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Com 85% de adoção, IA deixa de ser diferencial e vira base do marketing em 2026

Após anos sendo tratada como diferencial competitivo, a inteligência artificial entra em sua fase estrutural no marketing. Dados do State of AI in Marketing Report 2025, da CoSchedule, mostram que 85% dos profissionais de marketing já utilizam IA e que nove em cada dez planejam ampliar o uso da tecnologia nos próximos três anos — um sinal claro de que a IA deixou de ser experimental e passou a integrar a operação das empresas.

Nesse cenário, 2026 marca o momento em que a IA deixa de atuar como apoio pontual e passa a operar como um verdadeiro “sistema nervoso” do marketing, conectando dados, criação, mídia, mensuração e experiência do consumidor em tempo real. A avaliação é do Bruno Belardo, VP de Vendas da US Media, empresa global especializada em mídia, dados e tecnologia aplicada à performance.

“Em 2026, a inteligência artificial deixa de ser uma ferramenta isolada e passa a sustentar decisões, criar, otimizar e personalizar todos os pontos da jornada. Não é mais teste ou piloto: vira operação padrão do marketing”, afirma o executivo.

Segundo Belardo, quatro grandes frentes devem concentrar os principais avanços da IA no marketing no próximo ano:

  • Automação inteligente de criação e mídia

A produção criativa passa a ser orientada por dados em tempo real, com a IA gerando variações de peças, ajustando formatos e mensagens para públicos específicos e redistribuindo investimentos de mídia com base em performance contínua. “A lógica de ‘testar para depois escalar’ perde espaço. A criação já nasce adaptável e otimizada desde o início”, explica.

  • Personalização em escala real

A IA amplia a capacidade das marcas de entregar experiências individualizadas, conectando dados de múltiplas fontes para personalizar desde recomendações até ofertas dinâmicas. “Estamos falando de jornadas que se moldam ao comportamento de cada pessoa, não mais de clusters genéricos”, diz o especialista.

  • Modelagem preditiva e mensuração avançada

Modelos de atribuição, incrementalidade e previsão de demanda tornam-se mais sofisticados, reduzindo desperdícios e aumentando a previsibilidade dos investimentos. Para Almeida, esse avanço deve mudar a relação entre marketing e finanças. “O marketing passa a operar com mais previsibilidade, deixando de ser visto como centro de custo para assumir, de vez, o papel de motor de crescimento”.

  • Atendimento e CX automatizados, mais sofisticados

Chatbots e assistentes virtuais evoluem para resolver problemas complexos, integrados a CRMs e capazes de apoiar vendas, retenção e relacionamento. “A fronteira entre marketing, atendimento e experiência do cliente praticamente desaparece”, avalia.

Conteúdo gerado por IA: escala, eficiência e novos desafios éticos

Outro eixo central dessa transformação está na geração automática de conteúdos — textos, imagens e vídeos. De acordo com o especialista, os modelos avançam rapidamente em qualidade, contexto e estilo, permitindo que marcas criem peças personalizadas em segundos e automatizem todo o fluxo criativo, do brainstorming a pós-produção.

No entanto, esse avanço traz traz desafios éticos importantes:

  1. Autenticidade e transparência — marcas precisarão deixar claro quando um conteúdo é gerado por IA e garantir que isso não prejudique a confiança do consumidor.
  2. Bias e representatividade — se os modelos forem treinados com dados enviesados, o conteúdo final também será. Isso exige governança e curadoria humana.
  3. Direitos autorais — a fronteira entre inspiração e uso indevido de propriedades intelectuais ficará mais sensível.
  4. Superprodução de conteúdo — com a facilidade, o risco é inundar o consumidor com material irrelevante. A curadoria passa a ser tão importante quanto a criação.

Para Belardo, a vantagem competitiva das marcas não estará apenas no acesso à tecnologia, mas na forma como ela é utilizada. “A IA amplia a capacidade criativa, mas o julgamento humano continua sendo decisivo: escolher o que criar, por que criar e como usar isso de forma responsável”, conclui. 

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