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IA no atendimento? Especialista explica como usar a tecnologia para melhorar a experiência do cliente

Com a evolução do atendimento ao cliente, os consumidores hoje esperam uma resposta instantânea e uma experiência aprimorada, independentemente do setor, produto, preço ou canal de comunicação. No entanto, apesar dos benefícios da adoção de tecnologias e ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA), ainda há um longo caminho a percorrer em termos de atendimento ao cliente e fidelização do consumidor.

Neste contexto, Willian Pimentel, Diretor Geral da Freshworks na América Latina, acredita que o futuro do atendimento ao cliente será mais brilhante do que nunca, mas exige que os líderes do setor pensem sistematicamente sobre como, quando e onde aplicar IA para melhorar a experiência.

“O aumento das expectativas dos clientes, que esperam um serviço eficiente e permanente, semelhante ao oferecido por empresas como a Amazon, reduziu a qualidade do CX em um momento de grande melhoria tecnológica. Os clientes querem tudo ao seu alcance e esperam um contato mínimo, por isso as empresas devem adotar novas ferramentas para atender a essas expectativas”, diz Pimentel.

Essa abordagem muitas vezes resulta em experiências ruins para os clientes, segundo o Diretor da Freshworks. “Um exemplo é que, quando a IA é aplicada indiscriminadamente, ela pode lidar bem com as chamadas iniciais, mas não resolver problemas mais complexos. Os clientes acabam frustrados quando seus problemas são direcionados incorretamente ou quando as soluções de IA são insuficientes.”

Para Willian Pimentel, é fundamental aplicar a IA de forma sistemática, começando pelos problemas mais simples e abordando gradualmente os mais complexos. O especialista explica que a IA pode realizar análises excelentes e compreender rapidamente os problemas dos clientes, mas quando erra, pode errar muito. “Portanto, a supervisão humana é necessária para garantir que as soluções de IA sejam precisas e emocionalmente inteligentes. Isso significa permitir que a IA lide com problemas simples e cotidianos, enquanto os agentes humanos lidam com os problemas mais complexos”, comentou.

Como alternativa para empresas que estão atrasadas no atendimento ao cliente e desejam atualizar rapidamente, o executivo da Freshworks destaca que elas devem primeiro entender seus desafios específicos. “As novas empresas de SaaS podem enfrentar problemas complexos que exigem uma gestão cuidadosa. A IA generativa pode ajudar a construir rapidamente um repositório robusto de conhecimentos e estabelecer um sistema de classificação eficaz utilizando IA. Isto significa categorizar os problemas com base na sua complexidade e garantir que os problemas mais simples sejam resolvidos rapidamente, enquanto os mais complexos são sinalizados para intervenção humana”. 

Pimentel também enfatiza que devem ser implementadas políticas e procedimentos claros: “Em um ambiente B2C, isso é essencial para que os sistemas de IA forneçam suporte eficaz. Por exemplo, a IA pode lidar com problemas simples seguindo protocolos predefinidos, mas os agentes humanos devem intervir quando a IA encontra problemas que demandem maior raciocínio”, finalizou.

Sólides Revoluciona Gestão de Pessoas com Lançamento do Copilot Impulsionado por IA

A Sólides, especializada em tecnologia de gestão de pessoas para PMEs no Brasil, anunciou hoje o lançamento do Copilot Sólides, uma inovadora solução de Inteligência Artificial (IA) integrada à sua plataforma. O novo produto oferece mais de 20 funcionalidades aprimoradas por IA, abrangendo todas as etapas da gestão de pessoas, desde o recrutamento até a retenção de talentos.

Wladmir Brandão, diretor de Inteligência Artificial da Sólides, destaca: “O Copilot Sólides é um passo fundamental para democratizar o acesso à tecnologia para PMEs, automatizando tarefas repetitivas e potencializando iniciativas estratégicas que realmente impactam o negócio.”

Diferentemente de outras soluções de IA no mercado, o Copilot Sólides é visível e acessível aos usuários, facilitando sua adoção no dia a dia. Integrado ao ecossistema da Sólides, ele consolida a empresa como uma solução completa para PMEs, oferecendo automação e otimização para todos os processos de RH e DP.

Ale Garcia, cofundador da Sólides, enfatiza: “Nossa missão é apoiar, acelerar e potencializar o papel do RH nas empresas. Com o Copilot Sólides, estamos democratizando o acesso à tecnologia de ponta para PMEs.”

O lançamento é particularmente relevante considerando que, segundo o Panorama Gestão de Pessoas Brasil, 87,9% dos profissionais de RH veem a IA como aliada, mas apenas 20% a utilizam regularmente.

A Sólides, que já conta com mais de 30 mil clientes e impacta 8 milhões de vidas através de sua plataforma, busca com esta inovação liderar a transformação digital dos RHs e DPs no país, contribuindo para a atração, desenvolvimento e retenção de talentos em um setor crucial para a economia brasileira.

Como a inovação está redefinindo o mercado financeiro?

A sociedade e o setor financeiro estão passando por uma revolução impulsionada por avanços tecnológicos, sendo a inteligência artificial (IA) e o aprendizado de máquina (machine learning) elementos-chaves. Aplicações e ferramentas que antes seriam consideradas futuristas e obras de ficção científica estão cada vez mais próximas do nosso cotidiano, redefinindo a experiência do cliente, a gestão de ativos, a prevenção de fraudes e outros aspectos cruciais da área.

A demanda crescente por automação e análise preditiva nas finanças é uma das transformações mais latentes. Processos que antes levavam dias e precisavam de inúmeras pessoas, atualmente podem ser feitos em segundos. Um exemplo bem simples é a abertura de conta bancária de pessoa física. É inimaginável para os jovens hoje pensar que antes era necessário pegar uma fila de horas no banco, aguardar o gerente preencher diversos documentos, levar foto ¾ e ainda ter que voltar à agência 15 dias depois para saber se o processo foi ou não aprovado.

Nessa mesma linha, o aprimoramento da experiência do cliente é um dos casos de uso que mais sentimos no dia a dia, quando pensamos na integração de IA com machine learning, seja no front-end, com a automação de processos, substituindo tarefas manuais, melhorando o atendimento ao cliente e implementando chatbots eficientes, seja no back-end, ao agilizar análises como concessão e aprovação de empréstimos.

Outro destaque é a aplicação de aprendizado profundo na avaliação e gestão de riscos de crédito, como visto na parceria entre o Citi e a Feedzai. O uso de Big Data e machine learning na previsão de churn de clientes e na análise de ativos também evidencia a versatilidade dessas tecnologias. Sem as ferramentas em cena, modelos de negócios como os pagamentos na internet seriam impossíveis, já que as transações com o cartão são confirmadas em segundos, com dados navegando globalmente em uma rede interconectada com IA e ML para comprovar que determinada operação está sendo realizada pelo detentor do cartão.

A transformação do uso de IA e machine learning também se sobressai na previsão do mercado de ações, com uso de redes neurais artificiais e algoritmos para estimar oscilações e discrepâncias. A implementação dessas tecnologias na pontuação de crédito, exemplificada pela Equifax, nos Estados Unidos, destaca a abrangência em pauta.

Portanto, a inteligência artificial e o aprendizado de máquina são catalisadores fundamentais em meio a todo esse cenário, proporcionando eficiência, segurança e insights preditivos para o setor financeiro.

No Brasil, o Banco Central ainda está pavimentando uma revolução com a agenda BC#, que envolve o Pix, Drex e Open Finance. Dentro dessa iniciativa, o uso de IA e ML será transformador para o país. A lógica do mercado será invertida com o cidadão deixando de ser “cliente” para se tornar “usuário”, aumentando a concorrência entre empresas e prestadores de serviços e, ao mesmo tempo, diversificando as oportunidades para o consumidor.

Elas fundaram uma agência de marketing com foco no empreendedorismo feminino e hoje faturam R$ 600 mil

Elas deixaram carreiras de destaque – uma como modelo internacional e outra em uma grande multinacional – para seguir o sonho de empreender. Em 2021, Paula Kodama e Aline Kalinoski decidiram fundar uma agência de marketing, a Nowa, com um propósito claro: impulsionar o resultado de profissionais autônomos e pequenos negócios. 

Na prática, elas ajudam seus clientes a se destacarem e conquistarem uma imagem competitiva no mercado, especialmente através do marketing voltado para redes sociais. Com foco e uma preparação meticulosa, não apenas lançaram um negócio, mas também deram início a uma missão pessoal de empoderamento, transformando audaciosos objetivos em realidade palpável. 

A agência fica em Curitiba, mas atende clientes em várias partes do Brasil e já realizou projeto no exterior. “Também já atendemos um projeto em Nova Iorque”, contam as sócias. Na carteira de clientes estão profissionais liberais, como médicos, advogados, corretores imobiliários, e pequenos negócios da área de serviços, produtos e até indústria. Como resultado desse trabalho, o resultado da Nowa de 2022 para 2023, foi o crescimento do faturamento em 230%.

Agora, elas querem ir além. Desejam, também, ampliar o leque de serviços da agência. Atualmente, a Nowa Marketing faz social media (gestão de redes sociais digitais), branding e identidade visual (criação e fortalecimento de marca), produção de fotos e vídeos, gestão de tráfego na internet, landing page (desenvolvimento e design de páginas web) e consultoria. O objetivo é passar a oferecer serviços de capacitação às empreendedoras, para a gestão de seus negócios. “Percebemos que, muitas vezes, falta essa capacitação, é uma das principais dores”, pontua Paula. “Queremos ampliar a Nowa Marketing para essa vertente de educação para a gestão”, reforça Aline. As sócias possuem uma missão pessoal forte em incentivar o empreendedorismo feminino no país. 

A dupla de sócias percebe que muitos empreendedores, de modo geral, são especialistas em suas áreas de formação. Contudo, não aprendem na faculdade a empreender e têm dificuldades em lidar com a administração de seus negócios. “Não sabem, por exemplo, fazer a precificação [de seu produto ou serviço]”, explica Aline. 

Trajetória

Antes de fundarem a Nowa Marketing, Aline e Paula tinham formação e trajetória distintas. Graduada em Administração e com especializações em Finanças e Marketing, Aline trabalhou por anos em uma multinacional, a ExxonMobil. Começou lá como estagiária, ascendeu na empresa, porém, em determinado momento, sentiu vontade de se desenvolver mais profissionalmente. 

Paula, que estudou Design de Interiores, foi modelo por mais de dez anos, entre 2009 e 2020, realizando vários trabalhos na Ásia. Empreendeu, desenvolvendo uma marca própria de biquínis. Estudou Branding na faculdade de Londres. Voltou ao Brasil em 2021, quando foi apresentada à Aline. 

Aline iniciava a carreira de consultora financeira. O contato com Paula foi justamente para auxiliar em estratégias de marketing. Ambas perceberam que aquela demanda era, na verdade, a demanda de muitas pessoas que se propunham a empreender. “Identificamos uma oportunidade de negócio”, relembra Aline. Nasceu, então, a Nowa Marketing. 

Além do crescimento da agência, pessoalmente, as duas também estão se consolidando como referência. Chegaram a ser contratadas pelo Sebrae como influencers para falar em eventos voltados a micro e pequenas empresas. Em junho último, tiveram a primeira experiência nessa função. “Queremos muito fomentar o empreendedorismo feminino”, reforçam elas.

Grupo Duo&Co Assume Conta da Altenburg para Impulsionar Presença Digital

O Grupo Duo&Co, uma das principais holdings de comunicação e marketing digital do Brasil, anunciou hoje a conquista da conta da Altenburg, especialista em têxteis para casa e decoração. Esta parceria, em desenvolvimento desde o início do ano, visa impulsionar as vendas online e fortalecer a presença digital da renomada empresa catarinense.

A Altenburg, conhecida por sua ampla linha de produtos que inclui travesseiros, edredons, colchas e toalhas, busca expandir sua liderança no ambiente digital. Com mais de um século de tradição e um faturamento anual superior a R$ 600 milhões, a empresa comercializa mais de 1,4 milhão de produtos anualmente.

João Brognoli, fundador do Grupo Duo&Co, expressou sua satisfação com a nova parceria: “Estamos honrados em ter em nosso portfólio uma empresa com tamanha representatividade de mercado. Nossa expertise em diversas áreas do marketing digital será fundamental para elevar a Altenburg a novos patamares no ambiente online.”

O Grupo Duo&Co aplicará uma estratégia 360° para a Altenburg, abrangendo SEO, mídia paga, redes sociais, e-mail marketing e produção de conteúdo. A abordagem integrada utilizará os recursos das sete agências do grupo, visando criar campanhas impactantes e eficazes.

Esta parceria chega em um momento oportuno, considerando o crescimento exponencial do e-commerce no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor deve movimentar mais de R$ 205 bilhões até o final de 2024.

Com esta colaboração, a Altenburg busca consolidar sua posição de liderança no mercado digital, aproveitando a expertise do Grupo Duo&Co para ampliar sua presença online e impulsionar as vendas em seu e-commerce.

KaBuM! marca presença no Expo Magalu e apresenta novidades para o mercado

Acontece nesta quarta-feira, dia 21, a edição de 2024 do Expo Magalu, evento voltado para o empreendedorismo digital brasileiro.

Fruto da parceria entre o Magalu e a G4 Educação, o evento reunirá empresas e empreendedores que buscam ampliar seus negócios na internet, com a projeção de atrair pelo menos 6.000 varejistas para aproveitar as chances de networking e palestras de Frederico Trajano, CEO do Magalu, e Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração da empresa. Estarão disponíveis aos participantes ainda cursos, oficinas, mentorias e inúmeras oportunidades de relacionamento para aprimorar conceitos de marketing digital, conversão e técnicas de geração de leads e multiplicar suas vendas online.

O KaBuM!, parte do grupo Magalu, marca presença no evento com um stand próprio focado em seu setor de Ads, buscando conexões com potenciais interessados em saber mais sobre as oportunidades de anúncios no e-commerce. Além de um espaço para conferências e relacionamento, o stand também fornecerá aos visitantes um pouco de descontração, levando ao evento um PC gamer e um console de games para um momento de relaxamento entre as conversas.

Executivos do KaBuM! estarão presentes para apresentar aos participantes suas áreas de atuação, aproveitando o processo de expansão e renovação do setor de Ads, que marca um momento ideal para empresas e serviços interessados em integrar as páginas do maior e-commerce de tecnologia e games e garantir sua exposição aos mais de 40 milhões de usuários mensais do site.

O Expo Magalu acontece no dia 21/8, no Distrito Anhembi, em São Paulo, e também contará com painéis com executivos do Grupo Magalu e da G4 Educação. Os ingressos estão disponíveis no site oficial do evento.

Especialista Revela 5 Dicas para Aprimorar a Experiência do Usuário em Softwares

A experiência do usuário (UX) tem se tornado um fator crucial no desenvolvimento de softwares, conforme destaca Jaqueline Maraschin, diretora de marketing da América Latina na Cyncly. Em uma era onde a atenção do usuário é cada vez mais escassa, com apenas 10-20 segundos dedicados à avaliação inicial de uma página web, segundo pesquisa da Nielsen Norman Group, a importância de uma UX eficiente e atraente é mais evidente do que nunca.

Maraschin compartilhou cinco dicas essenciais para melhorar a experiência do usuário em softwares:

  1. Simplificação da navegação: A especialista enfatiza a importância de uma estrutura de menu lógica e ícones reconhecíveis, evitando complexidades que possam confundir o usuário.
  2. Foco na usabilidade da interface: Maraschin destaca que a interface deve ser não apenas atraente, mas altamente funcional, com elementos dispostos de forma lógica.
  3. Linguagem clara e intuitiva: A comunicação na interface deve ser direta e natural, evitando jargões técnicos que possam alienar o usuário.
  4. Consistência visual: Manter uma coesão visual em todo o aplicativo, incluindo cores, tipografia e elementos de design, é crucial para uma experiência harmoniosa.
  5. Valorização do feedback dos usuários: A diretora ressalta a importância de criar canais para que os usuários compartilhem suas opiniões, utilizando esse feedback para melhorias contínuas.

“Com a implementação dessas dicas, é possível criar um software que não só atenda, mas supere as expectativas dos usuários, fortalecendo a lealdade e o engajamento”, conclui Maraschin. Estas orientações visam revolucionar a relação do usuário com os softwares, tornando-os mais intuitivos, eficientes e agradáveis de usar.

Novo Conceito de “Experiência Universal do Cliente” Ganha Força no Brasil

Um novo conceito está revolucionando a abordagem das empresas em relação à experiência do cliente no Brasil. O Universal Customer Experience (UCE), ou Experiência Universal do Cliente, está ganhando destaque como uma disciplina emergente no país.

Já estabelecido como disciplina acadêmica em universidades de marketing nos Estados Unidos, o UCE visa organizar o ciclo de vida do cliente de forma abrangente. O conceito cobre todas as etapas, processos e tecnologias necessárias para garantir um relacionamento comercial duradouro e consistente.

Alberto Filho, CEO da Poli Digital, empresa goiana especializada em comunicação corporativa, explica que o UCE vai além da simples automação de mensagens em canais digitais. “É uma responsabilidade assumida pela empresa de olhar para a jornada do cliente horizontalmente, abrangendo desde a captação até o pós-venda,” afirma Filho.

O especialista destaca a importância da qualidade do atendimento na fidelização de clientes e no crescimento dos negócios. Ele cita pesquisas que mostram que 86% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma melhor experiência, e que 76% esperam que as empresas entendam suas necessidades.

Filho enfatiza que as práticas de UCE são cruciais para converter leads em clientes efetivos e transformá-los em defensores da marca. “Clientes satisfeitos compartilham suas experiências positivas, o que é indispensável para a reputação e o crescimento da empresa,” explica.

Um dos principais desafios para a implementação do UCE no Brasil, segundo Filho, é a compreensão de que a tecnologia sozinha não garante uma jornada do cliente bem-sucedida. “É necessária uma transformação cultural dentro das organizações. Todos os setores precisam estar alinhados com a filosofia do UCE,” conclui o CEO.

Esta nova abordagem promete transformar significativamente a forma como as empresas brasileiras interagem com seus clientes, colocando a experiência do usuário no centro de suas estratégias de negócios.

O e-mail morreu? Novas gerações provam que não

Segundo o Radicati Group, mais de 4,37 bilhões de pessoas ao redor do mundo utilizam a plataforma. Sim, o endereço eletrônico ainda é o “CPF digital”, sendo necessário para usar dispositivos como smartphones e acessar diversos serviços online. Entretanto, sua relevância vai muito além desse papel, principalmente entre os jovens.

Mas o que realmente mantém o e-mail relevante para a Geração Z? Esse canal de comunicação oferece vantagens que as redes sociais frequentemente não conseguem: qualidade e curadoria do conteúdo; centralização de informações;  privacidade e segurança.

1. Curadoria de conteúdo e qualidade

A Geração Z valoriza muito a autenticidade e a qualidade no que lê, e o e-mail é uma das poucas ferramentas que entrega exatamente isso. Diferente das redes sociais, ele se destaca por oferecer um conteúdo cuidadosamente curado e relevante, sendo o único lugar da Internet que não é dependente do algoritmo e dos likes. 

As newsletters são um ótimo exemplo. Afinal, o leitor se inscreve diretamente naquele conteúdo, sendo uma escolha própria receber informações daquele canal. O Grupo Waffle, que tem oito newsletters líderes no Brasil, prova a relevância desse formato entre a Geração Z com seus 2 milhões de leitores ativos, dos quais 82% têm entre 18 e 34 anos. Com taxas de abertura de 30% a 50%, fica claro que os jovens estão engajados e valorizam a qualidade do conteúdo que recebem por e-mail, longe das distrações e superficialidades das redes sociais.

2. Centralização de informações

Entenda, eu não estou falando que os jovens condenam e banem as redes sociais do seu uso. Muito pelo contrário! Mas enquanto aplicativos de mensagens instantâneas e redes sociais são ótimos para uma comunicação rápida e interativa, o e-mail se destaca na organização e registro de dados importantes. 

No ambiente corporativo e educacional, por exemplo, ele permanece essencial para comunicações formais e detalhadas. É difícil achar um profissional corporativo que não possui um endereço eletrônico, frequentemente usado para acessar serviços como Google Meets e Teams durante o expediente. 

Logo, a Geração Z, que trabalha cada vez mais, acostumada com a multitarefa, encontra no e-mail uma ferramenta eficaz para manter tudo organizado em um só lugar. Por isso, muitos deles usam seus endereços eletrônicos empresariais para se inscrever em newsletters. 48% dos usuários da plataforma do Grupo Waffle, por exemplo, fazem isso, o que destaca a relevância desta ferramenta também no ambiente profissional da geração mais jovem.

3. Privacidade e segurança

Uma pesquisa da Luzia revelou que 81% dos jovens brasileiros deixam de usar aplicativos por medo de comprometer sua privacidade. E não é neurose! De acordo com o Relatório de Fraude 2024 do Serasa Experian, 4 em cada 10 pessoas já sofreram fraude no Brasil (42%). Das vítimas, 11% tiveram exposição de dados pessoais na Internet, 15% tiveram suas contas de redes sociais ou de bancos roubadas e 3% foram vítimas de deepfakes. 

Nesse sentido, o e-mail é visto como uma tecnologia segura e confiável devido à sua estrutura de autenticação e criptografia, que protege contra acessos não autorizados. Para a Geração Z, que é especialmente consciente das questões de privacidade, esses fatores fazem deste canal uma escolha frequente.

O poder do e-mail no marketing
Esses motivos aliados à segmentação que o e-mail permite são diferenciais significativos que ajudam a manter sua relevância entre os mais jovens, fazendo do canal uma peça estratégica para as marcas se conectarem com esse público. 

Afinal, segundo o The Summer Hunter, 72% dos consumidores preferem receber comunicações de empresas e marcas por e-mail, e 87% dos líderes de marketing consideram o endereço eletrônico como uma peça essencial para o sucesso de suas campanhas.

Por isso, o e-mail está longe de desaparecer. Com o crescimento das mensagens instantâneas e redes sociais, ele oferece comunicação segura, confiável e personalizada, mantendo sua relevância em um mundo digital cada vez mais sedento por privacidade e qualidade.

Não há dúvidas, a ferramenta se destaca como uma maneira eficaz de alcançar a Geração Z, que responde bem a e-mails que são cuidadosamente direcionados e que apresentam conteúdo relevante e personalizado. 

Em um mundo de sobrecarga de informações e demanda por respostas rápidas, esse canal tem a capacidade de proporcionar uma experiência de leitura sem interrupções e com alta taxa de engajamento.

Corrida da IA: Como evitar a armadilha da adoção precipitada

Quando pensamos nas tecnologias mais disruptivas e populares que têm ganhado espaço no mundo dos negócios, é impossível não considerar a inteligência artificial como uma das principais ferramentas. E isso não é à toa, já que a pesquisa ‘The State of AI in Early 2024: Gen AI Adoption Spikes and Starts to Generate Value’, realizada pela McKinsey, revela que 72% das empresas já utilizam IA. O entusiasmo é alimentado principalmente pela possibilidade de eliminar tarefas repetitivas por meio da automação, otimizando o tempo dos profissionais, que pode ser aproveitado em atividades de maior valor e relevância, reduzindo custos e aumentando a eficiência.

Esse frenesi pode fazer com que gestores que ainda não adotaram essa tecnologia sintam-se em desvantagem. Em mercados altamente competitivos, é comum que se busquem soluções inovadoras para que as organizações se destaquem e alcancem o sucesso. No entanto, é crucial que os gestores pensem de forma estratégica antes de adotar novas tecnologias, evitando decisões precipitadas que busquem apenas a aparência de inovação. Existe a necessidade de garantir que a aceitação dessas soluções esteja alinhada com as necessidades reais do negócio e que se compreenda como elas podem, de fato, impulsionar o crescimento.

A adoção deve ser cuidadosamente estudada, pois qualquer alteração no cotidiano de trabalho implica em mudanças nos processos, estruturas organizacionais e na cultura, o que demanda tanto tempo quanto recursos. 

Para apoiar a tomada de decisão, especialistas como Alexandre Nascimento, pesquisador do MIT, apresentam estudos que podem ser fundamentais no desenvolvimento de um plano de IA para o negócio. Um exemplo é o modelo AI2M (Artificial Intelligence Adoption Intention Model), criado por ele,  que considera cinco fatores principais que influenciam a intenção de integração da IA: as condições facilitadoras, que avaliam se o usuário acredita ter os recursos necessários para utilizar a IA; a expectativa de performance, que mede se o usuário acredita que a IA melhorará seu desempenho no trabalho; a expectativa de esforço, que reflete a percepção do usuário sobre a dificuldade de aprender e utilizar a IA; a autoeficácia, que é a confiança do usuário em sua capacidade de usar a IA; e a influência social, que avalia a pressão percebida por parte de outras pessoas para adotar a IA. 

De forma mais generalista, esses tomadores de decisão devem considerar o seguinte cenário: qual é o problema que eu enfrento e como a IA pode ajudar a resolvê-lo, em vez de adotar a abordagem inversa, que seria decidir implementar a IA sem considerar onde e como ela será aplicada. Esses questionamentos não têm a intenção de apresentar uma visão negativa sobre a integração da IA, pois é evidente o quanto ela pode beneficiar os processos de trabalho. Em vez disso, o objetivo é destacar que a IA deve ser vista como uma ferramenta, e não como a solução milagrosa, como o entusiasmo e o buzz gerados pela atenção frequente da mídia muitas vezes fazem parecer. Assim, as organizações podem maximizar os benefícios da IA e garantir uma transformação eficaz.

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