com confiança em seu dia a dia”.
No Brasil, mulheres lideram a abertura ao uso de IA para compras
Diferente da maioria dos países analisados, as mulheres brasileiras estão mais abertas à tecnologia do que os homens: 46% delas aceitariam que uma inteligência artificial fizesse compras em seu nome, contra 35% dos homens, o que mostra uma característica única do mercado brasileiro, em que a adesão feminina à inovação digital supera a masculina, ampliando as oportunidades para soluções que dialoguem com a diversidade do público consumidor do Brasil.
Para obter mais informações sobre as perspectivas da Worldpay em relação à ascensão do comércio agêntico, explore a nova série de posts do blog aqui. Para acessar o estudo, clique aqui.
Metodologia — A Worldpay contratou a agência de pesquisa The Lantern para entrevistar 8.000 consumidores nos EUA, Reino Unido, França, Brasil, China, Singapura e Austrália, entre agosto e setembro de 2025. Os entrevistados receberam uma breve descrição de um agente de compras com IA agêntica, com exemplos de como ele poderia fazer compras em seu nome.

