A StackAI, startup norte-americana especializada em automação corporativa por meio de inteligência artificial (IA), anunciou oficialmente sua entrada no mercado brasileiro. A empresa, que ganhou destaque após ser acelerada pela Y Combinator (berço de gigantes como Airbnb e Dropbox), chega ao país capitalizada por uma rodada Série A de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 90 milhões) levantada em 2025.
A expansão para o Brasil e para o Texas (EUA) será liderada por Felipe Giannetti, executivo ex-sócio da StartSe e residente nos Estados Unidos há oito anos. A estratégia local prevê um investimento inicial de R$ 1 milhão nos próximos três meses, destinado a roadshows corporativos para apresentar a tecnologia a executivos brasileiros.
Foco em Enterprises e “No-Code”
Fundada em 2022 por Antoni Rosinol e Bernard Aceituno — ambos doutores pelo MIT —, a StackAI foca exclusivamente no segmento enterprise (empresas com mais de 200 colaboradores). A proposta de valor da companhia é permitir que times de negócios criem fluxos de trabalho com IA e agentes autônomos sem a necessidade de conhecimentos profundos em programação (modelo no-code).
“A StackAI chega ao Brasil para ajudar empresas a saírem da teoria e executarem seus projetos de IA de forma prática e segura. Nosso objetivo é exportar o acesso à automação de ponta, permitindo que times de negócio criem e escalem soluções sem depender de especialistas técnicos,” afirma Felipe Giannetti.
A plataforma já é utilizada globalmente por companhias como IBM, HP, Red Bull e grandes instituições financeiras. No Brasil, a operação já começou atendendo um grande banco digital.
Metas Agressivas e Apoio de Peso
A rodada de investimentos recente foi liderada pela Lobby Capital e contou com a participação da Gradient Ventures (fundo de IA do Google), Life Extension Ventures e General Catalyst. Com sedes em São Francisco e Nova York, a empresa vê no Brasil um potencial estratégico.
A meta para o mercado nacional é ambiciosa: a StackAI projeta atender cerca de 25% das grandes empresas do Brasil até 2026, consolidando o país como sua principal base internacional. Os setores prioritários incluem financeiro, industrial, saúde, construção e serviços.
A tecnologia da startup permite a criação de agentes corporativos que integram sistemas internos e externos, automatizando desde análises de dados até tomadas de decisão em áreas como compliance, crédito e atendimento ao cliente.
“O Brasil tem um ecossistema tecnológico em rápido amadurecimento, e queremos ser parceiros estratégicos nessa próxima fase de automação inteligente”, finaliza Giannetti.

