Quinta-feira, Fevereiro 12, 2026

Veja 4 estratégias de live marketing para engajar seu negócio ainda em 2025

Com o segundo semestre batendo à porta, não faltam marcas investindo em marketing digital, mídia paga e automações de ponta. O que falta, para...
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2026
InícioArtigosDo Brasil para a América Latina: o impacto do Pix na evolução...

Do Brasil para a América Latina: o impacto do Pix na evolução dos pagamentos instantâneos

Desde que chegou, em novembro de 2020, o Pix se tornou parte da rotina dos brasileiros e rapidamente se consolidou como uma das maiores transformações do nosso sistema financeiro. Criado pelo Banco Central, ele revolucionou a forma como pagamos, recebemos e transferimos dinheiro. Facilitou a vida, reduziu custos e ampliou o acesso de mais pessoas aos serviços bancários. Sua eficiência fez do Pix uma referência internacional, inspirando soluções similares em outros países da América Latina.

O Pix nasceu para ser uma alternativa mais rápida, simples e acessível que as opções tradicionais como TED, DOC e boleto. Em menos de quatro anos, mostrou sua força: mais de 170 milhões de brasileiros o utilizam, segundo o Banco Central, movimentando trilhões de reais mensalmente. Um resultado que dispensa comentários.

Seu sucesso se deve a características como a gratuidade para pessoas físicas, que o popularizou, a disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana, eliminando barreiras de horário bancário, a liquidação em segundos, que facilita o comércio e os serviços digitais, e a integração com o ecossistema financeiro, permitindo o crescimento de fintechs e bancos digitais sobre essa infraestrutura.

O Pix não se limitou às transferências cotidianas. Tornou-se também um aliado em políticas públicas e sociais, auxiliando no pagamento de benefícios governamentais e facilitando arrecadações. Uma ferramenta que aproximou ainda mais o dinheiro daqueles que mais precisam.

O sucesso do Pix chamou a atenção de países latino-americanos vizinhos, onde a inclusão financeira ainda é um desafio. Nações como Colômbia, Argentina, México, Chile e Peru estudam ou já implementam sistemas inspirados no modelo brasileiro. O caso mais representativo é o CoDi, no México, que busca replicar a proposta de transações instantâneas via QR Code. A Colômbia, por sua vez, avançou com o Bre-B, enquanto a Argentina aposta na integração do Transferencias 3.0.

O grande diferencial é que o Pix não foi apenas uma solução tecnológica, mas um projeto de Estado, com regulação centralizada e forte adesão do setor privado. Em muitos países latino-americanos, a fragmentação regulatória e o poder dos bancos tradicionais dificultam avanços semelhantes. Ainda assim, a influência brasileira é clara: governos e bancos centrais passaram a priorizar a criação de sistemas de pagamento mais abertos e universais.

A evolução do Pix não parou. Hoje, já se discute o Pix Internacional, que permitirá transações com outros países em tempo real. Se concretizado, esse projeto poderá ser um catalisador de integração econômica na América Latina, reduzindo custos de remessas internacionais, algo especialmente relevante para regiões com alta circulação de migrantes.

Além disso, novas funcionalidades como o Pix Garantido (uma espécie de parcelamento integrado) e o Pix Automático podem expandir ainda mais o alcance do sistema. Essas inovações reforçam a posição do Brasil como referência global em pagamentos instantâneos.

O Pix revolucionou a lógica financeira no Brasil, impulsionando a inclusão, a eficiência e a competitividade. Mais que isso, abriu caminho para que toda a América Latina repensasse seus sistemas de pagamento. Se a região superar as barreiras políticas e regulatórias, poderemos ver, em poucos anos, um ecossistema de pagamentos instantâneos integrado, um salto que reduziria desigualdades e ampliaria as oportunidades econômicas.

O Pix mostrou que a inovação no setor financeiro não precisa ficar apenas nas mãos das grandes empresas privadas. Quando o Estado, o mercado e a tecnologia se unem, é possível facilitar, e muito, a vida das pessoas. Levar o acesso ao dinheiro para quem antes vivia à margem talvez seja um dos maiores legados que o Brasil deixará para a América Latina.

  • Em português, a palavra "Tags" pode ser traduzida de várias maneiras, dependendo do contexto. As opções mais comuns incluem: * **Etiquetas:** Esta é a tradução mais literal e geral, usada para indicar rótulos, marcas ou adesivos, como "etiquetas de preço" ou "etiquetas de arquivo". * **Tags:** Em muitos contextos tecnológicos (internet, redes sociais, programação, etc.), a palavra "tags" é frequentemente mantida em inglês, pois já é amplamente compreendida e usada. Pode ser usada quando se refere a palavras-chave para categorizar conteúdo, *hashtags* ou elementos de marcação em linguagens como HTML. * **Marcadores:** Usado quando se refere a elementos que servem para indicar, apontar ou categorizar, tal como "marcadores de livro" ou "marcadores de texto". Também pode ser usado em contextos de documentos ou arquivos digitais para facilitar a busca. * **Rótulos:** Similar a "etiquetas", mas muitas vezes associado a embalagens, produtos ou definições mais formais. Para dar a tradução mais precisa, preciso de mais contexto sobre como "Tags" está sendo usado. Por exemplo: * Se for "tags de um blog": **tags** ou **marcadores** (mais comum usar "tags") * Se for "tags de HTML": **tags** * Se for "etiquetas de roupa": **etiquetas** * Se for "tags de mala": **etiquetas** ou **rótulos** Sem mais contexto, a tradução mais neutra e comum, especialmente em ambientes digitais, seria **tags**.
  • Artigos
  • E-commerce
  • Tendências
Jorge Iglesias
Jorge Iglesias
Jorge Iglesias é CEO da Topaz, uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais do mundo e parte do grupo Stefanini.
MATÉRIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

RECENTES

MAIS POPULARES

RECENTES

MAIS POPULARES