No Brasil, o e-commerce já faz parte do dia a dia dos cidadãos, sendo uma das formas favoritas de se fazer compras. Apenas para termos uma base, dados recentes da pesquisa BigDataCorp mostram que o número de sites destinados para aquisições online aumentou mais de 451% desde 2014, totalizando 20 milhões de páginas. Além disso, um levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) aponta que as vendas totais do segmento chegaram a mais de R$ 144 bilhões somente no primeiro trimestre deste ano.
No entanto, como em todo setor que faz sucesso, é necessária atenção. Isso porque criminosos se aproveitam dessa popularidade para tentar enganar tanto empresas quanto consumidores e, com isso, ganhar dinheiro fácil. Dados da Juniper Research atestam que, até 2027, as perdas com fraudes em pagamentos online podem chegar a US$ 343 bilhões globalmente. Em se tratando do Brasil, estudo da ClearSale apontou que, no último ano, o valor das tentativas de golpes chegou a R$ 3,5 bilhões.
Por mais que os consumidores também sejam prejudicados com fraudes, geralmente o lojista é quem sofre as consequências, já que, na maioria dos casos, é ele quem fica sem o produto e ainda precisa realizar o estorno para clientes vítimas em sua plataforma. Dessa forma, a nível informativo, seguem abaixo os quatro golpes mais comuns do e-commerce e como as empresas podem se prevenir.
Autofraude
Nessa modalidade de golpe, o criminoso realiza uma compra normalmente por meio da plataforma de e-commerce. Contudo, após a chegada do produto, ele abre uma reclamação, alegando que a mercadoria não foi entregue. Assim, recebe o reembolso do lojista, mesmo tendo o item em mãos, causando prejuízo duplo à loja online.
Roubo de identidade
Usando informações roubadas, como número de cartão de crédito e CPF, os golpistas realizam diversas compras na loja virtual, muitas vezes excedendo o limite bancário da vítima. Descoberto o golpe, o problema se transfere para o lojista, que, além de perder a mercadoria, ainda precisa reembolsar o consumidor que teve suas informações utilizadas sem autorização.
Golpe da interceptação
Utilizando também um cartão roubado, os criminosos fazem uma compra em uma loja virtual e registram o endereço da vítima. Após o pedido ser concluído, eles contatam a plataforma de comércio eletrônico alegando "erro no endereço", pedindo que a entrega seja feita em outra localidade.
Teste de cartões
Com um cartão de crédito roubado, os criminosos começam fazendo pequenas compras para testar a segurança antifraude do e-commerce. Se não forem detectados, passam a fazer compras cada vez maiores, causando prejuízos significativos à vítima.
Para evitar esses tipos de golpe, uma tecnologia tem se mostrado muito eficaz: a Inteligência Artificial. Dados da Associação de Investigadores de Fraudes Certificados (ACFE) apontam que, mundialmente, 18% dos profissionais do segmento de combate a fraudes já utilizam a IA e o Machine Learning em seu trabalho. Além disso, um estudo da NVIDIA mostrou que 78% dos profissionais de setores financeiros também têm utilizado IA para enfrentar desafios referentes a golpes.
Isso acontece porque, ao utilizar IA combinada com análise de dados, é possível identificar indivíduos mais propensos a ações fraudulentas, já que a tecnologia realiza uma análise completa de todos os rastros virtuais dessa pessoa, incluindo o comportamento online. Dessa forma, é possível obter uma verdadeira dimensão das suas intenções e atitudes no ambiente virtual.
Além disso, com o Machine Learning, que é o aprendizado automatizado de máquinas, o sistema dos players de e-commerce vai reconhecendo padrões de golpes mais comuns. Com isso, de forma automática, a tecnologia diferencia uma transação legítima de uma fraudulenta graças a especificidades que somente essa solução consegue detectar, uma vez que os golpistas estão cada vez mais informados e criativos em suas ações, passando imunes aos métodos tradicionais.

