Enquanto muitas empresas retomam as operações presenciais, uma nova leva de empreendedores segue na direção contrária: escolhe nascer totalmente digital. Longe de ser uma contramão, essa decisão se baseia na mudança de estilo de vida das pessoas e na transformação tecnológica dos pequenos negócios brasileiros.
De acordo com pesquisa do Sebrae, 76% dos micro e pequenos empreendedores utilizavam computadores em suas atividades em 2025, o maior índice em uma década e seis pontos percentuais acima de 2022. Além disso, 47% já adotavam softwares e aplicativos de gestão, um salto de 20 pontos percentuais desde 2018. Esses números revelam que a digitalização deixou de ser tendência para se tornar pilar estratégico de competitividade.
Enquanto o mercado geral ainda flerta com o modelo híbrido, é nesse cenário que surgem modelos como a Spaceclass, rede de franquias especializada em ensino de idiomas criada em 2022. Totalmente digital e com aulas ao vivo, a empresa nasceu com a proposta de ressignificar o aprendizado de inglês no Brasil. Com metodologia voltada para a conversação e um algoritmo que conecta alunos com perfis profissionais e áreas de interesse semelhantes, a marca propõe fluência em até três anos.
Menos custos, mais tempo.
O formato online mostrou-se não apenas viável, mas escalável: em 2024, a Spaceclass tornou-se franquia, hoje soma 37 unidades e projeta encerrar 2025 com 100 franqueados, dentro e fora do Brasil.
“O modelo 100% digital nos permite crescer sem barreiras geográficas, oferecendo padronização e qualidade, reduzindo custos, além de acompanhar a forma como as pessoas já se relacionam com tecnologia e educação no dia a dia”, destaca Raphael Brito, CEO e sócio-fundador da Spaceclass.
Negócios que nascem no digital conseguem maior otimização de tempo e agilidade na adaptação a novas ferramentas, além de reduzir custos fixos como aluguel de espaço e ter maior possibilidade de expansão da marca, como a Spaceclass, que possui franqueados em sete estados brasileiros, além dos Estados Unidos e Finlândia.
“O formato remoto se consolidou porque acompanha a rotina das pessoas, que já consomem informação e trabalham conectadas. A flexibilidade de horário e a possibilidade de aprender de qualquer lugar aumentam muito a adesão dos alunos. Quando falamos em aprender outro idioma, por exemplo, o online permite criar turmas personalizadas, unindo perfis semelhantes e acelerando o aprendizado”, disse o CEO.

