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O atraso na adoção de IA deixa empresas presas enquanto concorrentes avançam

Poucas tecnologias na história recente provocaram impacto tão rápido e abrangente quanto a inteligência artificial. Em poucos anos, ela deixou de ser um experimento de laboratório para se tornar elemento central em operações comerciais, cadeias produtivas e processos de tomada de decisão. Mas, enquanto algumas empresas já a tratam como parte essencial da estratégia, outras ainda a observam à distância, avaliando riscos e benefícios. Essa diferença de postura está criando um fosso competitivo silencioso, mas profundo, um “moat” que pode definir o futuro das disputas corporativas.

Internamente, a Microsoft aponta que mais de 85% das empresas da Fortune 500 já utilizam sua inteligência artificial, e quase 70% delas integram o Microsoft 365 Copilot em seus fluxos de trabalho, incorporando a tecnologia diretamente às operações estratégicas. Complementando esse panorama, a pesquisa global da IDC “The Business Opportunity of AI” revelou que o uso de IA generativa saltou de 55% em 2023 para 75% em 2024, e projeta que os gastos mundiais com IA alcançarão US$ 632 bilhões até 2028. Esses números evidenciam que a adoção precoce de IA se tornou um fator crítico de competitividade, separando empresas que lideram a transformação digital daquelas que ainda observam de fora.

A verdadeira mudança trazida pela IA não está apenas em automatizar tarefas ou reduzir custos, mas em transformar a própria lógica de criação de valor. Ao ser incorporada precocemente, a tecnologia deixa de ser vista como uma ferramenta e passa a atuar como vetor de transformação estrutural. Em empresas que já a integram aos fluxos de trabalho, cada entrega de produto ou serviço se torna também um ciclo de aprendizado, em que dados alimentam modelos, aprimoram processos e geram novas entregas mais eficientes e assertivas. Trata-se de um mecanismo de aceleração composta, no qual o tempo deixa de ser apenas um recurso e passa a ser multiplicador de vantagem.

Essa dinâmica cria um tipo de barreira competitiva que não se baseia em patentes, infraestrutura ou capital, mas em conhecimento acumulado e codificado em sistemas inteligentes. Modelos treinados com dados próprios, processos internos otimizados e equipes adaptadas a operar em simbiose com algoritmos se tornam ativos impossíveis de serem replicados de forma rápida. Mesmo que um concorrente disponha de maior orçamento, ele não pode simplesmente comprar o tempo de aprendizado e a maturidade operacional de quem começou antes.

No entanto, grande parte das organizações ainda está presa a uma postura de espera cautelosa. Comitês de avaliação, preocupações jurídicas, incertezas técnicas e disputas internas sobre prioridades se tornam barreiras autoimpostas à adoção. Embora legítimas, essas preocupações frequentemente mascaram uma paralisia que enquanto se espera o momento ideal, empresas mais ágeis já acumulam experiência, dados e cultura operacional baseados em IA. Diante disso, a hesitação não significa estagnação, significa retrocesso.

O impacto dessa adoção está emergindo uma nova lógica de escala, na qual empresas enxutas, com equipes menores, conseguem gerar impacto desproporcional ao seu tamanho. Com a IA integrada aos processos, é possível testar múltiplas hipóteses simultaneamente, lançar versões de produtos em ciclos acelerados e reagir em tempo real ao comportamento do mercado. Essa capacidade de adaptação contínua desafia estruturas corporativas tradicionais, que ainda dependem de longos ciclos de aprovação e implementação.

Ao mesmo tempo, a adoção precoce favorece a criação de um ecossistema interno de inovação. Times passam a trabalhar em interação constante com sistemas inteligentes, desenvolvendo uma cultura de melhoria contínua e experimentação. O valor não vem apenas da tecnologia, mas da mentalidade que ela induz com decisões rápidas, validação de ideias em escala e redução do intervalo entre concepção e entrega. Empresas que internalizam esse modelo operam com uma agilidade que não pode ser igualada por estruturas mais lentas, mesmo quando estas possuem mais recursos.

Esse cenário impõe uma questão estratégica inescapável em que a vantagem competitiva no século XXI será conquistada por quem conseguir acelerar a curva de aprendizado antes dos demais. O dilema deixou de ser “se” ou “quando” adotar a IA, e passou a ser “como” e “em que velocidade” fazê-lo. O atraso na tomada de decisão pode significar a perda de relevância em mercados onde a diferenciação se constrói, cada vez mais, em cima de dados, algoritmos e velocidade de adaptação.

A história corporativa está repleta de exemplos de líderes que perderam espaço por subestimar inovações emergentes. Com a IA, esse risco é ainda mais acentuado: não se trata de uma tecnologia que pode ser adotada de forma tardia sem prejuízo competitivo. O “moat” invisível já está sendo cavado e se aprofunda a cada dia em que empresas permanecem presas à análise, enquanto outras, mais ousadas, já transformam essa antecipação em domínio de mercado. 

Reforma Tributária: 3 passos para empresas de tecnologia se prepararem

A promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023, conhecida como Reforma Tributária, já é uma realidade que iniciou uma contagem regressiva para as empresas brasileiras e traz um momento para repensar processos, sistemas e estratégias. Com ela, vem uma transformação profunda na forma como as companhias lidam com seus tributos. A reforma unifica cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de gestão compartilhada entre estados e municípios. Com um período de transição que se estende de 2026 a 2032, a adaptação vai além da alteração de alíquotas, podendo demandar uma revisão de toda a arquitetura fiscal e operacional das organizações. 

Olhando para o setor de tecnologia, o desafio é ainda maior. Ajustes em sistemas internos e ERPs serão necessários para que eles se mantenham alinhados com as novas exigências fiscais, estando aptos para lidar com diferentes regras, alíquotas e formas de apuração. Ou seja, as empresas de tecnologia precisam se preparar para o novo momento. 

“Mais do que acompanhar as mudanças na legislação, é essencial que as empresas de tecnologia encarem a reforma como uma oportunidade para repensar processos e buscar maior eficiência operacional. Investir agora em planejamento tributário, automação e integração de sistemas poderão transformar uma obrigação em vantagem competitiva, fortalecendo sua posição no mercado”, analisa o Head de Produtos Tax da Engineering Brasil, companhia global de tecnologia da informação e consultoria especializada em transformação digital, Rodrigo Felix. 

Pensando nisso, Felix criou uma lista dos três próximos passos essenciais para que essa adaptação ocorra de maneira estratégica e assertiva. Confira: 

1- Antecipar e estruturar uma arquitetura de dados unificada 

A mudança tributária vai além da substituição de alíquotas, já que representa um redesenho da cadeia de valor fiscal do país. “As organizações devem antecipar a necessidade de uma arquitetura de dados unificada. A tecnologia deixa de ser um instrumento de suporte para se tornar o alicerce da governança e da operação fiscal”, afirma Rodrigo. 

2- Implementar tecnologia para rastreamento e processamento em tempo real 

O novo modelo elimina a cumulatividade dos impostos e introduz controles sobre o valor agregado e a utilização de créditos fiscais. Para o head, a implementação de um sistema de pagamento automático, que repassará os valores de CBS e IBS aos cofres públicos no momento da transação, reforça a exigência por sistemas capazes de rastrear e processar informações em tempo real.  

3- Usar plataformas fiscais digitais integradas 

Atualmente, o investimento em uma estrutura fiscal digital se converte em vantagem para a estratégia de negócio, já que ela tem o poder de mitigar riscos, prevenir possíveis penalidades e trazer otimização para a operação. “Portanto, é preciso que as empresas estejam preparadas. O uso de plataformas, como a Smart Tax Platform, da Engineering Brasil, pode ser uma solução pelo fato de conectar os dados fiscais da companhia, automatizar o envio de obrigações acessórias e monitorar a conformidade fiscal. Hoje, cerca de 70 empresas de médio e grande porte já utilizam nossa solução fiscal para estarem em conformidade com suas obrigatoriedades fiscais”, conclui Rodrigo. 

Comprou online? Golpistas já sabem! Como se preparar para as “temporadas quentes” do e-commerce

Em 2025, o e-commerce brasileiro deve bater mais um recorde. Mas o que vem junto com essa avalanche de pedidos e cliques também preocupa. Estamos falando sobre o aumento das fraudes digitais.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) projeta um faturamento de R$ 224,7 bilhões para o setor este ano, 10% a mais do que em 2024. Serão cerca de 435 milhões de pedidos e 94 milhões de consumidores navegando, comprando e (às vezes) se arriscando nas vitrines virtuais. Tudo isso em um mercado que já cresce ininterruptamente há oito anos.

Datas como Cyber ​​Monday, Dia dos Pais, Natal e até períodos de liquidação contínua exigem, mais do que nunca, plataformas preparadas e seguras. As chamadas “temporadas quentes” do varejo tornam a reta final do ano não apenas um esquenta estratégico para promoções, mas também para tentativas de fraude.

A Black Friday está marcada: 28 de novembro. E se, por um lado, as promoções movimentam a economia digital, por outro, também escancaram as portas para golpistas. Mas o crescimento vem com um custo. E não é só financeiro.

A edição de 2024 já deu sinais do que esperar. Segundo a ConfiNeotrust e a ClearSale, só até o meio-dia do sábado seguinte à Black Friday foram registradas 17,8 mil tentativas de fraude. Valor estimado das tentativas barradas? R$ 27,6 milhões. O ticket médio dos golpes impressiona: R$ 1.550,66, mais que o triplo do valor médio de uma compra legítima.

E os alvos preferidos? Games, informática e instrumentos musicais.

Mesmo com uma queda de 22% no valor total das fraudes em relação ao ano anterior, os especialistas são categóricos: os criminosos digitais continuam ativos, e mais sofisticados.

Enquanto isso, o PIX dispara. Na última Black Friday, as transações com o sistema instantâneo saltaram 120,7% em um único dia. Foram movimentados R$ 130 bilhões, segundo o Banco Central. Um feito histórico. Mas que também preocupa.

Mais velocidade, mais acessos, mais instantaneidade, mais vulnerabilidades. E nem todas as plataformas estão preparadas para isso. Lentidão, instabilidade e brechas de segurança viram a porta de entrada perfeita para quem está do outro lado, fraudadores atentos e oportunistas.

Essas falhas afetam diretamente a experiência do usuário e a reputação das marcas. Um estudo da PwC revela que 55% dos consumidores evitariam comprar de uma empresa após uma experiência negativa, e 8% desistiriam de uma compra após um único incidente desfavorável.

“Segurança digital não é uma etapa final. É um processo contínuo que começa antes da primeira linha de código”, resume Wagner Elias, CEO da Conviso, especialista em segurança de aplicações (AppSec).

Para proteger os softwares de e-commerce, o setor de segurança de aplicações (AppSec) — que deve movimentar US$ 25 bilhões até 2029, segundo a Mordor Intelligence — trabalha para encontrar vulnerabilidades antes que elas virem problemas reais.

O objetivo da AppSec é mapear brechas de segurança antes que elas sejam exploradas por invasores. Elias compara com a construção de uma casa: “É como construir uma casa já pensando nos pontos de acesso: você não espera que alguém tente invadir para depois instalar fechaduras ou câmeras. A ideia é antever os riscos e fortalecer as defesas desde o início”, explica Elias.

E o CEO alerta que o ideal seria as empresas revisarem constantemente suas plataformas para identificar e corrigir possíveis brechas de segurança, criando uma cultura contínua de proteção. “O fundamental é oferecer uma garantia real tanto para o produto quanto para o consumidor, fortalecendo a confiança na plataforma e em todo o processo de compra. E isso só é possível com um preparo que começa meses antes da data”. 

Uma das soluções que podem apoiar os e-commerces nesse processo é o Site Blindado, agora parte da Conviso, empresa de segurança de aplicações e referência em AppSec. O selo de confiança atua em diferentes níveis, atendendo desde lojas virtuais que precisam de proteção básica até aquelas que demandam maior prova de autenticidade, ou mesmo certificações mais rigorosas, como a PCI-DSS, exigida para quem lida com dados de cartão de crédito.

Quem leva segurança a sério colhe resultados. A Visa, por exemplo, bloqueou 270% mais fraudes em 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso só foi possível graças a um investimento robusto: mais de US$ 11 bilhões em tecnologia e segurança nos últimos cinco anos.

A chave? Inteligência artificial, machine learning e análise de comportamento em tempo real. Tudo em milissegundos. Sem atrapalhar o consumidor de verdade, que quer apenas garantir o desconto no checkout.

Prevenção começa na base. Mas como se proteger? As recomendações são claras e envolvem tanto empresas quanto consumidores”, reforça o CEO da Conviso.

Dicas para as empresas:

  • Inclua segurança já na fase de desenvolvimento dos sistemas;
  • Faça testes de penetração (pentests) com frequência;
  • Integre ferramentas de proteção ao seu DevOps sem perder agilidade;
  • Treine times de tecnologia com foco em boas práticas de segurança;
  • Crie uma cultura onde segurança é rotina, e não exceção.

E para o consumidor que vai às compras digitais:

  • Fuja de promoções boas demais para serem verdade;
  • Verifique se o site é confiável (https, selos de segurança, CNPJ, etc.);
  • Dê preferência a plataformas e apps já conhecidos;
  • Evite links recebidos por e-mail ou redes sociais — principalmente de desconhecidos;
  • Ative a autenticação em dois fatores sempre que possível.

“Enquanto o consumidor precisa aprender a reconhecer sinais de risco, as empresas têm o dever de oferecer ambientes blindados. É a combinação dos dois que sustenta a confiança nas plataformas e mantém o mercado saudável”, conclui Elias.

Avanço da IA demanda estratégia de governança

É fato: as empresas no Brasil têm incorporado a Inteligência Artificial em sua estratégia de negócios – ao menos 98% delas, segundo pesquisas apuradas no final de 2024. O problema, entretanto, é que apenas 25% das organizações declararam estar preparada para implementar a IA. O restante sofre com limitações de infraestrutura, gestão de dados e escassez de talentos especializados. Mas isso não quer dizer que esses outros 75% estão esperando as condições ideais para avançar em seus projetos: pelo contrário, essas empresas seguem com a implantação da tecnologia.

O problema é que apenas uma em cada cinco empresas consegue integrar a IA ao negócio – de acordo com o relatório global elaborado pela Qlik, em parceria com a ESG, e divulgado recentemente. Além disso, só 47% das empresas afirmaram aplicar políticas de governança de dados. Esses números são mundiais – e não seria uma surpresa se as estatísticas brasileiras fossem ainda maiores. E ainda que, hoje,a IA esteja aplicada em silos, e que geralmente “a porta de entrada” da tecnologia seja o atendimento ao cliente, riscos financeiros, regulatórios e reputacionais continuam existindo.

Não são poucos os obstáculos enfrentados pelas empresas que optaram por implementar a IA sem uma devida preparação. Casos práticos já demonstraram que algoritmos mal-governados podem perpetuar vieses ou comprometer a privacidade, resultando em danos reputacionais e financeiros. Governança de IA não é apenas uma questão tecnológica, mas de execução e diligência: sem uma estratégia bem delineada, os riscos crescem na mesma proporção das oportunidades – desde violações de privacidade e uso indevido de dados, até decisões automatizadas opacas ou tendenciosas que geram desconfiança.

Pressão regulatória e compliance: alicerces de governança da IA

A necessidade de se estabelecer uma governança de IA não surgiu apenas da frente de negócios: novas regulamentações estão surgindo, e o avanço tem sido rápido, inclusive no Brasil.  

Em dezembro de 2024, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2338/2023que propõe um marco regulatório para a IA com diretrizes de uso responsável. O texto adota abordagem baseada em riscos, semelhante à da União Europeia, classificando os sistemas de IA conforme o potencial de dano aos direitos fundamentais. Aplicações de risco excessivo, como algoritmos de arma autônoma ou ferramentas de vigilância massiva, serão proibidas, enquanto sistemas de IA generativa e de propósito geral deverão passar por avaliações prévias de risco antes de chegar ao mercado.

Há também exigências de transparência, por exemplo, obrigando desenvolvedores a informar se utilizaram conteúdo protegido por direitos autorais no treinamento de modelos. Paralelamente, discute-se atribuir à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) um papel central na coordenação da governança de IA no país, aproveitando a estrutura existente de proteção de dados. Essas iniciativas legislativas sinalizam que em breve as empresas terão obrigações claras quanto ao desenvolvimento e uso da IA – desde relatar práticas e mitigar riscos, até prestar contas sobre impactos algorítmicos.

Nos Estados Unidos e Europa, órgãos reguladores têm elevado o escrutínio sobre algoritmos, sobretudo após a popularização de ferramentas de IA generativa, que levantaram debates públicos. O AI ACT já entrou em vigor na UE – e sua implementação deve terminar em 2 de agosto de 2026, quando a maioria das obrigações da norma se torna aplicável, incluindo requisitos para sistemas de IA de alto risco e modelos de IA de uso geral.  

Transparência, ética e responsabilidade algorítmica

Além do aspecto legal, governança de IA abrange princípios éticos e de responsabilidade que vão além do “cumprir a lei”. As empresas estão percebendo que, para obter confiança de clientes, investidores e da sociedade, é preciso transparência sobre como a IA é utilizada. Isso implica adotar uma série de práticas internas, tais como a avaliação prévia de impacto algorítmico, a gestão rigorosa da qualidade dos dados e a auditoria independente de modelos.  

Também é crítico implementar políticas de governança de dados que filtrem e selecionem cuidadosamente os dados de treinamento, evitando vieses discriminatórios que possam estar embutidos nas informações coletadas.  

A partir do momento em que um modelo de IA está em operação, a empresa deve conduzir testes periódicos, validações e auditorias em seus algoritmos, documentando decisões e critérios utilizados. Esse registro traz dois benefícios: ajuda a explicar o funcionamento do sistema, e viabiliza a atribuição de responsabilidade caso ocorra alguma falha ou resultado indevido.

Governança: inovação com valor competitivo

Um equívoco comum é pensar que governança de IA limita a inovação. Ao contrário, uma boa estratégia de governança habilita a inovação segura, liberando todo o potencial da IA de forma responsável. Empresas que estruturam cedo seus frameworks de governança conseguem mitigar riscos antes que eles se tornem problemas, evitando retrabalhos ou escândalos que atrasariam projetos.  

Como resultado, essas organizações colhem mais valor e mais rápido de suas iniciativas. Evidências de mercado reforçam essa correlação: um levantamento global identificou que empresas com supervisão ativa da liderança na governança de IA reportam impactos financeiros superiores com o uso de IA avançada.

Além disso, estamos em um momento no qual consumidores e investidores estão cada vez mais atentos ao uso ético da tecnologia – e demonstrar esse compromisso com a governança pode diferenciar uma empresa da concorrência.  

Em termos práticos, organizações com governança madura relatam melhorias não só em segurança, mas também em eficiência de desenvolvimento – executivos apontam reduções no tempo de ciclo de projetos de IA graças a padrões claros desde o início. Isto é, quando requisitos de privacidade, explicabilidade e qualidade são considerados já na fase de design, evitam-se correções custosas depois.  

A governança atua, então, como um guia para inovação sustentável, orientando onde investir, e como escalar soluções de forma responsável. E ao alinhar iniciativas de IA à estratégia corporativa e valores da empresa, a governança garante que a inovação esteja sempre servindo aos objetivos maiores de negócios e reputação, e não seguindo um caminho isolado ou potencialmente prejudicial.  

Desenvolver uma estratégia de governança para IA é, acima de tudo, um movimento estratégico para posicionamento competitivo. No ecossistema atual, onde países e empresas travam uma corrida tecnológica, lidera quem inovar com confiança e credibilidade. Grandes empresas que estabelecem sistemas de governança eficientes conseguem equilibrar a mitigação de riscos com a maximização dos benefícios da IA, em vez de sacrificar um pelo outro.  

Por fim, a governança de IA deixou de ser opcional e tornou-se um imperativo estratégico. Para as grandes empresas, criar uma estratégia de governança significa definir agora os padrões, controles e valores que guiarão o uso da inteligência artificial nos próximos anos. Isso envolve desde atender às regulamentações que estão surgindo, até criar mecanismos internos de ética e transparência, com o objetivo de minimizar riscos e maximizar valor de forma equilibrada. Quem agir prontamente colherá frutos em inovação consistente e reputação sólida, posicionando-se à frente num mercado cada vez mais orientado por IA.

iFood leva experiências do The Town 2025 para dentro do app, com lojas de produtos oficiais e cardápio do festival

Com o propósito de conectar os fãs que irão acompanhar o festival de casa ou que desejam antecipar a experiência, o iFood lança seu produto oficial “iFood É Tudo Pra Mim no The Town”. Esta é uma seção exclusiva no aplicativo que reúne a loja de produtos oficiais do The Town, o cardápio da Market Square, assinado por Henrique Fogaça, além de uma lista de produtos de outros patrocinadores. A seção com produtos The Town estará disponível do dia 26 de agosto a 03 de setembro; Market Square de 01 a 14 de novembro, já as demais estarão disponíveis de 26 de agosto a 14 de novembro.

Essa é a primeira vez que os fãs poderão adquirir os produtos da Loja Oficial do The Town — que geralmente são vendidos somente durante os dias do evento — diretamente no aplicativo contando com toda a conveniência que o iFood oferece. Entre os itens disponíveis estão garrafas, cordões, camisetas e bonés, ideais para quem deseja se preparar para o festival ou para aqueles que preferem sentir a energia do evento sem sair de casa. A loja está disponível para os clientes da cidade de São Paulo.

A Market Square, praça de alimentação do festival com curadoria do chef Henrique Fogaça e operação do Cão Véio, também ganha uma versão digital no app do iFood. Através de uma loja especial, os consumidores de outras regiões poderão pedir pratos do Cão Véio e sentir o gostinho do festival em casa. O cardápio está disponível nas áreas de cobertura das unidades Cão Véio de São Paulo (Vila Madalena, Tatuapé e Vila Mariana), Curitiba, Sorocaba e Goiânia.

“É com ineditismo que oferecemos aos fãs do festival a oportunidade de adquirir itens oficiais, como camisetas e bonés, diretamente pelo aplicativo. Essa é uma extensão da proposta de valor do iFood de entregar experiências que vão além da comida, levando nosso DNA de inovação e tecnologia para o dia a dia das pessoas e conectando a energia do festival com o universo da conveniência e tecnologia”, afirma Felipe Meretti, diretor de marketing B2C do iFood.

Além disso, haverá uma seção especial de produtos de mercado de outros patrocinadores do The Town 2025, como Seara, Eisenbahn, Diageo, Mondelez, Bauducco e Bob’s. Em parceria com a Seara, no dia 3 de setembro, às 13h, haverá uma live no app em que serão apresentados produtos com condições especiais de compra, que ficarão válidas somente durante o período da transmissão. Essa seção conta com uma parceria da indústria com o iFood Ads, vertical de publicidade e negócio da empresa, que tem o propósito de conectar consumidores às marcas.

iFood no The Town

O iFood é o Delivery Oficial do The Town 2025 e está preparando uma experiência tecnológica e memorável para as mais de 500 mil pessoas que devem passar pelo festival. Serão dois estandes interativos: um com o “Baile do iFood”, uma pista de dança com DJs como MU540 e DJ Tília, e outro “Stand SP Square” terá dois andares, no térreo haverá um restaurantes com Bob’s e no primeiro andar uma arena de games e desafios que promete muita diversão e brindes, que podem até dar acesso à área VIP.

A empresa é novamente copatrocinadora da Market Square, a praça de alimentação do evento, que desta vez tem a curadoria do chef Henrique Fogaça. Além disso, em parceria com patrocinadores como Bob’s e Seara, haverá a distribuição de comida gratuita no fosso do palco principal para aqueles que estiverem na grade.

Nesta edição, a presença da marca vai unir música, tecnologia e as diversas categorias do aplicativo, reforçando o compromisso do iFood em estar presente nos momentos importantes da vida das pessoas e criando conexões verdadeiras com os brasileiros, utilizando a tecnologia e a inovação presentes no DNA da empresa.

Quem manda agora é o Social Commerce? O que esperar do boom do TikTok Shop

Com apenas dois meses de lançamento do TikTok Shop no Brasil, algumas marcas já assimilaram a ferramenta, estruturaram estratégias de social commerce e criaram programas de afiliados para aproveitar a força de venda dos criadores de conteúdo. Vendedores locais já faturaram mais de R$ 1 milhão com um único produto, e muitos creators passaram a gerar mais receita com comissões de venda do que com parcerias de conteúdo.

Trabalho com creative strategy para o TikTok Shop nos Estados Unidos há cerca de dois anos e vi marcas como a Goli Nutrition tornarem-se fenômenos de venda ao expandir seus canais de aquisição via discovery commerce, modelo em que o usuário pode comprar enquanto assiste a vídeos do feed ou transmissões ao vivo.

Desde 2021, o TikTok Shop opera no Reino Unido, Tailândia, Vietnã, Malásia, Singapura e Filipinas. Em 2023, chegou aos Estados Unidos e, em 2025, desembarcou no México, Espanha, Alemanha, França, Itália e, desde maio, também no Brasil. Embora o mercado norte-americano seja mais aquecido em termos de poder de compra e comportamento de consumo, o brasileiro possui uma relação de confiança com criadores que coloca a ferramenta como uma das principais promessas para redesenhar o e-commerce no país.

Para o criador de conteúdo, mais negócios

O TikTok Shop fortalece os creators afiliados, cuja renda principal vem da comissão sobre vendas de produtos de terceiros, além de potencializar aqueles que já possuem outras fontes de receita. Antes dependentes de parcerias pontuais, os criadores agora podem controlar todo o processo, usando a infraestrutura da plataforma para gerenciar vendas, comissões e links de conversão direta com várias marcas, facilitando o acompanhamento das receitas e o pensamento estratégico do negócio.

A relação entre creators e marcas precisa ser de ganha-ganha: a marca evita distribuir produtos a afiliados sem potencial de vendas, e os afiliados não investem tempo em itens pouco atrativos ou com baixas comissões. Em paralelo, canais no YouTube e perfis como o de Shigueo Nakahara (@shigueo_nakahara) ensinam criadores e vendedores a usar a plataforma, compartilhando histórias de ganhos que variam de R$ 100 a R$ 30 mil em comissões em menos de um mês, mesmo com audiências de apenas alguns milhares de seguidores.

Para as marcas, solução e desafio

O shoppable vídeo permite que o usuário conclua toda a jornada de compra no próprio link do vídeo, eliminando páginas externas e problemas de atribuição. A integração com o e-commerce melhora a leitura de resultados e torna mais eficaz a parceria com criadores. O algoritmo do TikTok reduz a distância entre um vídeo viral e a geração de vendas, pois todo o alcance está ligado a um link de compra.

Além dos vídeos, é possível vender por meio de lives, produzidas pela marca ou pelo criador, e de vitrines acessíveis na barra de ferramentas acima do vídeo. As lojas contam ainda com formatos de anúncio como GMV Max, que promove produtos no feed, e Live GMV Max, que impulsiona transmissões ao vivo.

Embora o TikTok Shop elimine ruídos na experiência de compra em redes sociais e dê previsibilidade aos números de parcerias, as marcas precisam aceitar que perderam o controle total da narrativa. O sucesso depende de fornecer aos creators informações que os ajudem a produzir conteúdo eficaz, gerenciar programas de afiliados e selecionar produtos alinhados ao contexto de decisão de compra: emocional, impulsivo e geralmente de tíquete médio mais baixo.

O que ainda falta chegar ao Brasil

Nos Estados Unidos, a plataforma bancou descontos em parceria com marcas, ofereceu fretes quase simbólicos e designou representantes de venda por categoria para incentivar o uso. Marcas chegavam a vender produtos com 50 % de desconto subsidiado pelo TikTok Shop. Mesmo após dois anos, a operação americana ainda recebe atualizações mensais, e muitas das ferramentas prometidas devem chegar ao Brasil.

No mercado brasileiro, já há uma divisão clara entre o Seller Center (gestão de produtos, entregas e logística) e o Affiliate Center (busca e gestão de creators). As categorias disponíveis incluem beleza e saúde, moda, casa e decoração, eletrônicos e esportes, e o recurso de Live Shopping foi liberado poucas semanas após a estreia.

Um recurso aguardado, ainda sem data para lançamento, são as “amostras reembolsáveis”: as marcas enviam produtos a creators iniciantes e, após eles alcançarem determinadas metas de vendas ou conteúdos publicados, podem solicitar reembolso e ingressar definitivamente no programa de afiliados.

Assim, o TikTok Shop encurta a distância entre entretenimento e compra, mas exige que marcas se adaptem à perda de controle narrativo e que criadores ajam como empreendedores. Quem entender rapidamente essa dinâmica tende a colher os melhores resultados.

*Danilo Nunes é professor da ESPM, pesquisador de Creator Economy e CVO e sócio responsável pela Thruster Creative Strategy , agência especializada em criação com foco em performance, com atuação nacional e internacional.

Alta do e-commerce impulsiona automação logística e fortalece demanda por soluções da Águia Sistemas

A Águia Sistemas, empresa líder na fabricação de estruturas de armazenagem e integradora de sistemas de movimentação e automação para intralogística, tem intensificado sua atuação no mercado de e-commerce, um dos segmentos mais dinâmicos da economia brasileira. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor movimentou mais de R$ 200 bilhões em 2024, com um crescimento superior a 10%. Para 2025, a expectativa é de um faturamento de R$ 234 bilhões, alta de 15%, com um ticket médio de R$ 539,28 e três milhões de novos compradores.

Esse crescimento acelerado exige operações logísticas cada vez mais eficientes e automatizadas. Para Rogério Scheffer CEO da Águia Sistemas, nesse cenário o mercado precisa buscar soluções tecnológicas que elevam a produtividade dos centros de distribuição, mesmo em contextos de alta demanda e espaço limitado.

“Os investimentos em automação têm permitido às empresas triplicar sua produtividade com o mesmo número de operadores, graças ao uso de sistemas como Pick Mod, Esteiras automatizadas, Robôs de picking e Classificadores de alto fluxo”, explica Rogério Scheffer CEO da Águia Sistemas.

Entre as soluções oferecidas pela empresa estão sistemas de picking, operações de fulfillmentcross docking e tecnologias inteligentes de conferência e separação de pedidos, ferramentas essenciais para elevar a precisão e a eficiência nas entregas do varejo digital.

Mari Maria Makeup estreia no TikTok Shop e chega a 220 mil pessoas online

A Mari Maria Makeup marcou sua estreia no TikTok Shop com uma transmissão ao vivo especial realizada no último dia 27, diretamente do Centro de Distribuição da marca. Conduzida por Mari Maria, CEO e fundadora, e com a participação da influenciadora Nayla Saab, a live de três horas apresentou descontos de 30% em mais de 50 produtos e distribuiu brindes exclusivos.

Durante a transmissão, os consumidores acompanharam em tempo real as compras realizadas na plataforma e tiveram a oportunidade de participar ativamente da experiência, escolhendo junto com as apresentadoras quais seriam os brindes especiais enviados. O resultado foi expressivo, mais de 220 mil pessoas conectadas e forte engajamento da comunidade online.

“Quero estar cada vez mais conectada com meu público, por isso faço questão de levar meus produtos para todas as plataformas, garantindo que cada pessoa possa ter acesso a eles”, afirma Mari Maria, CEO da marca.

O lançamento também reforça a relevância do TikTok Shop no cenário do e-commerce nacional. Segundo levantamento do banco Santander, a plataforma pode representar até 9% das vendas online no Brasil até 2028, movimentando entre R$25 bilhões e R$39 bilhões. Atualmente, o país já ocupa a terceira posição global em volume de mercado na plataforma, atrás apenas da Indonésia e dos Estados Unidos.

Pesquisa inédita mostra como jovens universitários usam redes sociais e escolhem marcas

O Instagram segue como a rede social mais utilizada, porém não reina sozinho. Marcas de esportes, moda, beleza e até de serviços financeiros figuram entre as preferidas. Essas são algumas das constatações de uma pesquisa feita com universitários de três regiões do Brasil, com idade entre 18 e 23 anos.

Realizada pela universitech Cheers — que possui um aplicativo utilizado por 2 milhões de estudantes para acessar eventos —, a pesquisa dimensiona hábitos e consumo de mídias digitais entre esses jovens.

O levantamento mostra, por exemplo, que o Instagram é utilizado diariamente por 95% dos entrevistados. Mas o TikTok também figura em posição de destaque, com uso diário por 75% dos jovens, com um detalhe: a rede é utilizada não só para entretenimento, mas também para moldar consumo, comportamento e influência, segundo o estudo.

O YouTube, por sua vez, mantém relevância pela cultura de seu uso: é a plataforma preferida para conteúdos com maior profundidade. A pesquisa observa também que a rede social X, antigo Twitter, apesar de altos e baixos, ainda encontra seu espaço em nichos engajados.

MARCAS E MARKETING DE INFLUÊNCIA

Aos participantes do estudo da Cheers foi feita a seguinte pergunta: “Quais marcas você acompanha nas redes sociais que te representam ou te inspiram?”. Não foi dado nenhum exemplo, nem sinalizado segmento algum, com o objetivo de que emergissem aquelas marcas que, de fato, estão na cabeça das novas gerações.

A diversidade de marcas foi o principal resultado. Gigantes e tradicionais, como Nike e Adidas, de artigos esportivos, despontam na dianteira. Entretanto, outras categorias também estiveram presentes nas respostas.

Uma dessas categorias é a de beleza e cuidados pessoais. Nesse segmento, as mais citadas foram Wepink, Grupo Boticário, Natura e Boca Rosa. No varejo de moda, se sobressaem Lojas Renner S.A., Shein e Youcom, “conquistando espaço significativo”, conforme sublinha o estudo. Em entretenimento, a Netflix lidera.

Engana-se quem pensa que a juventude não se preocupa com a vida financeira. Tanto que uma das marcas mais lembradas pelo público da pesquisa vem justamente de serviços financeiros: a Nubank.

“O que essas marcas têm em comum? Não é apenas o produto, mas a capacidade de entregar qualidade, inovação, autenticidade e, acima de tudo, um alinhamento real com os valores e aspirações do público jovem. Eles buscam marcas que os representem e os inspirem no dia a dia”, avalia o fundador e CEO da Cheers, Gabriel Russo.

WhatsApp se consolida como canal de marketing com alta conversão e automação, aponta estudo da OmniChat

Na crescente digitalização do mercado brasileiro, o WhatsApp se consolida como um canal estratégico para vendas, com taxas de conversão mais de sete vezes maiores que as do e-commerce tradicional. É o que revela o Chat Commerce Report 2025, estudo anual da OmniChat, plataforma de IA conversacional para vendas.

O levantamento, que analisou mais de 782 milhões de mensagens trocadas por meio de 42 milhões de conversas realizadas pela OmniChat em 2024, traça um panorama completo sobre o uso de canais conversacionais, o impacto da inteligência artificial (IA) e as tendências que moldam a nova jornada de compras. O número representa o atendimento de mais de 24 milhões de clientes por meio de mais de 29 mil vendedores.

Segundo a análise, o volume de mensagens por canais digitais cresceu 55% em 2024 — em relação ao ano anterior, com o crescimento de 42% no número de conversas via WhatsApp — consolidando o canal como principal ferramenta de comunicação entre marcas e consumidores. Com exatos 95,21% do volume de conversas de marcas com consumidores, o app concentra a maior parte das interações durante a jornada de compras, passando pelas fases de atração, qualificação, conversão e pós-venda, que contempla o acompanhamento de pedidos e pesquisas de NPS e CSAT com altas taxas de resposta.

No setor de joias e acessórios, por exemplo, 28,52% do GMV (Gross Merchandise Value) foi influenciado por interações via WhatsApp, seguido pelo setor de bens de consumo (17,96%), materiais de construção (15,32%), móveis e decoração (14,53%), calçados (12,7%), artigos esportivos (12,35%), educação (11,81%), pet shop (11,58%), vestuário (10,66%) e beleza e perfumaria (7,19%).

A consolidação do WhatsApp como vitrine e canal de checkout se intensificou com o uso de IA generativa e agentes autônomos, capazes de conduzir 100% das vendas de ponta a ponta; ou servindo como suporte para o time comercial, focando em cerca de 80% do total das vendas, as mais transacionais e simples, e transbordando os casos mais complexos e estratégicos para o time humano. A inteligência artificial tem acelerado jornadas de compra com até 95% de redução no tempo de resposta e impulsionado conversões em campanhas como a de recuperação de carrinho. 

Em um ano marcado pela maturidade da IA no comércio e nos serviços, o estudo revela que o canal conversacional deixou de ser um suporte complementar para se tornar, de fato, a maior loja de muitas marcas, superando o e-commerce tradicional em segmentos como moda, construção, saúde, educação e alimentos.

“O WhatsApp há muito tempo deixou de ser somente um canal de mensagens para se tornar uma plataforma de vendas completa, com automação inteligente e operação contínua”, afirma Maurício Trezub, cofundador e CEO da OmniChat. “A integração entre IA, atendimento humano e canais físicos permite ampliar a disponibilidade do serviço e responder à demanda do consumidor por agilidade e personalização”.

IA como protagonista: dados revelam impacto transformador no comércio conversacional

A inteligência artificial emergiu como o principal diferencial competitivo no chat commerce em 2024, com dados que comprovam seu impacto direto nos resultados de negócio. Segundo o Future of Jobs Report 2025 do World Economic Forum, 86% dos empregadores acreditam que a IA transformará seus negócios até 2030, tendência que já se manifesta fortemente nos canais conversacionais.

Os números do Chat Commerce Report 2025 mostram que a utilização de IA nos canais de chat proporcionou:

  • 150% de aumento em conversão influenciada
  • 4x mais capacidade de atendimento simultâneo sem aumento de equipe
  • Aumento de 46% no ROAS 
  • Redução de 75% no tempo médio de resposta (TMR) dos vendedores, de 3:32 minutos para apenas 53 segundos

Em 2024, agentes autônomos de IA conduziram 89.905 conversas comerciais, resolvendo 80% delas sem intervenção humana, sendo responsáveis por mais de 23% das vendas realizadas fora do horário comercial. No primeiro trimestre de 2025, o Whizz superou em 71% o volume de conversas que havia realizado nos dois meses de testes com os clientes, durante o período da Black Friday e Natal.

Para recuperação de carrinho abandonado, o ROAS médio das campanhas suportadas por Inteligência Artificial foi de 246x, um crescimento de 15% sobre o ano anterior, com 14% de taxa de conversão média.

Vendas turbinadas: conversão e ROAS disparam com WhatsApp

As campanhas de marketing via WhatsApp apresentaram uma taxa de conversão de até 27%. O Retorno Sobre Investimento Médio das campanhas de mensagens de marketing (ROAS) foi de 27 vezes, com destaque para as ações de recuperação de carrinho abandonado, em que o ticket médio alcançou 557,67 reais, salto de 432% em relação ao ano anterior. “Esses dados mostram o potencial do WhatsApp para reativar vendas e aumentar o ticket médio em momentos decisivos da jornada do cliente”, explica Trezub.

Canais Conversacionais: O novo eixo do consumo

Além da IA, o Chat Commerce Report 2025 destaca a importância da integração dos canais conversacionais para garantir uma experiência de compra fluida e completa. Em 2024, 92% dos pedidos via WhatsApp foram para entrega em casa, demonstrando a importância de integrar canais digitais e físicos para atender às necessidades do consumidor moderno.

“O consumidor de hoje busca conveniência, agilidade e personalização em todos os pontos de contato com a marca”, afirma Trezub. “A integração de canais de forma fluida permite oferecer uma jornada de compra consistente e sem atritos, desde o primeiro contato no WhatsApp até a entrega do produto em casa”.

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