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Brasileiros temem alta de preços com fusão entre Petz e Cobasi, aponta pesquisa

Pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, promovida pelo Instituto Caramelo, mostra que a maioria dos brasileiros teme que a possível fusão entre as duas maiores redes de petshops do país, Petz e Cobasi, leve a uma concentração excessiva de mercado e, consequentemente, ao aumento de preços para os consumidores. Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados acreditam que, quando poucas empresas dominam um setor, os valores cobrados tendem a ficar maiores. Apenas 17% consideram que permaneceriam iguais, e 6% apostam em uma possível redução.

Os resultados também apontam um impacto potencial sobre o bem-estar dos animais: 84% dos entrevistados acreditam que o aumento de preços em produtos e serviços pet pode levar parte da população a abandonar seus animais de estimação. Desse total, 34% dizem que isso ocorreria “com certeza”, e 50%, que seria “provável”.

— O dado revela um aspecto social profundo. O brasileiro construiu uma relação afetiva intensa com seus animais, mas essa convivência depende de um mercado acessível. Quando os custos sobem além do possível, o impacto deixa de ser apenas econômico e se torna emocional — analisa João Paulo Cunha, diretor de Pesquisa no Instituto Locomotiva.

Entre os entrevistados, 67% avaliam que uma eventual união entre as duas empresas traria risco de formação de um monopólio, concentrando o mercado de produtos e serviços voltados a animais de estimação em poucas mãos. A percepção de risco à concorrência é consistente: mesmo quando a pergunta sobre uma fusão é feita sem citar os nomes das companhias, mas indicando que são as duas maiores do setor, 72% acreditam que o mercado tende a caminhar para uma situação de monopólio.

— Os números mostram que o consumidor brasileiro tem uma leitura sofisticada da dinâmica de mercado. Existe a consciência de que a concorrência é o que garante preços justos e variedade. Quando esse equilíbrio se perde, cresce o sentimento de vulnerabilidade econômica — explica Cunha. 

O Instituto Locomotiva realizou a pesquisa quantitativa por autopreenchimento digital com mil entrevistas respondidas com brasileiros, homens e mulheres, com idades acima de 18 anos e residentes em todas as regiões do país. A coleta ocorreu entre os dias 15 e 28 de outubro de 2025 e os resultados apresentam uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais. 

— Encomendamos o estudo para ampliar o debate público e dar visibilidade ao que o consumidor realmente pensa sobre o tema. Nosso foco é sempre o bem-estar animal, e ele passa também pela sustentabilidade econômica das famílias e das empresas que cuidam e protegem os pets no Brasil — afirma Marília Lima, responsável técnica do Instituto Caramelo. 

Desde o anúncio da fusão, o Instituto Caramelo tem alertado para o risco de monopólio no setor pet, o que, segundo a organização, prejudica a pluralidade de negócios e a sustentabilidade das ações de proteção animal. A pesquisa nacional faz parte da campanha #NãoAoMonopólioPet, que já recebeu o apoio de mais de 16 mil pessoas, reforçando a necessidade de uma avaliação rigorosa pelo Cade. Para participar da mobilização, basta acessar o site da campanha e assinar o manifesto.

A fusão entre Petz e Cobasi segue em análise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Superintendência-Geral do órgão chegou a emitir parecer favorável à operação, sem impor restrições, mas o processo foi ampliado após questionamentos de concorrentes e fornecedores sobre possíveis efeitos da concentração no setor. O Cade agora reúne informações adicionais para avaliar o impacto da transação sobre preços, acesso a insumos e diversidade de oferta: pontos centrais em um mercado em rápida expansão e de forte apelo entre os consumidores brasileiros.

  • Em português, a palavra "Tags" pode ser traduzida de várias maneiras, dependendo do contexto. As opções mais comuns incluem: * **Etiquetas:** Esta é a tradução mais literal e geral, usada para indicar rótulos, marcas ou adesivos, como "etiquetas de preço" ou "etiquetas de arquivo". * **Tags:** Em muitos contextos tecnológicos (internet, redes sociais, programação, etc.), a palavra "tags" é frequentemente mantida em inglês, pois já é amplamente compreendida e usada. Pode ser usada quando se refere a palavras-chave para categorizar conteúdo, *hashtags* ou elementos de marcação em linguagens como HTML. * **Marcadores:** Usado quando se refere a elementos que servem para indicar, apontar ou categorizar, tal como "marcadores de livro" ou "marcadores de texto". Também pode ser usado em contextos de documentos ou arquivos digitais para facilitar a busca. * **Rótulos:** Similar a "etiquetas", mas muitas vezes associado a embalagens, produtos ou definições mais formais. Para dar a tradução mais precisa, preciso de mais contexto sobre como "Tags" está sendo usado. Por exemplo: * Se for "tags de um blog": **tags** ou **marcadores** (mais comum usar "tags") * Se for "tags de HTML": **tags** * Se for "etiquetas de roupa": **etiquetas** * Se for "tags de mala": **etiquetas** ou **rótulos** Sem mais contexto, a tradução mais neutra e comum, especialmente em ambientes digitais, seria **tags**.
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