InícioArtigosO que o CX precisa para acompanhar o verdadeiro consumidor moderno?

O que o CX precisa para acompanhar o verdadeiro consumidor moderno?

Desde que a internet consolidou-se como o principal canal de comunicação e vendas, tornou-se quase um mantra no mercado a frase: “o consumidor atual é conectado”. Embora ainda verdadeira, a sentença hoje é bastante simplista. O consumidor não é somente conectado, ele é mais informado, exigente e menos tolerante a falhas.

Dados da Forbes revelam que quase 60% dos clientes pagariam mais por um atendimento melhor. Ainda assim, menos da metade (45%) está satisfeita com as interações atuais, e 39% aceitam falhas apenas para evitar experiências burocráticas ou ineficazes. Os números evidenciam uma contradição: enquanto as expectativas crescem, marcas parecem ainda não acompanhar o ritmo das mudanças.

Com isso, a IA desponta como peça chave para reduzir essa distância. Projeções da Statista indicam que o mercado de IA deve movimentar US$ 827 bilhões até o fim da década, impulsionado, principalmente, pela capacidade de processar dados em larga escala e personalizar interações. No entanto, o retorno não será imediato. Novamente baseado nos números,  levantamento da Forrester mostra que apenas 49% das empresas esperam ROI em até três anos; para 44%, o prazo chega a cinco anos. É um jogo de paciência e visão de longo prazo.

O avanço de soluções generativas e autônomas amplia esse potencial

Com sistemas multiagentes, a IA pode responder a demandas, antecipar necessidades, tomar decisões em tempo real e interagir de forma personalizada com cada cliente. Isso muda o papel do atendimento, de função reativa para um centro ativo de geração de valor.

Apenas tecnologia, porém, não será suficiente. A McKinsey aponta que, ainda hoje, 86% das empresas mantêm dados fragmentados entre plataformas, o que impede jornadas integradas. Esse modelo vai diretamente na contramão com o sentido do mercado contemporâneo, onde experiência é fator imprescindível para retenção e crescimento. 

A liderança em CX, portanto, precisa evoluir para além da gestão de processos. É necessário adotar um mindset analítico, capaz de interpretar dados em tempo real e tomar decisões fundamentadas. Isso inclui entender as implicações éticas do uso de IA, estabelecer governança de dados e promover interoperabilidade entre sistemas. 

Há também uma dimensão estratégica na mudança. O atendimento, historicamente visto como um centro de custo, está reposicionado como motor de valor. O movimento exige métricas que vão muito além do tempo de resposta ou do custo por interação, englobando o impacto na fidelização, no ticket médio e no valor vitalício do cliente, aspectos estes que a IA, se bem implementada, pode potencializar de forma consistente.

O ponto central da discussão precisa se concentrar no equilíbrio. Enquanto os agentes autônomos oferecem agilidade, escala e uma nova possibilidade a partir de dados; pessoas garantem empatia e julgamento contextual. Marcas que conseguirem equilibrar tudo isso a partir de uma liderança bem orquestrada e adaptativa vão ser as poucas a conseguir satisfazer o verdadeiro consumidor moderno. 

*Executiva com experiência global, atuando em mercados na América Latina e Estados Unidos, Simone Bervig possui mais de 20 anos de experiência em marketing, branding e tecnologia, e coleciona passagens por multinacionais de tecnologia como SAP, Citrix e SAS. É colunista da MIT Tech Review, membro da Angel Investor Club e mentora na AngelUs Network. Atualmente é Diretora de Marketing do Grupo MakeOne.

  • Em português, a palavra "Tags" pode ser traduzida de várias maneiras, dependendo do contexto. As opções mais comuns incluem: * **Etiquetas:** Esta é a tradução mais literal e geral, usada para indicar rótulos, marcas ou adesivos, como "etiquetas de preço" ou "etiquetas de arquivo". * **Tags:** Em muitos contextos tecnológicos (internet, redes sociais, programação, etc.), a palavra "tags" é frequentemente mantida em inglês, pois já é amplamente compreendida e usada. Pode ser usada quando se refere a palavras-chave para categorizar conteúdo, *hashtags* ou elementos de marcação em linguagens como HTML. * **Marcadores:** Usado quando se refere a elementos que servem para indicar, apontar ou categorizar, tal como "marcadores de livro" ou "marcadores de texto". Também pode ser usado em contextos de documentos ou arquivos digitais para facilitar a busca. * **Rótulos:** Similar a "etiquetas", mas muitas vezes associado a embalagens, produtos ou definições mais formais. Para dar a tradução mais precisa, preciso de mais contexto sobre como "Tags" está sendo usado. Por exemplo: * Se for "tags de um blog": **tags** ou **marcadores** (mais comum usar "tags") * Se for "tags de HTML": **tags** * Se for "etiquetas de roupa": **etiquetas** * Se for "tags de mala": **etiquetas** ou **rótulos** Sem mais contexto, a tradução mais neutra e comum, especialmente em ambientes digitais, seria **tags**.
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