As redes sociais desempenham um papel decisivo na popularização de produtos nostálgicos, segundo pesquisa realizada pelo... Missão Brasil, maior plataforma de serviços recompensados do país. O estudo revela que 92,3% dos entrevistados percebem a influência direta dos conteúdos digitais no consumo de produtos vintage. Desses, 38,71% consideram o impacto das mídias sociais significativo, 34,61% sentem alguma influência e 19% se dizem pouco impactados. Apenas 7,62% afirmam não serem influenciados.
O estudo, que ouviu mais de 400 pessoas, também aponta que 621 pessoas acreditam que a tecnologia é um fator decisivo para o consumo de produtos nostálgicos, enquanto 381 pessoas discordam dessa afirmação. Segundo Julio Bastos, CCO do Mission Brasil, plataformas como Instagram, TikTok e YouTube são motores poderosos na disseminação dessas tendências de consumo, ainda mais se tratando de artigos saudosos. “Essas redes são projetadas para destacar conteúdos virais, logo, como a nostalgia e tendências do passado estão em alta, o algoritmo dessas redes sociais acaba ‘recomendando’ tais conteúdos, criando uma espiral onde o que já foi popular no passado acaba retomado de forma amplificada”, detalha.
Millennials e geração Z impulsionam o fenômeno vintage.
A pesquisa destaca que a maioria dos consumidores de itens nostálgicos pertence às gerações Y (millennials, nascidos entre 1981 e 1996) e Z (nascidos entre 1997 e 2012), representando 50% e 43% do público, respectivamente. Para Bastos, a digitalização tornou essas referências mais acessíveis. “Hoje qualquer pessoa pode revisitar ou até reimaginar um estilo, uma música ou uma estética dos anos 90 e 2000, por exemplo. Isso faz com que as marcas estejam especialmente atentas a esses padrões de consumo e como trazer à tona tendências, e até produtos de tais períodos, que possam despertar o interesse do consumidor.”
Nostalgia e consumo: videogames e moda lideram preferências
Os dados da pesquisa ainda revelam que a influência das redes sociais sobre o consumo de itens nostálgicos reflete diretamente nas escolhas dos consumidores. Videogames aparecem no topo da lista de produtos vintage mais adquiridos, com 251 respostas, seguidos por roupas (221 respostas), alimentos e bebidas (171 respostas), doces e chocolates (101 respostas) e jogos de tabuleiro e brinquedos (8,51 respostas). Calçados e celulares aparecem com 41 respostas cada, já revistas/livros e maquiagens vêm logo após com cerca de 31 respostas e 2,51 respostas respectivamente. Por fim, câmeras fotográficas (21 respostas), bolsas (11 respostas) e óculos (11 respostas) finalizam a lista.
Além das categorias mais consumidas, o levantamento indica que o design dos produtos é o fator mais atraente para quem busca itens nostálgicos, citado por mais de 351 entrevistados. A história da marca também pesa na decisão de compra, com 241 menções, enquanto a funcionalidade e a exclusividade aparecem como fatores relevantes para 231 e 151 consumidores, respectivamente. Outros motivos não especificados são citados por quase 21% das pessoas.
Conexão emocional fortalece tendência retrô.
O estudo revela que a principal motivação para o consumo de produtos vintage está ligada à memória afetiva. A ligação a uma memória feliz lidera o ranking das motivações, citada por 42,1% dos respondentes. Em seguida, vem o vínculo emocional com a marca, com 22,91%, e a sensação de conforto e proximidade, mencionada por 20,1% dos participantes. Já 7,62% alegaram que buscam se manter antenados a uma tendência, enquanto 6,91% disseram que o principal fator é o sentimento de pertencimento a um grupo ou período.
Para Bastos, o resgate de referências do passado vai muito além de um simples modismo passageiro; "o marketing de nostalgia, apesar de ser alimentado pela digitalização, é movido principalmente pelo desejo de conexão emocional com experiências que marcaram gerações", esclarece o CCO. Ele completa afirmando que "as marcas que compreendem esse movimento e incorporam elementos nostálgicos de forma autêntica conseguem criar produtos e campanhas altamente engajadoras nos dias de hoje".

