Todo ano, o marketing e a publicidade deixam lições importantes para o mercado, e em 2025, não foi diferente. Em um cenário marcado por excesso de informação, uma ditadura do imediatismo, novas tecnologias e consumidores cada vez mais críticos, muitas marcas erram ao confundir presença com relevância, volume com estratégia e tecnologia com propósito.
Para Caroline Ferrari, Diretora de Novos Negócios Corporativos da Octopus, agência consagrada no mercado de publicidade e propaganda, repetir esses erros em 2026 pode custar muito mais do que visibilidade e comprometer reputação, confiança e, principalmente, resultados.
“Um dos principais equívocos deste ano foi apostar em tendências sem alinhamento com a essência da marca. Vimos empresas correndo para usar inteligência artificial ou novos formatos apenas para ‘não ficar de fora’, sem estratégia clara, narrativa consistente ou métricas bem definidas”, analisa Ferrari. Segundo ela, a falta de planejamento e a urgência, transformaram boas ferramentas em ações vazias, com baixo impacto real no negócio.
Outro erro recorrente foi a comunicação genérica, principalmente num período onde o consumidor buscou identificação, personalização e diálogo. “Vimos muitas campanhas insistirem em mensagens amplas, pouco humanas e desconectadas do contexto social e cultural. Marcas que falaram com todo mundo acabaram não falando com ninguém. O público espera conversas relevantes, posicionamento claro e empresas que entendam suas dores e valores”, destaca.
Caroline também aponta o excesso de foco em performance imediata como um problema crítico. “Vimos que este ano foi marcado por uma obsessão por cliques, leads e resultados de curto prazo, em detrimento da construção de marca. Performance sem branding é insustentável. Em 2026, será essencial equilibrar dados com criatividade e visão de longo prazo”, afirma.
A falta de integração entre canais e equipes também está na lista de falhas, segundo a especialista. Estratégias fragmentadas, campanhas desalinhadas e comunicação desconectada entre online e off-line comprometeram a jornada do consumidor. Para a executiva, o próximo ano exige uma visão verdadeiramente integrada. “Não é mais sobre estar em todos os canais, mas sobre contar uma história única, coerente e contínua em todos os pontos de contato”, pontua.
Para 2026, Caroline Ferrari defende um marketing mais consciente, estratégico e humano. “O aprendizado de 2025, para mim, é muito claro: marcas precisam menos de fórmulas prontas e mais de inteligência, escuta ativa e coragem para fazer escolhas. Quem entender isso agora sai na frente”, conclui.

