Com o avanço da formalização dos modelos de negócio, cresce entre os pequenos e médios empreendedores a percepção de que proteger o patrimônio vai além de manter produtos ou equipamentos seguros: passa também a incluir a blindagem da reputação e das finanças contra possíveis falhas profissionais. Nesse cenário, o seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RC Profissional) se destaca como solução estratégica.
Criado para proteger empresas e profissionais de prejuízos causados por falhas no exercício de suas atividades, esse tipo de seguro cobre prejuízos e despesas em geral. Antes restrito a grandes corporações, atualmente vem ganhando espaço entre negócios de menor porte.
“O pequeno empresário entende hoje que um simples erro pode gerar prejuízos significativos, tanto financeiros quanto de imagem. A busca por seguros como o de Responsabilidade Civil Profissional (RC Profissional) mostra um amadurecimento do empreendedor brasileiro”, afirma Reinaldo Zanon, CEO da Seguralta Franchising, maior rede de franquias de seguros do país.
Segundo ele, a procura por esse tipo de cobertura entre os clientes da rede cresceu mais de 301% nos últimos dois anos, impulsionada principalmente por profissionais liberais e microempresas de serviços. “A judicialização das relações de consumo, o crescimento da prestação de serviços digitais e o aumento da exigência por parte dos clientes impulsionam essa mudança de comportamento”, explica.
Além de proteger financeiramente o negócio, o seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RCP) também reforça a credibilidade junto aos clientes, demonstrando responsabilidade e preparo para lidar com imprevistos. Em segmentos como contabilidade, TI, marketing, saúde e arquitetura, ele já é considerado um diferencial competitivo.
Para os especialistas do setor, o movimento deve se intensificar nos próximos anos, impulsionado pela digitalização dos serviços, pela ampliação do acesso ao seguro e pela crescente conscientização dos empreendedores sobre a gestão de riscos. “A mentalidade de que seguro é custo está sendo substituída pela noção de que é um investimento necessário para a longevidade e a solidez do negócio”, conclui Zanon.

