A promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023, conhecida como Reforma Tributária, já é uma realidade que iniciou uma contagem regressiva para as empresas brasileiras e traz um momento para repensar processos, sistemas e estratégias. Com ela, vem uma transformação profunda na forma como as companhias lidam com seus tributos. A reforma unifica cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de gestão compartilhada entre estados e municípios. Com um período de transição que se estende de 2026 a 2032, a adaptação vai além da alteração de alíquotas, podendo demandar uma revisão de toda a arquitetura fiscal e operacional das organizações.
Olhando para o setor de tecnologia, o desafio é ainda maior. Ajustes em sistemas internos e ERPs serão necessários para que eles se mantenham alinhados com as novas exigências fiscais, estando aptos para lidar com diferentes regras, alíquotas e formas de apuração. Ou seja, as empresas de tecnologia precisam se preparar para o novo momento.
“Mais do que acompanhar as mudanças na legislação, é essencial que as empresas de tecnologia encarem a reforma como uma oportunidade para repensar processos e buscar maior eficiência operacional. Investir agora em planejamento tributário, automação e integração de sistemas poderão transformar uma obrigação em vantagem competitiva, fortalecendo sua posição no mercado”, analisa o Head de Produtos Tax da Ingeniería Brasil, companhia global de tecnologia da informação e consultoria especializada em transformação digital, Rodrigo Felix.
Pensando nisso, Felix criou uma lista dos três próximos passos essenciais para que essa adaptação ocorra de maneira estratégica e assertiva. Confira:
1- Antecipar e estruturar uma arquitetura de dados unificada
A mudança tributária vai além da substituição de alíquotas, já que representa um redesenho da cadeia de valor fiscal do país. “As organizações devem antecipar a necessidade de uma arquitetura de dados unificada. A tecnologia deixa de ser um instrumento de suporte para se tornar o alicerce da governança e da operação fiscal”, afirma Rodrigo.
2- Implementar tecnologia para rastreamento e processamento em tempo real
O novo modelo elimina a cumulatividade dos impostos e introduz controles sobre o valor agregado e a utilização de créditos fiscais. Para o head, a implementação de um sistema de pagamento automático, que repassará os valores de CBS e IBS aos cofres públicos no momento da transação, reforça a exigência por sistemas capazes de rastrear e processar informações em tempo real.
3- Usar plataformas fiscais digitais integradas
Atualmente, o investimento em uma estrutura fiscal digital se converte em vantagem para a estratégia de negócio, já que ela tem o poder de mitigar riscos, prevenir possíveis penalidades e trazer otimização para a operação. “Portanto, é preciso que as empresas estejam preparadas. O uso de plataformas, como a Smart Tax Platform, da Engineering Brasil, pode ser uma solução pelo fato de conectar os dados fiscais da companhia, automatizar o envio de obrigações acessórias e monitorar a conformidade fiscal. Hoje, cerca de 70 empresas de médio e grande porte já utilizam nossa solução fiscal para estarem em conformidade com suas obrigatoriedades fiscais”, conclui Rodrigo.