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Como mensurar a eficácia do Retail Media em um cenário de mudanças frequentes?

A mensuração está no centro do marketing digital. É imprescindível que possamos mostrar a ligação direta entre um anúncio veiculado e a ação desejada, seja a captura de leads ou até mesmo a compra de um produto. É dessa forma que os profissionais de marketing demonstram o ROI alcançado.

Atualmente, os cookies de terceiros – que permitem que clientes sejam rastreados em diferentes sites – são a ferramenta que possibilita a medição e eficácia da publicidade online e a segmentação dos clientes. Mas este é um cenário que tem sido muito movimentado: recentemente vimos o Google voltar atrás na decisão de encerrar os cookies de terceiros no Chrome, uma iniciativa que foi muito debatida nos últimos anos e estava, desde janeiro de 2024, em testes iniciais com o mercado. 

A proposta, agora, é não interromper o uso de cookies de terceiros, e sim oferecer ao usuário mais autonomia nas escolhas sobre eles. Essa é apenas uma das importantes mudanças que estão acontecendo e que tornarão mais desafiadoras para os profissionais da área não só a mensuração de campanhas, mas também a sua segmentação.

A utilização da IA no Retail Media

Recentemente li uma Pesquisa com anunciantes da indústria de bens de consumo que apontou que a grande maioria dos profissionais entrevistados está pronta para adotar a IA para segmentação, veiculação de anúncios relevantes aos clientes e outros aspectos da publicidade. 

Como o Retail Media cobre toda a jornada do cliente, incluindo o momento final de decisão, quando os compradores estão nos canais digitais do varejista ou na loja física, podemos entender que utilizar a IA para conectar-se com os clientes nesse momento crucial da jornada pode dar aos anunciantes uma grande vantagem competitiva. 

O estudo em questão mostra que 45% dos entrevistados acreditam que a IA ajudará na análise e alavancagem do comportamento de compra. Mas é importante lembrarmos que a análise humana continuará sendo fundamental ao longo de todo o processo. 

Outros dados relevantes da pesquisa referem-se a outros desafios enfrentados pelos anunciantes: 541 participantes consideram a IA crucial para a integração perfeita de dados online e offline; 291 participantes consideram a IA útil, mas não essencial, pois outras ferramentas podem fazer a integração de dados; e, ainda, 151 participantes têm preocupações com a privacidade em relação às integrações com IA.

Dessa forma, é importante entender a complexidade de analisar e utilizar os dados dos compradores – especialmente quando há o cruzamento de dados do e-commerce e da loja física.

O fim – e a volta – do suporte para cookies de terceiros

Nos últimos anos, o mercado tem discutido acaloradamente a decisão do Google de encerrar o uso de cookies de terceiros em seu navegador, Chrome. Apesar de Firefox e Apple já terem tomado essa decisão há tempos, o impacto maior é no Chrome – no momento em que este artigo foi escrito, o navegador detém 65% da fatia de mercado mundial. Entretanto, em julho de 2024, a empresa decidiu novamente mudar de rota: manter o suporte aos cookies, mas oferecer ao usuário mais controle sobre eles. Ainda não se tem muita clareza de como isso funcionará, mas é uma decisão que traz grande impacto à publicidade online. 

Regulamentações como a GDPR (na Europa), a CCPA (na Califórnia) e a LGPD (aqui no Brasil), por exemplo, vieram para ficar e a pressão por mais privacidade continuará a crescer nos próximos meses e anos. Isso, naturalmente, significa que os anunciantes precisam investir na evolução de seus processos e adotar abordagens inovadoras para manter a eficácia e monitorar o impacto de suas campanhas.

Graças à nova parceria com o Google e seu Ads Data Hub (ADH), o mercado pode desenvolver soluções para enfrentar esses desafios, permitindo a captura de indicadores de meios publicitários e posterior medição do desempenho de vendas de uma campanha sem a necessidade de utilizar cookies de terceiros. É o que a RelevanC vem fazendo, combinando as plataformas de DSP do Google com dados transacionais e produzindo indicadores de vendas relevantes para os clientes. 

Ao vincular o ADH a dados próprios, agora podemos conciliar a publicidade online com os dados de vendas da loja física, permitindo a análise de quantas pessoas viram um determinado anúncio e, simultaneamente, cruzar esse público impactado com os compradores de um produto similar ou complementar. Com este nível de informação, podemos fornecer indicadores relevantes para analisar o impacto de um anúncio nas vendas de um produto ou categorias similares.

Um dos pontos principais de soluções que utilizam apenas dados agregados e anonimizados é que o Google ADH garante o respeito à privacidade do cliente e às regulamentações como o GDPR ou a LGPD, impedindo a inspeção de dados de identificação pessoal. Se um cálculo submetido à ADH não respeitar as verificações de privacidade, o resultado não estará disponível.  

O ADH permite a utilização de diversas fontes de dados, como Display Video 360 (DV360) e o Google Ads, e esses dados contêm informações como quem visualizou um anúncio e quando. Assim, é possível constatar quantas pessoas visualizaram aquele anúncio específico naquele dia, mas não conseguimos identificar os indivíduos envolvidos.

Ao fornecer aos varejistas a capacidade de conciliar a exposição publicitária com os dados de vendas, bem como a segmentação direta de clientes sem a utilização de cookies de terceiros, é possível ajudar os anunciantes a manterem seus investimentos em estratégias de Retail Media rentáveis e contínuos. Além disso, é possível mensurar e mostrar de forma palpável o resultado das campanhas. E é importante ressaltar: estratégias que sigam as regulamentações de uso de dados e mantenham a privacidade do consumidor protegida são uma prioridade! 

  • Em português, a palavra "Tags" pode ser traduzida de várias maneiras, dependendo do contexto. As opções mais comuns incluem: * **Etiquetas:** Esta é a tradução mais literal e geral, usada para indicar rótulos, marcas ou adesivos, como "etiquetas de preço" ou "etiquetas de arquivo". * **Tags:** Em muitos contextos tecnológicos (internet, redes sociais, programação, etc.), a palavra "tags" é frequentemente mantida em inglês, pois já é amplamente compreendida e usada. Pode ser usada quando se refere a palavras-chave para categorizar conteúdo, *hashtags* ou elementos de marcação em linguagens como HTML. * **Marcadores:** Usado quando se refere a elementos que servem para indicar, apontar ou categorizar, tal como "marcadores de livro" ou "marcadores de texto". Também pode ser usado em contextos de documentos ou arquivos digitais para facilitar a busca. * **Rótulos:** Similar a "etiquetas", mas muitas vezes associado a embalagens, produtos ou definições mais formais. Para dar a tradução mais precisa, preciso de mais contexto sobre como "Tags" está sendo usado. Por exemplo: * Se for "tags de um blog": **tags** ou **marcadores** (mais comum usar "tags") * Se for "tags de HTML": **tags** * Se for "etiquetas de roupa": **etiquetas** * Se for "tags de mala": **etiquetas** ou **rótulos** Sem mais contexto, a tradução mais neutra e comum, especialmente em ambientes digitais, seria **tags**.
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Caroline Mayer
Caroline Mayer
Caroline Mayer possui mais de 20 anos de experiência na área comercial internacional, com atuação forte na França e no Brasil, focada principalmente na abertura de novos negócios e subsidiárias, no fortalecimento de marca, liderança de equipes e estratégias de vendas, em parceria com grandes agências. Desde 2021, é VP Brazil da RelevanC, especialista em soluções de Retail Media que, no Brasil, atua nas ações do GPA.
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