Com o início de um novo ciclo de negócios, empresas de diversos setores estão voltando suas atenções para a modernização de suas cadeias de suprimentos. O começo do ano consolidou-se como o momento mais estratégico para aportes na chamada Logística 4.0, movimento que integra tecnologias digitais avançadas para criar operações mais resilientes e eficientes.
O cenário é impulsionado por dados recentes da indústria em 2025, que apontam um salto de qualidade nas ferramentas disponíveis: a adoção de analytics baseados em Inteligência Artificial para previsão de demanda já alcança níveis de até 95% de precisão. Simultaneamente, a implementação de sistemas autônomos tem demonstrado capacidade de reduzir custos com transporte e mão de obra na casa dos dois dígitos percentuais.
Para Rodolfo Cassorillo, especialista em TI aplicada à logística, o timing não é coincidência. Segundo ele, o período alinha-se ao ciclo de planejamento e revisão orçamentária das corporações, momento em que recursos são destravados especificamente para projetos de inovação.
“Neste momento, iniciativas de digitalização e modernização ganham mais tração, visto que equipes internas e fornecedores estão mais disponíveis para implementar e integrar novas tecnologias”, destaca Cassorillo.
Desafios e Ganhos Estratégicos
Apesar do otimismo, a transição para a Logística 4.0 não é isenta de barreiras. A notícia de que a tecnologia está madura contrasta com desafios estruturais das empresas, como a escassez de mão de obra qualificada para lidar com novas ferramentas e a necessidade de uma governança de dados robusta.
No entanto, o especialista reforça que o sincronismo entre estratégia de negócio e tecnologia é vital. O objetivo vai além da simples implementação de ferramentas digitais; busca-se a integração total da cadeia, redução de perdas, otimização de estoque e, consequentemente, uma melhor experiência para o cliente final.
“No contexto competitivo atual, esses ganhos se traduzem em vantagens duradouras, e quanto mais cedo forem implementados, maior será o retorno sobre o investimento”, conclui Cassorillo.

