A Geração Z é uma das mais conectadas e exigentes quando o assunto é tecnologia, e, no e-commerce, não poderia ser diferente. Crescidos em meio a telas e redes sociais, esses consumidores buscam experiências de compra rápidas, personalizadas e, acima de tudo, autênticas. Para se ter uma ideia da força desse público, de acordo com dados da Statista, é esperado que a GenZ seja responsável por 20% dos gastos globais em 2030.
A preferência da Geração Z por esses canais de compra está diretamente ligada ao comportamento digital dessa faixa etária. Para eles, a experiência vale tanto quanto o produto e as plataformas que conseguem unir conveniência, preço competitivo e uma comunicação próxima ao público acabam conquistando mais espaço.
Para Rodrigo Garcia, diretor executivo da Petina Soluções Digitais, consultoria especializada em marketplaces, a Geração Z valoriza autenticidade e agilidade. “Eles querem encontrar o que buscam com poucos cliques, mas também querem se sentir parte de uma comunidade. Marketplaces que combinam curadoria de produtos, entretenimento e boas políticas de entrega estão saindo na frente”, resume o executivo.
Pensando nisso, o especialista listou os 5 marketplaces mais “queridinhos” da geração mais antenada:
- Tik Tok Shop
Essa é a aposta mais quente do momento. A integração entre entretenimento e compra em um único lugar é música para os ouvidos da Gen Z. Influenciadores vendendo em lives, produtos virais e a sensação de estar “descobrindo algo antes dos outros” são a receita do sucesso.
“O TikTok Shop é a síntese perfeita da nova era do consumo. A compra acontece no mesmo ambiente em que o desejo nasce, com recomendação social e entretenimento. É uma tendência que deve crescer e redefinir o papel dos marketplaces nos próximos anos”, comenta Garcia.
- Shopee
A Shopee é o marketplace favorito dessa geração. Com preços baixos, cupons de desconto infinitos frete grátis e um ecossistema gamificado que conversa com o comportamento multitela dessa geração. Além disso, a presença massiva em anúncios nas redes sociais fazem dela uma das mais engajadas entre os jovens.
“A Shopee entendeu rapidamente como transformar a compra em entretenimento. É uma plataforma que fala a língua da geração, unindo preço, interação e recompensas constantes, um modelo que estimula o engajamento e fideliza o público jovem”, destaca o especialista.
- Shein
Preço baixo e diversas opções? A Shein é praticamente um fenômeno cultural. O modelo de produção ultrarrápida também dialoga com a necessidade de novidade constante dessa geração, ainda que gere debates sobre sustentabilidade (tema que a própria Gen Z cobra).
“A plataforma representa o poder da velocidade no e-commerce. A capacidade de lançar novidades praticamente em tempo real cria uma sensação de exclusividade que todos adoram. Mas ao mesmo tempo, esse público começa a cobrar mais transparência e responsabilidade da marca”, analisa.
- Mercado Livre
No Brasil, o Mercado Livre tem tido cada vez mais apelo com o público jovem. É rápido, confiável, e o Mercado Envios Full dá aquela sensação de “entrega estilo Amazon”, mas com preços mais competitivos e vendedores locais.
“O Mercado Livre conseguiu se posicionar como um marketplace próximo, rápido e com identidade brasileira. A logística eficiente e o contato com vendedores locais geram confiança e identificação, duas coisas que a Geração Z valoriza muito”, afirma
A tendência é que, com o passar do tempo, surjam cada vez mais marketplaces confiáveis e voltados à experiência do consumidor. “As marcas que entenderem o comportamento da GenZ e conseguirem equilibrar preço, propósito e conveniência devem sair na frente na próxima fase do e-commerce”, complementa
- Temu
A Temu chegou ao Brasil com força e caiu rapidamente no radar da Geração Z. O apelo principal está no preço muito abaixo da média, na imensa variedade de produtos e na sensação de descoberta que lembra a fase inicial das compras internacionais baratinhas. A plataforma aposta em ofertas agressivas, cupons constantes e uma navegação construída para estimular compras por impulso.
“A Temu utiliza uma estratégia de precificação muito agressiva e um catálogo quase infinito, o que cria aquela impressão de que sempre existe algo novo esperando pelo usuário. Esse dinamismo conversa diretamente com a mentalidade de consumo rápido e exploratório desse público”, finaliza o executivo.
O comportamento da Geração Z segue moldando o rumo dos marketplaces no Brasil. Plataformas que combinam velocidade, curadoria, entretenimento e boas experiências logísticas têm conquistado espaço num público que não tolera lentidão nem comunicação distante. A tendência é que o ecossistema siga se diversificando, impulsionado por novos formatos, influenciadores e a busca contínua por experiências que unam praticidade e identidade.

