O quarto trimestre de 2025 (4T25) apresenta um cenário desafiador para o setor varejista brasileiro, com a maioria das empresas registrando crescimento de receita abaixo da inflação. No entanto, o Mercado Livre (MELI34) emerge como uma exceção notável, impulsionado pela contínua migração do consumo para o ambiente online e um desempenho robusto em seu volume bruto de mercadorias (GMV) no Brasil.
E-commerce em Ascensão
O relatório do Itaú BBA destaca o Mercado Livre como o principal beneficiário da tendência estrutural de migração do consumo das lojas físicas para o online. O crescimento robusto do GMV no Brasil, aliado a uma percepção de risco competitivo gradualmente melhor, sustentam a performance da companhia. Investidores aguardam sinais de estabilização das margens após um período de investimentos intensivos.
Farmácias Mostram Resiliência
No varejo farmacêutico, o banco projeta um trimestre forte para empresas como RD Saúde (RADL3), Pague Menos (PGMN3) e Panvel (PNVL3). A aceleração das vendas nas mesmas lojas e ganhos operacionais impulsionam a rentabilidade, apesar de uma leve pressão nas margens brutas devido ao mix de produtos, como medicamentos para perda de peso.
Desafios no Vestuário e Alimentos
Por outro lado, os segmentos de vestuário e varejo alimentar devem continuar sob pressão. No setor de vestuário, fatores como clima desfavorável, um ambiente promocional mais intenso e a concorrência de produtos importados limitaram o desempenho de empresas como Lojas Renner (LREN3) e Guararapes (GUAR3). Já no setor de supermercados, a desaceleração da inflação de alimentos tende a reduzir o crescimento das vendas nas mesmas lojas de redes como GPA (PCAR3), Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3).

