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IA, influenciadores e desconhecidos: o fim do “decisor único” e a ascensão das Buying Networks

O tradicional funil de vendas B2B — aquela estrutura previsível de atração, qualificação e fechamento — está com os dias contados. É o que aponta o mercado e especialistas do setor, indicando uma mudança sísmica na forma como empresas compram de outras empresas. O modelo linear cedeu lugar às chamadas Buying Networks (Redes de Compra): ecossistemas difusos onde a decisão não está mais nas mãos de um único executivo, mas diluída entre influenciadores, algoritmos de IA e múltiplas gerações de profissionais.

Um relatório recente da Forrester, intitulado Buying Networks: Your Buyers’ New Reality, confirma que a jornada de compra corporativa deixou de ser conduzida por comitês fechados. Agora, consultores, analistas, pares da indústria e até agentes de Inteligência Artificial atuam como formadores de opinião decisivos antes mesmo do primeiro contato com um vendedor.

A Nova Dinâmica de Poder

Para Fernanda Nascimento, CEO da Stratlab e especialista em marketing e vendas B2B, essa transformação exige uma quebra de paradigmas. As empresas precisam abandonar a busca pelo “decisor ideal” e começar a orquestrar conversas com uma rede inteira de stakeholders.

“Hoje, quem decide não é mais uma pessoa, e sim uma rede. Não basta empurrar leads por um funil linear. As empresas precisam orquestrar conversas, construir autoridade e oferecer clareza em diferentes níveis de conhecimento e expectativas”, explica a executiva.

Nesse cenário, táticas que funcionavam na última década — como formulários longos (gatekeepers de conteúdo), SDRs focados puramente em volume de ligações e disparos massivos de e-mail — tornaram-se ineficazes e, muitas vezes, prejudiciais à marca.

O Papel da IA e das Novas Gerações

O fenômeno é impulsionado pela entrada massiva das gerações Millennial e Gen Z em cargos de influência, que trazem consigo hábitos de consumo de informação mais autônomos e digitais. Além disso, a Inteligência Artificial entra como um novo “stakeholder”: agentes de IA são usados para filtrar fornecedores e analisar riscos antes que qualquer humano entre na negociação.

Segundo Nascimento, o vendedor deixa de ser o “guardião da informação” para se tornar um consultor e facilitador. A adaptação, alerta ela, não é opcional:

“Com compradores cada vez mais autônomos, informados e expostos a múltiplas vozes de influência, insistir em táticas tradicionais tende a se tornar irrelevante.”

Como as Empresas Devem Reagir

Para navegar nesta nova realidade das Buying Networks, a recomendação é tratar a mudança não como uma tendência passageira de marketing, mas como uma reestruturação de negócio. Fernanda Nascimento elenca cinco pilares essenciais para lideranças B2B:

  • Reconhecimento da falta de controle: Aceitar que a empresa é apenas uma voz em uma rede complexa e ajustar a governança para influenciar, não controlar.
  • Conteúdo transparente e acessível: Disponibilizar informações claras antes do contato humano. A opacidade gera desconfiança.
  • Investimento em reputação: Focar em thought leadership (liderança de pensamento), relações com influenciadores e presença em comunidades.
  • Agilidade e Empatia: Reestruturar as equipes de vendas para resolver dores reais com rapidez, em vez de seguir roteiros rígidos.
  • IA como suporte, não substituto: Utilizar a automação para potencializar a inteligência humana estratégica.

Para o mercado brasileiro, especialmente nos setores de tecnologia e consultoria, a adoção dessa lógica pode ser o diferencial competitivo do ano. “Ignorar essa transformação pode levar à invisibilidade, queda de conversão e frustração de clientes”, conclui a CEO da Stratlab.

  • Em português, a palavra "Tags" pode ser traduzida de várias maneiras, dependendo do contexto. As opções mais comuns incluem: * **Etiquetas:** Esta é a tradução mais literal e geral, usada para indicar rótulos, marcas ou adesivos, como "etiquetas de preço" ou "etiquetas de arquivo". * **Tags:** Em muitos contextos tecnológicos (internet, redes sociais, programação, etc.), a palavra "tags" é frequentemente mantida em inglês, pois já é amplamente compreendida e usada. Pode ser usada quando se refere a palavras-chave para categorizar conteúdo, *hashtags* ou elementos de marcação em linguagens como HTML. * **Marcadores:** Usado quando se refere a elementos que servem para indicar, apontar ou categorizar, tal como "marcadores de livro" ou "marcadores de texto". Também pode ser usado em contextos de documentos ou arquivos digitais para facilitar a busca. * **Rótulos:** Similar a "etiquetas", mas muitas vezes associado a embalagens, produtos ou definições mais formais. Para dar a tradução mais precisa, preciso de mais contexto sobre como "Tags" está sendo usado. Por exemplo: * Se for "tags de um blog": **tags** ou **marcadores** (mais comum usar "tags") * Se for "tags de HTML": **tags** * Se for "etiquetas de roupa": **etiquetas** * Se for "tags de mala": **etiquetas** ou **rótulos** Sem mais contexto, a tradução mais neutra e comum, especialmente em ambientes digitais, seria **tags**.
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