InícioNotíciasLegislaçãoTemu e Shein Redefinem o E-commerce Turco Após Mudanças Regulatórias

Temu e Shein Redefinem o E-commerce Turco Após Mudanças Regulatórias

O cenário do comércio eletrônico na Turquia está passando por uma transformação significativa com a retirada parcial das gigantes chinesas Temu e Shein, impulsionada por novas medidas fiscais e regulatórias. Essa mudança promete reequilibrar a competição e direcionar um volume de negócios estimado em US$ 1,5 bilhão para marketplaces domésticos, embora haja preocupações sobre potenciais efeitos inflacionários.

O Impacto da Retirada

As plataformas chinesas Temu e Shein, conhecidas por suas estratégias de preços agressivos e rápido crescimento, reduziram drasticamente suas operações transfronteiriças na Turquia. A Shein suspendeu temporariamente suas vendas no país, enquanto a Temu encerrou as entregas internacionais, focando agora apenas em produtos de fornecedores locais. Essa decisão é vista como um “reequilíbrio da concorrência” por alguns, mas outros alertam para o fim da era das compras de baixo custo para muitos consumidores, especialmente os mais jovens e com orçamento limitado.

Seyhun Özkara, membro do conselho de comércio eletrônico da União das Câmaras e Bolsas de Mercadorias da Turquia (TOBB), destacou as consequências mistas. “Importadores de produtos de baixo custo agora venderão através de plataformas domésticas. No entanto, alguns aumentos de preços são prováveis, pois o desaparecimento da concorrência direta de preços cria espaço para margens mais altas, o que pode ter efeitos inflacionários”, explicou.

Mudanças Regulatórias Detalhadas

As novas regulamentações que levaram a essa mudança começaram a ser implementadas em 21 de agosto de 2024, com a redução da isenção de impostos para compras individuais do exterior de 150 euros para 30 euros. Em 27 de dezembro de 2024, os custos de envio foram incluídos nesse limite de 30 euros. Finalmente, em 7 de janeiro de 2026, um decreto publicado no Diário Oficial aboliu completamente as isenções de compras duty-free, com efeito a partir de 6 de fevereiro de 2026.

A decisão da Temu de limitar suas vendas a produtos de armazéns locais ocorre em meio a um escrutínio crescente sobre as operações de comércio eletrônico transfronteiriço na Turquia. Em 21 de janeiro, a Autoridade de Concorrência turca realizou uma inspeção em seu escritório na Turquia. A autoridade afirmou que a ação fazia parte de uma revisão preliminar de rotina e não constituía o lançamento de uma investigação formal. Houve relatos conflitantes sobre a apreensão de equipamentos digitais durante a inspeção, com a Autoridade de Concorrência negando a confiscação, enquanto um porta-voz da Temu informou que laptops e computadores foram levados.

Projeções de Mercado

De acordo com Özkara, o volume de transações da Temu na Turquia atingiu 43 bilhões de liras turcas em 2024 e aumentou 40% para 60 bilhões de liras em 2025. Com as novas restrições, espera-se que cerca de US$ 1,5 bilhão em vendas sejam transferidos para empresas que importam e vendem através de plataformas locais, enquanto a demanda por alternativas domésticas também pode aumentar. Observadores da indústria sugerem que a combinação de custos de importação mais altos e fiscalização mais rigorosa pode levar outras plataformas estrangeiras a reconsiderar seus envios diretos ao consumidor para a Turquia.

Fontes

  • Temu, Shein retreat alters Turkish e-commerce market – Hürriyet Daily News.
  • Chinese e-commerce platform Temu halts overseas orders for Turkey – Turkish Minute.

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