O comércio eletrônico brasileiro segue em expansão acelerada, consolidando-se como uma alternativa estratégica para indústrias alimentícias que buscam diversificar canais de venda e alcançar novos públicos. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que as vendas on-line cresceram 10,5% em 2024, totalizando R$ 204,3 bilhões, com 414,9 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 492,40. O número de compradores digitais atingiu 91,3 milhões, e a projeção para 2025 é de faturamento superior a R$ 234 bilhões.
O crescimento não se deve apenas à maior adesão dos consumidores, mas também à profissionalização do setor. “As plataformas B2B estão cada vez mais adotando práticas do varejo B2C, como catálogos completos, condições comerciais personalizadas e processos de pedido mais ágeis, transformando o e-commerce em uma ferramenta estratégica para expandir negócios e alcançar mercados geograficamente dispersos”, avalia Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank.
A evolução do e-commerce permite que fabricantes explorem oportunidades antes inacessíveis, especialmente em cidades menores e regiões do interior, que tradicionalmente dependiam de distribuidores e vendas presenciais. Além disso, a integração entre canais físicos e digitais, por meio de estratégias omnichannel, tem se mostrado fundamental para fidelizar clientes e aumentar a competitividade no mercado.
No ambiente B2C, a experiência do usuário ganha centralidade, com jornadas de compra mais fluidas, integração de meios de pagamento digitais e logística eficiente. Dessa forma, o comércio eletrônico deixa de ser apenas um canal de vendas e passa a atuar também como ferramenta de análise de mercado e relacionamento com o cliente.
Com o setor em franca expansão, o e-commerce se consolida como um motor de crescimento para a indústria alimentícia, oferecendo não apenas aumento de faturamento, mas também maior capacidade de adaptação, eficiência operacional e ampliação de mercado em todo o Brasil.

