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Varejo brasileiro busca a melhor performance em mais de dez anos e aposta em Private Label para impulsionar o consumo.

O varejo brasileiro está prestes a alcançar a melhor performance em mais de dez anos. De acordo com o IBGE, até agora, somente junho apresentou queda efetiva de resultados. Além disso, um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) está projetando um crescimento de 3,01% nas vendas em 2024, o que não acontece desde 2013. Segundo projeções da Scanntech, somente o varejo alimentar deverá representar R$ 1,27 trilhão em faturamento no ano. Estes fatores estão sendo impulsionados pelo aumento da massa salarial e da oferta de emprego aos consumidores. 

O cenário de 2024, como um todo, foi positivo, com datas comemorativas como o Dia das Mães e o Dia do Consumidor impulsionando o varejo. Também observamos 2024 com bons olhos do ponto de vista da retomada do crédito. Houve uma boa circulação de capital na economia, especialmente devido aos baixos índices de desemprego. É um efeito cascata em que o crédito também foi protagonista nesse cenário de impulso, comenta Glauco Soares Filho, co-fundador da RPE – Retail Payment Ecosystem.

Em outubro do ano passado, vários setores registraram aumento nas vendas. Em relação a 2023, o crescimento total foi de 6,51% até agora. Na comparação com setembro, as vendas de artigos farmacêuticos e de perfumaria cresceram 16,11%, assim como as de móveis e eletrodomésticos (9,91%); tecidos, vestuário e calçados (7,91%); supermercados, hipermercados e produtos alimentícios (5,61%) e artigos de uso pessoal e doméstico (4,71%), entre outros. 

No Natal, os resultados também foram positivos. De acordo com o ICVA, as vendas entre os dias 19 e 25 de dezembro de 2024 aumentaram 3,41% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que os setores que apresentaram maior desempenho foram o de supermercados (crescimento de 61% ); drogarias e farmácias (5,81%) e óticas e joalherias (5,71%). De acordo com a Visa Consulting & Analytics, desde 1º de novembro, houve um aumento de 12,21% nas vendas do fim do ano em comparação com 2023, considerando todas as formas de pagamento, incluindo outros serviços financeiros além dos fornecidos pela Visa.

A taxa Selic acima de 14% vai prejudicar o varejo?

Apesar do cenário positivo, a volatilidade econômica tem influenciado diretamente o varejo e o poder de compra dos consumidores. Com o aumento da taxa Selic, agora estabelecida em 12,25% ao ano, mas com projeções para chegar a 14,75% ao ano em 2025, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central, um alerta se acende a respeito do encarecimento das linhas de crédito e uma possível redução do consumo por parte da população. Com o aumento das dívidas e taxas de juros, que acompanham a Selic, o acesso a bens de maior valor, como eletrodomésticos, eletrônicos, veículos, móveis, entre outros, fica limitado e há menos dinheiro circulando no mercado. Em algum nível, isso também afeta os varejistas, que acabam com um nível maior de endividamento. “Esse cenário impacta diretamente na concessão do crédito, que fica mais caro e, consequentemente, mais escasso. Por conta disso, o varejista precisa ser mais incisivo para vender”, aponta Glauco Soares Filho.

Como alternativa para estimular o consumo, os varejistas precisam apostar em fórmulas próprias de fidelização dos clientes, como concessão de crédito e fornecimento de cartão de loja próprio, o chamado *private label*. Apesar do Pix ser o meio de pagamento queridinho da população, com 29 bilhões de transações realizadas apenas no primeiro semestre de 2024, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), cartões de varejo próprios estão ficando populares.

De acordo com a pesquisa 'Fiserv Insights: brasileiros e o uso de cartões de crédito hoje e amanhã', 62% da população já tem, pelo menos, um cartão de crédito das lojas de varejo. E, uma vez na posse de um, 67% das pessoas acabam gastando mais com ele. Especificamente entre os indivíduos das classes D e E, este número alcança 81%. Isso porque 28% das pessoas das classes D e E consideram o cartão de crédito como parte da renda e 28% tem como principal benefício deste meio de pagamento a possibilidade de parcelamento das compras. Junto a isso, indivíduos das classes D e E têm mais de um cartão para ter mais limite disponível. Ou seja, eles buscam maior acesso à renda.

O grande impulsionador de tudo isso é o crédito, mas os varejistas também têm diversificado a captação de clientes e buscado fidelizá-los por meio de programas adequados de CRM, políticas de cashback, loyalty e outros incentivos, para que os consumidores voltem e não façam apenas uma compra na loja, mas criem recorrência, especialmente no setor de bens de consumo duráveis. No setor de alimentos, isso também acontece, mas o formato e a porcentagem de desconto costumam ser mais conservadores, explica Glauco.

O que vem por aí?

Para 2025, as tendências apontam para uma integração cada vez maior do varejo com a tecnologia. O comércio eletrônico, cujo faturamento cresceu 18,71% no primeiro semestre de 2024, atingindo R$ 1160,3 bilhões, impulsionado pela elevação do setor de alimentos (18,41%), continuará imponente, junto à incorporação dos serviços financeiros. Dessa forma, será cada vez mais possível associar compras às necessidades de crédito dos consumidores, como empréstimos, financiamentos e outros serviços, de forma personalizada de acordo com as necessidades e orçamento deles.  

O consumo e o varejo brasileiro hoje estão pressionados pela alta do dólar, pela inflação e pela subida da SELIC, que é previsível e foi sinalizada pelo COPOM. Mesmo assim, os varejistas anteviram-se a este movimento de uma forma mais estruturada em 2024, inovando em tecnologia e oferta combinada. Esses fatores, junto com o cenário positivo de menor desemprego e aumento da massa salarial que estamos vendo agora, devem trazer estabilidade ao varejo este ano. Afinal, o varejo é responsável por apoiar a economia brasileira, representando uma parte importante do PIB. "Comenta Lucas Dornellas, Chief Revenue Officer na RPE – Retail Payment Ecosystem. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o varejo ampliado alcançou a quantia de R$ 1.472,75 trilhões, representando 25,231% do Produto Interno Bruto (PIB). Já o varejo restrito ficou em R$ 1.472,23 trilhões e significou 20,451% do PIB do país. 

Para Pedro Albuquerque, cofundador e diretor de novos negócios da RPE, o principal desafio do varejo em 2025 será “controlar os custos fixos, reduzir a alavancagem deles e ter dívidas não indexadas à taxa de juros. Com isso, os varejistas terão mais possibilidade de lançar novos produtos, abrir novas lojas e garantir um crescimento mais estruturado. Com uma participação efetiva no PIB, o varejo brasileiro segue como motor essencial da economia. A aposta em estratégias tecnológicas e programas de fidelização será a chave para enfrentar os desafios de 2025 e manter o crescimento sustentável do setor”, finaliza o especialista.

  • Em português, a palavra "Tags" pode ser traduzida de várias maneiras, dependendo do contexto. As opções mais comuns incluem: * **Etiquetas:** Esta é a tradução mais literal e geral, usada para indicar rótulos, marcas ou adesivos, como "etiquetas de preço" ou "etiquetas de arquivo". * **Tags:** Em muitos contextos tecnológicos (internet, redes sociais, programação, etc.), a palavra "tags" é frequentemente mantida em inglês, pois já é amplamente compreendida e usada. Pode ser usada quando se refere a palavras-chave para categorizar conteúdo, *hashtags* ou elementos de marcação em linguagens como HTML. * **Marcadores:** Usado quando se refere a elementos que servem para indicar, apontar ou categorizar, tal como "marcadores de livro" ou "marcadores de texto". Também pode ser usado em contextos de documentos ou arquivos digitais para facilitar a busca. * **Rótulos:** Similar a "etiquetas", mas muitas vezes associado a embalagens, produtos ou definições mais formais. Para dar a tradução mais precisa, preciso de mais contexto sobre como "Tags" está sendo usado. Por exemplo: * Se for "tags de um blog": **tags** ou **marcadores** (mais comum usar "tags") * Se for "tags de HTML": **tags** * Se for "etiquetas de roupa": **etiquetas** * Se for "tags de mala": **etiquetas** ou **rótulos** Sem mais contexto, a tradução mais neutra e comum, especialmente em ambientes digitais, seria **tags**.
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