InícioArtigosAmpliar a acessibilidade digital significa aumentar as vendas do e-commerce.

Ampliar a acessibilidade digital significa aumentar as vendas do e-commerce.

Apesar das indicações de que as vendas do final de 2024 atinjam volumes suficientes para serem consideradas as mais volumosas dos últimos anos no e-commerce, o fato é que ainda existe um grande desperdício de potencial no setor, principalmente em relação ao baixo nível de acessibilidade nos portais mais utilizados pelos brasileiros para compras online.

Só para ter uma ideia, um estudo recente realizado pelo Biomob atribuiu a média 6 em um índice de 0 a 10 para os principais marketplaces brasileiros, frente aos padrões estabelecidos pelas Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG 2.1).

O indicador é considerado um guia, criado pelo Consórcio World Wide Web (W3C), para orientar os sites a estarem em conformidade com padrões mínimos de acessibilidade digital. Na prática, marcas como OLX, Americanas, Magazine Luiza, Netshoes, Carrefour, Ponto Frio, Casas Bahia, Extra e Mercado Livre ficaram num intervalo de 4,5 a 9,7.

Por um lado, a boa notícia é que, apesar de apresentarem diferentes níveis de execução, foi possível encontrar em todos os marketplaces a preocupação com a acessibilidade em seus ambientes de compra. Algumas falhas ainda impedem uma navegação adequada para todos os públicos, mas é fato que esforços estão sendo feitos para atingir esse objetivo.

Por outro lado, é motivo de apreensão o fato de os sites de e-commerce ainda não estarem totalmente adaptados às melhores práticas de acessibilidade. Isto acarreta um ciclo de perdas que atinge a todos os envolvidos.

Só para ter uma ideia, outra pesquisa recente do PROCON-SP detectou que 691 consumidores com algum tipo de deficiência física já enfrentaram barreiras para fazer compras virtuais, sendo que 171 afirmaram enfrentar dificuldades sempre e 521, às vezes.

Se este cenário tem como vítimas diretas as pessoas que se frustraram por não conseguirem realizar as transações que desejavam, também é verdade que os sites, portais e marketplaces acabam tendo, por tabela, um grande prejuízo ao deixarem de faturar com essas operações.

Talvez esse desperdício de potencial de vendas esteja sendo considerado irrelevante para essas empresas, mas, na prática, quem é capaz de garantir o volume de faturamento que deixa de entrar no caixa dessas empresas? Será que é menor ou maior do que o que elas investem em campanhas de marketing para tentar atrair clientes, enquanto deixam de vender para um cliente que já foi conquistado?

Felizmente, em alguns casos, parece que não falta muito para atingir um nível aceitável de acessibilidade. É o caso, por exemplo, do OLX, que obteve a pontuação de 9,7. O site do OLX apresentou um total de 31 práticas de acessibilidade identificadas. Destas, 24 foram classificadas como aceitáveis, 6 requerem verificação manual adicional e apenas uma foi considerada não aceitável, sendo esta de nível AA.

Por outro lado, a pontuação mais frequente também foi a mais baixa, com 4,5 pontos atribuídos ao Ponto Frio, Casas Bahia, Extra e ao Mercado Livre. O site das Lojas Americanas obteve o segundo melhor resultado (7,5), seguido de perto por Magazine Luiza (7,0), Netshoes (6,7) e, por fim, Carrefour (5,4). 

Entre os portais que receberam as menores pontuações, foram detectados problemas como o fato de, apesar de possuírem uma aba dedicada ao atendimento em Libras e funcionalidades como Tradutor para Libras e recursos assistivos, essas funcionalidades estarem inativas durante a pesquisa, exibindo mensagens de erro.

Na avaliação dos portais com melhor ranqueamento, foram detectados pontos positivos, como o fato de todas as imagens da página possuírem o devido equivalente alternativo em texto. Outro aspecto positivo foi a exibição dos elementos com semântica de banner não estarem contidos dentro de nenhum elemento com outras semânticas.

Seja como for, parece óbvio que aprofundar as condições de acessibilidade neste segmento não é...Apenas means simply "only" or "just" in Portuguese. There isn't a need for further translation as it's already in Portuguese.Uma questão de responsabilidade social, inclusão e empatia. É também uma estratégia de impacto significativo nos negócios.

  • Em português, a palavra "Tags" pode ser traduzida de várias maneiras, dependendo do contexto. As opções mais comuns incluem: * **Etiquetas:** Esta é a tradução mais literal e geral, usada para indicar rótulos, marcas ou adesivos, como "etiquetas de preço" ou "etiquetas de arquivo". * **Tags:** Em muitos contextos tecnológicos (internet, redes sociais, programação, etc.), a palavra "tags" é frequentemente mantida em inglês, pois já é amplamente compreendida e usada. Pode ser usada quando se refere a palavras-chave para categorizar conteúdo, *hashtags* ou elementos de marcação em linguagens como HTML. * **Marcadores:** Usado quando se refere a elementos que servem para indicar, apontar ou categorizar, tal como "marcadores de livro" ou "marcadores de texto". Também pode ser usado em contextos de documentos ou arquivos digitais para facilitar a busca. * **Rótulos:** Similar a "etiquetas", mas muitas vezes associado a embalagens, produtos ou definições mais formais. Para dar a tradução mais precisa, preciso de mais contexto sobre como "Tags" está sendo usado. Por exemplo: * Se for "tags de um blog": **tags** ou **marcadores** (mais comum usar "tags") * Se for "tags de HTML": **tags** * Se for "etiquetas de roupa": **etiquetas** * Se for "tags de mala": **etiquetas** ou **rótulos** Sem mais contexto, a tradução mais neutra e comum, especialmente em ambientes digitais, seria **tags**.
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Valmir de Souza
Valmir de Souza
Valmir de Souza é COO do Biomob.
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