Se até instituições robustas e altamente estruturadas sofrem ataques cibernéticos, pequenas empresas estão ainda mais expostas. Um exemplo recente foi confirmado pelo Escritório Administrativo dos Tribunais dos Estados Unidos, que classificou como "sofisticada e persistente" a ação contra o sistema dos tribunais federais. No início deste mêsO evento reforça um alerta importante: os cibercrimes não se limitam a grandes corporações e, muitas vezes, têm como alvo prioritário negócios de menor porte, com menos recursos de proteção.
De acordo com José Miguel, gerente de pré-vendas da Unentel, a falsa sensação de segurança é um dos maiores riscos para pequenos negócios atualmente. “Muitos acreditam que os criminosos digitais estão interessados apenas em grandes empresas, mas a verdade é que os negócios menores são visados justamente por serem mais vulneráveis”, afirma.
No Brasil, os números mostram que o risco é real. Só no primeiro trimestre de 2025, foram registrados, em média, mais de 2.600 ataques por empresa a cada semana, segundo o relatório da Check Point Research, um aumento de 211% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na América Latina, o crescimento foi ainda mais acentuado: 1081%.
Hoje, ter medidas de proteção de dados e operações é fundamental para qualquer negócio que atue no ambiente digital. Um ataque pode derrubar sistemas, comprometer a relação com clientes e gerar prejuízos que ameaçam a continuidade da empresa. Investir em cibersegurança, portanto, é agir com responsabilidade e visão de longo prazo.
É hora de encarar a cibersegurança como um pilar essencial para a sobrevivência e o crescimento sustentável das pequenas empresas. Ignorar isso é como deixar a porta aberta esperando que ninguém perceba, finaliza José Miguel.

