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Medo de ciberataques freia IA, mas plataformas como o Gemini da Google oferecem caminho seguro, apontam especialistas da L8 Group

36% das empresas brasileiras ainda hesitam em investir em Inteligência Artificial por medo de ciberataques e vazamento de dados, segundo um estudo da TOTVS. No entanto, o avanço de plataformas seguras por natureza, como o Gemini da Google, hospedado em uma das infraestruturas de nuvem mais robustas do mundo, está mudando esse paradigma. Para especialistas da L8 Group, empresa referência em tecnologia e cibersegurança, a chave para a inovação segura está em saber utilizar os recursos de proteção que essas plataformas já oferecem.

“O receio de expor dados sensíveis e abrir novas portas para ameaças é a principal barreira para a adoção da IA, contudo, a escolha da plataforma tecnológica é um fator decisivo para mitigar esses riscos. O temor das empresas é compreensível, mas ele nasce de uma visão de que a IA é uma caixa-preta vulnerável. Isso não é verdade quando falamos de modelos como o Gemini. Ele não é uma ferramenta isolada; ele opera dentro do ecossistema Google Cloud, que já possui camadas de segurança de classe mundial”, explica Guilherme Franco, CTO da L8.

Isso significa que os dados dos clientes são protegidos por criptografia avançada, políticas de privacidade rigorosas que impedem o uso para treinamento de modelos públicos e um arsenal de ferramentas de controle. Segundo Franco, a segurança não é um adicional, ela é a fundação, que pode ser customizada ainda mais quando as empresas já utilizam o Google Workspace, integrando às políticas de retenção de dados do Vault, por exemplo.

Para as empresas que desejam investir em IA de forma segura utilizando o Gemini, a L8 Group destaca que o sucesso depende da configuração correta e do aproveitamento máximo dos recursos de segurança disponíveis na plataforma Google Cloud. Confira alguns pontos que o especialista em cibersegurança, Guilherme Franco levantou:

  1. Infraestrutura Segura por Padrão: O Gemini se beneficia da mesma infraestrutura que protege o Gmail, a Busca e o YouTube. Isso inclui proteção contra ataques de negação de serviço (DDoS), detecção de intrusão e uma rede global privada e criptografada.
  2. Controle de Dados e Acesso (IAM e VPC-SC): É possível definir com precisão quem pode acessar os modelos de IA e os dados através do Google Cloud Identity and Access Management (IAM). Além disso, com o VPC Service Controls, as empresas podem criar um perímetro de segurança virtual para impedir o vazamento de dados, garantindo que informações sensíveis não saiam do ambiente controlado.
    1. No caso de usuários do Google Workspace, o Gemini respeita os mesmos níveis de acesso que já estavam previamente definidos nos acessos à conteúdos da empresa, como Google Drive por exemplo, sem necessidade de configurações extras.
    2. O mesmo pode ser estendido para usuários que utilizam plataformas diferentes do Google Workspace, como Microsoft, ao utilizar o Google Agentspaces com IAM avançado.
  3. Privacidade e Confidencialidade: O Google garante, por contrato, que os dados corporativos inseridos no Gemini via Google Cloud não são utilizados para treinar os modelos de acesso geral. O controle e a propriedade dos dados permanecem integralmente com a empresa cliente.
  4. Segurança e Filtros de IA Responsável: A própria plataforma Gemini possui filtros de segurança integrados (safety filters) para mitigar a geração de conteúdo inadequado, perigoso ou tendencioso, protegendo não apenas os dados, mas também a reputação da marca.
  5. Dados “locais”: É possível utilizar ferramentas como NotebookLM, dentre outras, que fazem a inferência do conteúdo apenas lendo os arquivos que o usuário escolher, sem usar uma base de pesquisa externa, como a internet, reduzindo alucinações e garantindo maior privacidade.

Para finalizar, o especialista adverte: “A questão deixou de ser ‘se’ vamos adotar IA, para ser ‘como’ vamos fazer isso de forma segura e escalável. Plataformas como o Gemini resolvem grande parte da complexidade de segurança na base. Nosso trabalho na L8, por exemplo, é atuar como o parceiro estratégico que customiza e implementa essas camadas de proteção: IAM, VPC, governança de dados; de acordo com a realidade e as necessidades de cada negócio. Transformamos o poder bruto da IA em uma vantagem competitiva segura e pronta para o futuro. Mais importante, construir projetos que realmente sejam funcionais, isso porque o estudo recente do MIT divulgou que 95% dos projetos de IA fracassam”, complementa Franco.

Ele ainda alerta que, no que diz respeito à questão de cibersegurança, além do já conhecido termo ShadowIT, existe também o ShadowAI, em que os usuários utilizam ferramentas de IA não homologadas e inseguras. “Outras plataformas treinam suas IAs com base no que o usuário digita, incluindo dados sigilosos, ferindo a LGPD. Vejam o recente caso do Grok, que vazou mais de 370 mil conversas privadas. Para ajudar a descobrir e barrar o uso de ShadowIT e ShadowAI, a L8 Group oferece soluções que dão visibilidade e controlam o que está sendo acessado, de acordo com as políticas de cibersegurança”, conclui ele.

Mitos e verdades: o que você ainda não entendeu sobre Retail Media

O mercado de Retail Media continua crescendo rapidamente no Brasil, mas sua compreensão ainda é cercada por muitos equívocos. Recentemente realizamos um levantamento interno com os especialistas da RelevanC para identificar e desconstruir os principais mitos desse segmento. As respostas foram reveladoras: cada profissional trouxe uma percepção valiosa que ajuda a esclarecer os reais potenciais dessa estratégia que já  revolucionou o varejo. Confira os mitos que vamos desmistificar:

Tudo se resume ao ROAS

Achar que tudo se resume ao ROAS é uma visão que limita o potencial das campanhas, ignorando o entendimento do shopper e métricas essenciais como aquisição de novos shoppers e lifetime value, por exemplo. Retail Media vai além de resultados rápidos, sendo uma estratégia poderosa para expansão de mercado, fidelização e crescimento de longo prazo”, explica Rafael Schettini, Head de Dados & AdOps da RelevanC.

Esse  ponto levantado é essencial para quem realmente deseja utilizar o Retail Media em sua máxima capacidade. Ao reduzir as métricas e análise exclusivamente ao retorno imediato sobre investimento publicitário (ROAS), perde-se de vista dados mais estratégicos como a aquisição de novos consumidores e o valor do consumidor no longo prazo (lifetime value). Retail Media permite, quando bem executado, criar uma base sólida de novos clientes e impulsionar estratégias de fidelização, contribuindo significativamente para o crescimento contínuo das marcas, e não apenas para resultados imediatos.

O digital não é o único foco

Retail Media não é só sobre o digital. “Na maior parte dos varejistas brick&click, as transações ocorrem em lojas físicas e a capacidade de conectar impressões online com conversões on e offline é o que diferencia neste mercado pujante que é Retail Media.”, opina Luciane Luza, Analista AdOps Sênior da RelevanC.

Essa é uma realidade importante do nosso mercado: a maior parte das transações do varejo ainda ocorre nas lojas físicas. O diferencial estratégico do Retail Media está justamente na capacidade de unir esses dois universos, digital e físico. É preciso que marcas e varejistas compreendam que o Retail Media não se limita ao digital, mas potencializa as operações físicas através da integração de dados e insights comportamentais obtidos nas plataformas digitais, permitindo um entendimento mais profundo e completo sobre o comportamento de compra do consumidor.

O investimento em Retail Media vem da verba de Trade Marketing

“Na verdade, o Retail Media vai além do escopo tradicional do Trade. Muitas ativações acontecem off-site (mídia programática, ativação em social media, CTV), alcançando consumidores fora do ambiente do varejo. As verbas das áreas de Branding, Performance, Marketing e Mídia também precisam entrar no jogo, já que Retail Media entrega resultados tanto em awareness quanto em conversão. Marcas mais inovadoras estão inclusive criando novos budgets específicos para Retail Media e mensurando incrementalidade e brand lift nesse novo escopo”, explica Amanda Passos, Coordenadora de Dados da RelevanC.

Por muitos anos, o Retail Media foi visto exclusivamente como uma evolução do Trade Marketing. No entanto, essa abordagem se mostra ultrapassada frente ao alcance e aos resultados proporcionados pela mídia de varejo atualmente. 

Retail Media demanda uma visão mais estratégica e integrada que ultrapasse o trade, trazendo verbas das áreas de Branding, Marketing de Performance, Comunicação e Mídia. Grandes anunciantes já perceberam que um orçamento específico para Retail Media é um investimento estratégico em awareness, conversões e fortalecimento de marca, mostrando como essa disciplina é realmente multidimensional.

Retail Media é apenas a tráfego e visibilidade

“O Retail Media não apenas aumenta a visibilidade, mas influencia diretamente as decisões de compra dos consumidores no momento crucial. Ao posicionar anúncios estrategicamente em plataformas de varejo, as marcas podem impactar o consumidor quando ele está mais propenso a fazer uma compra, aumentando significativamente as taxas de conversão. Essa estratégia permite que as marcas se conectem com os consumidores em todas as etapas do funil de vendas, desde a conscientização até a decisão final de compra”, Bruna Cioletti, Account Manager Sr da RelevanC.

A verdade é que o Retail Media é mais do que uma ferramenta de visibilidade. É uma estratégia capaz de influenciar diretamente a decisão do consumidor no momento mais crítico, a compra. 

Posicionar anúncios de forma estratégica, atingindo o consumidor no contexto e momento corretos, gera um impacto profundo nas conversões. Além disso, o Retail Media oferece uma atuação abrangente em todo o funil de vendas, desde a fase de reconhecimento da marca até a decisão final de compra, tornando-se uma ferramenta poderosa para garantir resultados concretos em todas as etapas da jornada do consumidor.

Retail Media serve apenas para vendas imediatas

“Embora a capacidade de conversão do Retail Media seja um dos seus grandes trunfos, restringir essa estratégia apenas às vendas de curto prazo é um equívoco. Quando bem planejado, o Retail Media também contribui para construção de marca, aumento do reconhecimento e fidelização do consumidor. Ele permite que as marcas mantenham presença constante ao longo da jornada do cliente, não só na etapa final de decisão de compra”, explica Caroline Mayer, VP da RelevanC no Brasil.

Esse mito é um dos mais comuns – e um dos que mais limitam a visão das marcas sobre o potencial do Retail Media. De fato, sua capacidade de impactar o consumidor no momento da compra é inquestionável. No entanto, esse impacto se estende muito além das vendas imediatas. Ao manter uma presença contínua e relevante nos ambientes digitais e físicos do varejo, as marcas constroem relacionamentos duradouros e aumentam sua lembrança na mente do consumidor.

Retail Media bem utilizado integra campanhas de awareness, consideração e fidelização, tornando-se um ativo estratégico para acelerar vendas pontuais e para sustentar o crescimento da marca no longo prazo. É uma evolução da lógica de campanha: de ações isoladas para uma presença “always-on”, alinhada com o comportamento do shopper ao longo de toda a jornada de compra.

O real potencial do Retail Media

Esses mitos e suas respectivas desconstruções feitas por nossos especialistas demonstram que o Retail Media vai muito além do que muitos ainda acreditam. Essa modalidade não é só uma ferramenta para resultados imediatos, uma estratégia exclusivamente digital, ou apenas mais uma linha de investimento dentro do Trade Marketing. É, antes de tudo, uma disciplina estratégica que une digital e físico, integra diferentes áreas de marketing, influencia decisões de compra em momentos críticos e gera resultados sustentáveis no longo prazo.

Para marcas e varejistas que desejam navegar com sucesso nesse cenário em transformação, é preciso superar essas percepções limitantes e abraçar o verdadeiro potencial do Retail Media. Somente assim poderão garantir resultados concretos e duradouros, entregando experiências completas e consistentes para os seus clientes e consumidores.

A inteligência artificial já transformou o marketing, e vai muito além disso

A inteligência artificial (IA), especialmente em sua vertente generativa, deixou de ser uma promessa distante para se tornar realidade concreta no mundo dos negócios. Embora o tema tenha ganhado visibilidade recentemente, seu avanço não é repentino: trata-se do amadurecimento de uma tecnologia desenvolvida ao longo de décadas, que agora encontra aplicações práticas em quase todas as áreas da economia. 

No marketing, o impacto da IA é evidente. O setor, que durante muito tempo foi guiado por intuição e repertório, passou nas últimas duas décadas por uma transição em direção a uma abordagem mais orientada a dados. Esse movimento criou um ambiente especialmente propício para a adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial. Com o acúmulo massivo de informações sobre comportamento do consumidor, performance de campanhas e tendências de mercado, tornou-se fundamental contar com ferramentas capazes de processar, cruzar e interpretar dados em tempo real. 

A IA generativa tem sido utilizada não apenas para análise de dados, mas também para acelerar o processo criativo. Hoje, é possível simular perfis de consumidores, testar diferentes caminhos criativos e prever a recepção de uma campanha antes mesmo de ela ir ao ar. Tarefas que antes exigiam semanas — ou até meses — de pesquisa qualitativa com grupos focais em diferentes praças, agora podem ser realizadas em poucos dias com o suporte da tecnologia. 

Isso não significa que a pesquisa tradicional tenha se tornado obsoleta. O que ocorre é a complementaridade: a IA permite uma etapa prévia de experimentação e validação, que torna o processo mais ágil, eficiente e econômico. A tomada de decisão baseada em dados passa a ser aliada da criatividade, não sua substituta. 

Fora do marketing, o uso da inteligência artificial também se amplia em áreas como ciência de materiais, cosméticos e bem-estar animal. Testes que dependiam do uso de animais vêm sendo substituídos por simulações computacionais sofisticadas, capazes de prever reações químicas e interações entre compostos com altíssimo grau de precisão. A IA, neste caso, atua como catalisadora de uma mudança ética e técnica ao mesmo tempo. 

Mais do que uma ferramenta isolada, a inteligência artificial tem se tornado uma espécie de “orquestradora” de outras tecnologias emergentes. Quando combinada com automação, modelagem 3D, big data e Internet das Coisas (IoT), ela abre caminho para soluções até então impensáveis — inclusive a criação de novos materiais e a reconfiguração de cadeias produtivas inteiras. 

O desafio que se coloca agora não é mais o de entender “se” a IA será incorporada ao cotidiano das empresas, mas “como” isso será feito de maneira responsável, transparente e estratégica. O potencial transformador da tecnologia é inegável, mas sua implementação requer cuidado, diretrizes éticas e capacitação contínua. 

Ao contrário do que se supõe, a inteligência artificial não substitui a inteligência humana — ela a potencializa. E os negócios que souberem fazer esse equilíbrio terão vantagem competitiva em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente. 

Inovação na China: cultura, estratégia e IA. O que vimos em campo e aprendizados para o Brasil

Quem observa a China apenas como a “fábrica do mundo” ainda está olhando para um país que já não existe. Nas últimas décadas, o gigante asiático se tornou um laboratório em escala continental, capaz de conceber chips proprietários, treinar modelos fundacionais de inteligência artificial, criar ecossistemas digitais verticais e colocar aplicações em funcionamento para centenas de milhões de pessoas em questão de semanas. É mais do que tecnologia: é cultura, estratégia e execução.

Pude observar tudo isso de perto, estive em uma imersão presencial em empresas como Huawei, Alibaba Cloud, Meituan, Kwai, SenseTime e Nio, e em centros de inovação em Beijing, Hangzhou e Shanghai. Também participei do 8º World Artificial Intelligence Conference (WAIC), que reuniu líderes globais em torno do tema “Solidariedade global na era da IA”. A vivência em campo me permitiu observar como tecnologia, cultura e estratégia se entrelaçam para criar impacto em escala nacional.

A engrenagem chinesa começa muito antes do primeiro protótipo. Cultura e educação estão no centro. Em um país que nunca foi colonizado e carrega mais de 5 mil anos de história, as relações de confiança se constroem lentamente, mas a execução, quando decidida, é veloz. O trabalho segue um ritmo intenso (o famoso modelo 9/9/6) e a educação é tratada como vetor estratégico de inovação, com pressão e investimento para formar talentos em altíssima escala.

Essa base cultural se encontra com um ecossistema empresarial e governamental que opera de forma coordenada. A Huawei, por exemplo, destina 20% de sua receita para P&D e desenvolve modelos próprios de IA; a Alibaba Cloud verticalizou toda a sua stack tecnológica e criou a família de modelos Qwen; a Meituan atende a 150 milhões de pedidos diários combinando múltiplos serviços em um super app; e a Kwai já conecta mais de 60 milhões de usuários no Brasil ao social commerce, fenômeno que na China responde por mais de 25% do e-commerce. Modelos como o X27 (shopping convertido em mega estúdio de live commerce) e veículos como os da Nio, com baterias removíveis roboticamente em 3 minutos (sistema BaaS, battery as a service) e assistentes virtuais integrados, ilustram como a inovação permeia setores inteiros.

O que impressiona não é apenas o que a China cria, mas a velocidade e a escala com que aplica. Modelos de IA treinados para setores específicos entram em operação rapidamente, e agentes autônomos já estão presentes no varejo, na saúde, na mobilidade e na gestão pública. Tudo isso sustentado por uma infraestrutura de dados e uma penetração digital que supera 99% da população.

O Brasil, por outro lado, avança de forma mais fragmentada. Temos talento técnico, criatividade e um mercado interno expressivo, mas enfrentamos barreiras estruturais: marcos regulatórios mais lentos, investimentos em P&D ainda tímidos e pouca integração entre governo, empresas e a universidade. Nossa digitalização avança, mas sem a mesma verticalização tecnológica e sem uma estratégia nacional robusta que articule setores e defina prioridades de longo prazo.

Claro que o modelo chinês não é simplesmente replicável. Ele está profundamente enraizado na sua história, no seu sistema político e na sua cultura. Mas há lições evidentes: investir pesado e de maneira contínua em pesquisa; pensar a tecnologia como ativo de soberania; criar mecanismos para que empresas inovem não apenas em produtos, mas em infraestrutura e padrões; e, sobretudo, articular esforços de forma coordenada, entendendo que competitividade digital se constrói com visão de décadas, não de mandatos.

O mundo caminha para uma era em que inteligência artificial, integração de dados e inovação aplicada definirão não só mercados, mas também o lugar de cada nação no mapa geopolítico. A China já entendeu isso e está executando. O Brasil tem base para aprender rápido e aplicar com ambição. Como implementamos, com coordenação e velocidade, o que já está comprovado para ganhar competitividade global?

*Gustavo Pinto é pesquisador sênior no Zup Labs, frente dedicada à pesquisa e desenvolvimento (P&D) em Inteligência Artificial Generativa, onde conduz pesquisas aplicadas voltadas à Zup, empresa de tecnologia que integra o grupo Itaú Unibanco, e seus clientes. Doutor em Ciência da Computação pela UFPE, Gustavo é autor de mais de 100 artigos científicos na área de engenharia de software.

Design estratégico impulsiona conversões em lançamentos digitais em 2025

Em um mercado saturado de promessas genéricas e páginas repetitivas, o design estratégico tem se consolidado como um dos principais diferenciais para conversão em lançamentos digitais. Testes realizados pelo ClickMax, revelaram que mudanças visuais em páginas de vendas impactam diretamente a decisão de compra, em alguns casos mais do que a própria redação persuasiva.

Segundo levantamento da McKinsey, 71% dos consumidores esperam experiências personalizadas e se frustram com comunicações genéricas. Esse comportamento se reflete no design: páginas que oferecem clareza visual, hierarquia bem definida e elementos interativos aumentam em até 30% as taxas de cliques, segundo dados analisados por Thiago Finch, fundador da Holding Bilhon. “Os testes A/B mostram que a estética não é apenas detalhe. Em certos segmentos, ela já tem mais peso que o texto persuasivo. O consumidor decide se confia ou não em segundos, e o visual é a primeira barreira de convencimento”, explica.

Um estudo da Nielsen Norman Group, referência mundial em usabilidade digital, aponta que usuários levam, em média, 50 milissegundos para formar uma primeira impressão sobre um site. Essa percepção inicial, baseada quase totalmente em aspectos visuais, influencia diretamente a confiança e a disposição para continuar navegando. No comércio eletrônico, essa fração de tempo pode ser a diferença entre conquistar um cliente ou perder uma venda.

Além disso, pesquisa da Adobe revelou que 38% dos consumidores abandonam imediatamente um site se o layout for considerado pouco atraente ou confuso. No ambiente de lançamentos digitais, onde o consumidor decide em poucos cliques se vai comprar ou não, essa estatística reforça o peso do design como fator crítico para a conversão. “As pessoas não julgam apenas o produto, mas a experiência completa. Um design desorganizado transmite amadorismo, enquanto uma página clara e bem estruturada gera segurança”, observa Finch.

Essa tendência acompanha a chamada “economia da atenção”. De acordo com estudo da plataforma Prezi, o tempo médio de atenção do usuário nas redes sociais é de menos de três segundos. Nesse intervalo, a disposição visual de uma página pode determinar se o visitante continuará navegando ou abandonará o site. “Você pode ter a melhor oferta do mercado, mas se o layout confundir ou cansar, o clique não acontece”, alerta Finch.

O design estratégico, nesse contexto, vai além da estética: envolve testes constantes de usabilidade, adaptação a diferentes dispositivos e integração com jornadas de funis automáticas. Relatório da Grand View Research mostra que o mercado global de automação de marketing deve crescer 12,8% ao ano até 2030, o que reforça a necessidade de experiências visuais otimizadas dentro desses fluxos digitais.

Finch destaca que, em lançamentos recentes, pequenos ajustes de design representaram grandes diferenças de faturamento. “Em um dos testes, apenas a troca do posicionamento do botão de compra elevou a taxa de conversão em 18%. Isso mostra que design é ciência aplicada, não perfumaria”, afirma.

Para os próximos anos, especialistas apontam que a combinação entre inteligência artificial, personalização de jornadas e design adaptativo deve redefinir a forma como produtos digitais são apresentados ao público. “O futuro das vendas online é invisível e silencioso, mas altamente visual. O cliente não sente que está sendo conduzido, mas está. Essa sofisticação acontece no detalhe do design e na inteligência aplicada aos bastidores”, conclui Finch.

Confira 5 direcionamentos para um design estratégico de páginas de vendas, segundo Thiago Finch:

  1. Hierarquia visual clara
    Organize títulos, subtítulos e botões de ação de forma que o olhar do visitante percorra naturalmente a página. Segundo a Nielsen Norman Group, usuários decidem se permanecem em um site em menos de 50 milissegundos.
  2. Botões de ação em destaque
    Posicione CTAs (call to action) em áreas de maior visibilidade, com cores contrastantes e frases diretas. Testes A/B analisados por Thiago Finch mostraram que a simples troca de posição de um botão elevou a conversão em 18%.
  3. Layout responsivo
    Mais de 60% das compras online no Brasil já acontecem pelo celular, segundo a Ebit|Nielsen. Garantir que a página carregue rápido e seja adaptada para telas menores é essencial.
  4. Menos é mais
    Evite excesso de informações e elementos visuais. Pesquisa da Adobe indica que 38% dos usuários abandonam páginas confusas ou pouco atraentes. Um design limpo transmite profissionalismo e aumenta a confiança.
  5. Prova social em destaque
    Inclua depoimentos reais, avaliações ou selos de segurança. Dados da BrightLocal mostram que 87% dos consumidores leem reviews antes de comprar, o que reforça credibilidade e reduz objeções.

Bitso Business lança relatório sobre a adoção de stablecoins na América Latina em 2025

A Bitso Business – unidade B2B da Bitso que fornece infraestrutura para pagamentos transfronteiriços eficientes e transparentes – lançou hoje, durante a Stablecoin Conference 2025, seu novo relatório Stablecoins Landscape in Latin America’ (Panorama das Stablecoins na América Latina), referente ao primeiro semestre de 2025. O estudo, baseado em uma análise comportamental de uma amostra de mais de 1.300 clientes da Bitso Business, é um desdobramento do relatório Panorama Cripto na América Latina, que já é uma referência no mercado. A nova análise revela um crescimento exponencial na adoção e no uso de stablecoins por empresas em toda a região.

A companhia também apresentou durante a conferência uma nova identidade de marca, que reflete como a Bitso Business vem acompanhando a evolução do mercado nos últimos três anos, tornando-se um parceira confiável de infraestrutura de pagamentos para mais de 1.900 instituições.

As stablecoins estão, rapidamente, se tornando uma das ferramentas mais transformadoras das finanças globais. Segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS), em 2025 as stablecoins ultrapassaram US$ 230 bilhões em valor de mercado, comparado com cerca de US$ 20 bilhões em 2020. Os volumes de negociação diária colocam consistentemente as stablecoins entre os ativos digitais mais transacionados, com USDT e USDC respondendo juntos por mais de 70% de toda a atividade global de criptoativos (CoinGecko, 2025). À medida que empresas e indivíduos buscam alternativas de pagamento mais rápidas, baratas e sem fronteiras, as stablecoins estão criando uma ponte entre as finanças tradicionais e os ativos digitais.

“Na América Latina, não estamos apenas observando essa transformação, estamos liderando-a. Milhares de empresas já confiam na infraestrutura da Bitso Business para pagamentos transfronteiriços e soluções baseadas em stablecoins, que permitem que negócios globais paguem e recebam instantaneamente em moedas locais, com eficiência, transparência e cobertura regulatória”, afirmou Daniel Vogel, CEO e cofundador da Bitso. “E é por isso que dedicamos tempo para ouvir nossos clientes, entender como estão usando as stablecoins e para quais finalidades”.

Principais destaques do relatório Panorama das Stablecoins na América Latina para o 1º semestre de 2025:

  • Crescimento exponencial na adoção institucional
  • A participação das stablecoins no volume total transacionado pela Bitso Business mais do que dobrou entre o 2º semestre de 2024 e o 1º semestre de 2025.
  • Empresas estão integrando cada vez mais stablecoins em operações de tesouraria, câmbio e pagamentos, reforçando seu papel como instrumento confiável para finanças transfronteiriças.
  • Penetração em diferentes setores
  • Adoção se expande além de traders e empresas de remessas, alcançando serviços de pagamento tradicionais e envio de dinheiro.
  • Setores em destaque: crescimento de 68% entre PSPs (Payment Service Providers) e aumento de 5,3 vezes no setor de games.
  • As stablecoins permitem que empresas globais expandam seus negócios de forma mais eficiente a mercados emergentes, oferecendo acesso regulado a moedas fortes sem necessidade de residência ou identificação fiscal nos EUA.
  • Novos casos de uso além das remessas
  • Embora as remessas ainda sejam um motor importante, novos casos de uso ganham protagonismo: câmbio, tesouraria e arbitragem representaram 45% dos volumes de stablecoins da Bitso Business no 1º semestre de 2025.
  • Pagamentos B2B também mantiveram crescimento consistente em comparação com o 1º semestre de 2024.
  • Crescimento consistente em toda a região
  • O México continua na liderança, elevando sua participação nos volumes de transações com stablecoins, passando de 45% no 1º semestre de 2024 para 47% no 1º semestre de 2025.
  • O Brasil ampliou sua participação, com aumento de 2 p.p. no comparativo anual (1º semestre 2024 – 1º semestre 2025).
  • A Colômbia também cresceu 2 p.p. no 1º semestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • A Argentina teve alta de 1 p.p. no comparativo anual (1º semestre 2024 – 1º semestre 2025).
  • Outros países da região ainda estão em estágios iniciais de adoção, mas apresentam crescimento estável à medida que mais indústrias exploram soluções baseadas em stablecoins além das remessas.

Bitso Business: entrando em uma nova era

Daniel Vogel também anunciou, no primeiro dia da Stablecoin Conference 2025, a nova identidade da Bitso Business. O rebranding substitui o tradicional verde da unidade por um tom renovado de azul, simbolizando a consolidação da empresa como um player estratégico de infraestrutura para pagamentos institucionais.

“Quando lançamos a Bitso em 2014, cripto ainda era experimental. Hoje, a Bitso Business é parceira de infraestrutura de pagamentos de mais de 1.900 instituições, ajudando-as a enviar, receber e converter moedas locais por meio da blockchain, de forma mais rápida, barata e totalmente compatível com a regulação”, disse Vogel. “Essa nova identidade reflete a jornada que trilhamos e o futuro que estamos construindo juntos para empresas na América Latina e além”.

Com mais de uma década de atuação na região, a Bitso segue liderando o movimento para tornar o cripto útil, impulsionando tanto o acesso financeiro institucional quanto o de varejo por meio de inovação, confiança e alinhamento regulatório.

Vencedores do Hackathon MXNB:

Na Stablecoin Conference 2025, a Juno – uma empresa da Bitso – anunciou os vencedores do Hackathon MXNB, um desafio global online para remodelar o futuro das finanças. Os prêmios, promovidos em colaboração entre Bitso Business, Arbitrum, QED Investors e Portal, foram concedidos após uma maratona de 4 semanas com o objetivo de criar a próxima geração de soluções de pagamento e DeFi com a stablecoin pareada com o peso mexicano.

Os vencedores por categoria são:

Pagamentos: Kustodia, do México: A Kustodia é uma camada de automação de custódia construída sobre trilhos bancários como o SPEI. Ela permite que qualquer pessoa defina condições programáveis para pagamentos sem a necessidade de advogados ou contas de garantia. Os fundos são liberados somente quando as condições são cumpridas, adicionando confiança e responsabilidade às transações do dia a dia.

DeFi: RoomFi, do México e Bolívia: A RoomFi tokeniza e otimiza contratos de aluguel usando a Arbitrum. Ela transforma depósitos e aluguéis adiantados em pools que geram rendimento e criam credenciais de reputação de inquilinos via NFTs. Com integração nativa com SPEI, ela conecta pagamentos tradicionais às finanças descentralizadas.

Open Arbitrum: ZamnaSec Protocol, do México: ZamnaSec é um firewall on-chain com inteligência artificial para contratos inteligentes. Ele bloqueia transações maliciosas antes que os ataques ocorram, garantindo que apenas transações seguras sejam executadas e registradas na blockchain.

4 passos para otimizar as entregas nas vendas online via marketplace

Com mais de 63% dos brasileiros comprando online regularmente, segundo dados da NZN Intelligence, e os marketplaces respondendo por mais de 80% das vendas no e-commerce nacional, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), investir em uma logística eficiente tornou-se um diferencial estratégico para quem vende pela internet.

Ao mesmo tempo em que os marketplaces ampliam a exposição das marcas e facilitam o processo de venda, eles também impõem desafios logísticos significativos. Atrasos, falhas no controle de estoque e entregas mal gerenciadas afetam diretamente a reputação do vendedor e a experiência do consumidor. A boa notícia é que
esses gargalos podem ser evitados com planejamento e tecnologia.

“Com o crescimento exponencial do e-commerce e a força dos marketplaces, o consumidor está mais exigente do que nunca. Ter uma operação logística eficiente deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência do mercado. Quem investe em planejamento e tecnologia sai na frente, garantindo não só entregas mais rápidas, mas também uma experiência de compra que fideliza o cliente”, afirma Rodrigo Garcia, diretor-executivo da Petinoli Soluções Logísticas.

Pensando nisso, ele listou 4 passos para otimizar as entregas dos itens adquiridos via marketplace:

Gestão de estoque como pilar logístico

O primeiro passo para garantir agilidade nas entregas é ter uma gestão de estoque atualizada e integrada aos canais de venda. “A automatização dos processos é indispensável para quem opera em marketplaces. Quando sistemas de ERP, estoque e plataformas de venda não conversam entre si, o risco de vender um item indisponível ou atrasar uma entrega aumenta muito”, alerta Garcia.

Segundo ele, o ideal é que o lojista utilize ferramentas que sincronizem o estoque em tempo real com os principais canais, evitando perdas e otimizando o giro de produtos. “Hoje é possível trabalhar com inteligência de dados para prever demanda e manter um nível de estoque ajustado, reduzindo custos com armazenagem e excesso de produto parado.”

Escolha dos parceiros de entrega

Outro ponto crítico é a definição dos parceiros logísticos. Para Rodrigo, é preciso ir além do menor preço. “Nem sempre o frete mais barato é o melhor. Entregas atrasadas geram devoluções e avaliações negativas, que prejudicam a performance do seller dentro do marketplace. O ideal é trabalhar com múltiplas transportadoras e usar plataformas que escolham automaticamente a melhor opção para cada região”, pondera o executivo.

Cross-docking e fulfillment

Modelos como o cross-docking, em que o produto é enviado direto do fornecedor para o cliente final, e o fulfillment, em que o marketplace cuida da armazenagem e logística, também ganham espaço como alternativas eficientes para reduzir prazos e complexidade.

“Para vendedores que estão crescendo, delegar a logística para o próprio marketplace pode ser uma virada de chave. Além de melhorar os prazos, isso aumenta a visibilidade do produto nas buscas, já que muitos algoritmos priorizam ofertas com entrega rápida e garantida”, complementa Garcia.

Satisfação garantida

O resultado de uma operação logística eficiente aparece nos indicadores de recompra, fidelização e reputação digital. “Quando o cliente recebe o produto no prazo, em perfeitas condições e com um bom atendimento no pós-venda, ele tende a voltar. Essa é a base de uma operação escalável e sustentável no mundo dos marketplaces”, finaliza o especialista.

Como o Google está redefinindo o trabalho e os negócios em 2025 com inteligência artificial? Especialista explica

O ano de 2025 está sendo marcante e histórico, assumindo um papel de ponto decisivo na relação entre tecnologia e produtividade corporativa. A consolidação da inteligência artificial como aliada estratégica nos negócios ganha força com a adoção massiva de soluções práticas e o Google está se colocando no centro dessa transformação.

A integração do Google Gemini ao ecossistema Workspace, somada a inovações como o AI Overviews e o novo Modo IA no buscador, tem redefinido como profissionais executam tarefas rotineiras, tomam decisões e se comunicam dentro e fora das empresas.

O cenário geral confirma essa transformação. Segundo uma pesquisa da Conversion em parceria com a ESPM, 98% dos brasileiros já conhecem ferramentas de IA generativa e 93% as utilizam de alguma forma. Quase metade (49,7%) afirma usá-las todos os dias. No ambiente corporativo, o movimento é ainda mais forte: 93% das organizações brasileiras já começaram a explorar ferramentas de IA generativa, e 89% estão executando experimentos com essa tecnologia, conforme o levantamento da AWS em parceria com a Access Partnership. 

“O que o Google está fazendo em 2025 não é apenas lançar novidades tecnológicas. É traduzir inovação em ganhos reais de produtividade, com ferramentas que cabem na rotina de qualquer empresa, seja ela uma startup ou uma grande corporação”, afirma o especialista em vendas, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e CEO da Receita Previsível, Thiago Muniz.  

Por que o ecossistema Google importa agora?

Conforme dados da companhia, o Google processa mais de 5 trilhões de buscas por ano, com cerca de 2 bilhões de usuários diários. Um dos recursos mais recentes, o AI Overviews — que gera resumos com base em IA — soma 1,5 bilhão de usuários ativos mensais em mais de 140 países.

A base consolidada e familiar de usuários permite que a big tech entregue atualizações com impacto imediato. “O diferencial do Google neste momento não é apenas a inovação, mas a capacidade de transformar tecnologia em produtividade real. O Gemini, por exemplo, já está economizando horas de trabalho e contribuindo para tomadas de decisões mais rápidas e embasadas”, analisa Thiago Muniz.   

Como usar as novas ferramentas Google para ganhar tempo e melhorar decisões

  1. Gemini integrado ao Workspace: produtividade sem barreiras

Uma das mudanças mais impactantes deste ano foi a liberação total do Gemini para os planos Business e Enterprise do Google Workspace — sem custo adicional. A taxa mensal de US$ 20 por usuário foi eliminada, permitindo o acesso em larga escala a funcionalidades como:

  • Geração automática de e-mails com tom personalizado
  • Criação de apresentações com sugestões visuais e de conteúdo
  • Resumos inteligentes de reuniões
  • Análises de planilhas complexas com linguagem natural

“O Gemini está economizando horas de trabalho diariamente. Além de agilizar, ele melhora a qualidade da comunicação interna, ajuda os times a se organizarem melhor e eleva o nível das entregas”, comenta Muniz. 

2. Publicidade inteligente: Performance Max com IA avançada

O Google Ads também foi turbinado. O Performance Max agora oferece mais transparência e controle, inclusive permitindo a exclusão de palavras-chave negativas. A IA atua de forma ainda mais preditiva, otimizando campanhas em tempo real com base nos objetivos de conversão e no comportamento do público-alvo.

Para Muniz, a nova geração de publicidade automatizada representa uma vantagem competitiva clara. “Com as novas configurações, ficou mais fácil medir ROI e ajustar a rota das campanhas em tempo real. Isso é especialmente útil para pequenas empresas que não têm equipes robustas de marketing, mas querem competir com inteligência”, analisa. 

3. Modo IA no buscador: respostas mais ricas e personalizadas

Outro marco é o lançamento global do “Modo IA” no buscador do Google, que usa o modelo Gemini 2.5 para entregar respostas mais completas, contextualizadas e visuais a perguntas complexas. A ferramenta vai além do tradicional “resultado com link”, oferecendo resumos, comparações e até recomendações em tempo real — inclusive com vídeos ao vivo, com a busca se tornando, de fato, um assistente inteligente.

4. Reuniões, e-mails e organização automatizada com o Google Beam e o novo Gmail

O Google Beam, nova plataforma de reuniões, também se destaca. Ela usa IA para transformar encontros virtuais em experiências mais próximas das presenciais, com reconhecimento de fala, legendas contextuais e insights pós-reunião.

Já o Gmail, com o suporte do Gemini, agora responde automaticamente e com empatia às mensagens, usando dados do histórico de e-mails e documentos do Drive. A IA organiza a caixa de entrada, sugere compromissos e ainda adapta o tom das mensagens, seja mais informal, técnico ou institucional.

“Tudo isso traz um salto de usabilidade, sem que o profissional precise ‘brigar’ com a ferramenta, porque agora ela trabalha por ele, fazendo uma leitura mais fiel à sua forma de se comunicar”, destaca Muniz.

5. AI Overviews: a nova cara da busca em mais de 40 idiomas

As AI Overviews, lançadas no Brasil em 2024, agora estão disponíveis em mais de 200 países e territórios, com suporte a mais de 40 idiomas, incluindo árabe, chinês, malaio e urdu. Elas oferecem resumos rápidos com links complementares, impulsionando o uso da busca em países como EUA e Índia em até 10%, segundo o Google.

Nos bastidores, tudo é alimentado pelo Gemini 2.5, com capacidade de entender contextos, adaptar linguagem e entregar conteúdo personalizado por perfil de usuário.

Chegou a nova era do trabalho?

O avanço das soluções do Google reflete um novo momento no ambiente corporativo. Segundo a Deloitte, 25% das empresas que utilizam IA generativa implantarão agentes de IA até o final de 2025, o que deve impulsionar a otimização de fluxos de trabalho, aumento da produtividade e eficiência operacional em diversas áreas. 

Muniz analisa o impacto mais profundo da IA nas empresas brasileiras: “O que estamos presenciando é uma democratização real da tecnologia. Antes, apenas grandes companhias podiam pagar por automação de ponta. Agora, qualquer empresa com Google Workspace tem acesso às mesmas soluções. Isso nivela o jogo e impulsiona a inovação em larga escala”. 

Apesar dos avanços e da popularização das soluções de IA generativa, a adoção em larga escala ainda enfrenta desafios que não podem ser ignorados. Entre eles, estão as preocupações com a privacidade e segurança dos dados corporativos, a necessidade de treinamento contínuo das equipes para uso eficaz das novas ferramentas e os riscos de dependência excessiva da tecnologia para tarefas estratégicas. Além disso, empresas de menor porte podem encontrar barreiras técnicas ou culturais para incorporar essas soluções ao seu dia a dia. “A inovação é poderosa, mas precisa ser acompanhada de políticas claras de governança e educação digital”, conclui Thiago Muniz.

Receita Previsível

A Receita Previsível é uma Metodologia referência em estratégias de vendas e crescimento escalável para vendas B2B no mundo todo. Criada a partir do Best-seller Predictable Revenue, a bíblia de vendas do vale do Silício.  Thiago Muniz como CEO no Brasil e Sócio do Aaron Ross e oferece consultoria, treinamentos e cursos que ajudam negócios a estruturarem processos comerciais que tragam receita previsível e escalável. Com uma abordagem baseada em especialização de papéis, processos de vendas e Marketing eficientes e cultura como diferencial competitivo, a Receita Previsível já impactou centenas de empresas como Canon e Sebrae Tocantins, potencializando suas receitas e consolidando sua presença no mercado. Para saber mais, acesse o site Receita Previsível ou LinkedIn.

Consumidores podem economizar até 30% na escolha do crédito com apoio de plataforma inteligente

Zupera, plataforma de inteligência financeira lançada em abril, já soma 30 mil usuários e cresceu 10 mil apenas no último mês. A ferramenta permite simular e comparar diferentes produtos financeiros, o que pode gerar economia de até 30% na contratação de crédito ou financiamento. Com base em algoritmos que utilizam dados do Banco Central e das ofertas disponíveis no mercado, a plataforma gera simulações personalizadas, calcula o impacto de cada decisão de crédito e indica se o custo está acima ou abaixo da média.

O modelo garante mais transparência e confiabilidade para o consumidor, além de sugerir alternativas para reduzir riscos financeiros. “A transparência que oferecemos, aliada a análises de diversos cenários, permite que os consumidores tomem decisões financeiras mais estratégicas e menos arriscadas”, comenta Elisa Manzato, CEO da Zupera. 

Com tarifas de importação em alta e oscilações cambiais que elevam custos, a necessidade de transparência nas condições de crédito se torna ainda maior. A Zupera permite comparar alternativas como financiamento imobiliário, consórcio, home equity e investimentos, garantindo decisões mais seguras e alinhadas ao perfil financeiro de cada usuário. “A Zupera facilita a tomada de decisão em tempos de incerteza econômica, oferecendo uma plataforma inteligente que ajuda o consumidor a encontrar a melhor forma de financiar suas compras e proteger seu orçamento contra flutuações inesperadas”, explica Manzato.

Com a experiência internacional de sua CEO, a empresa tem direcionado esforços para ampliar o acesso à educação financeira e tornar mais transparente a contratação de crédito e financiamento no país. O crescimento acelerado da base de usuários evidencia a demanda por ferramentas que ajudem a navegar em um cenário econômico instável, marcado por altas de custos e incertezas cambiais. A proposta da plataforma é oferecer recursos que apoiem escolhas mais conscientes e de longo prazo. “Nossa missão é garantir que as pessoas saibam como aproveitar ao máximo as oportunidades financeiras, minimizando riscos e maximizando resultados”, finaliza Elisa Manzato.

GFT Technologies anuncia Fabiana Piesigilli como nova COO no Brasil

 A GFT Technologies, empresa global de transformação digital centrada em Inteligência Artificial (IA), anuncia a chegada de Fabiana Piesigilli como nova Chief Operating Officer (COO) no Brasil, desde o início de agosto. Com mais de 23 anos de atuação no mercado liderando projetos de transformação digital e estratégia de TI em empresas do setor financeiro no Brasil e exterior, Fabiana tem como principal objetivo combinar a visão AI-Centric e orientada ao cliente com o crescimento sustentável da companhia, garantindo que a GFT no país continue sua expansão com eficiência sem abrir mão da agilidade.

Para isso, pretende combinar visão estratégica, capacidade de execução, foco em excelência operacional e proximidade com os times e clientes. “Somos uma empresa AI-Centric e contamos com ferramentas próprias, como o Wynxx, que acelera etapas importantes do ciclo de desenvolvimento de software. Nesse ambiente extremamente competitivo, precisamos continuar nos diferenciando por meio da inovação contínua e excelência na execução”, afirma.

Por isso, um de seus desafios será o de continuar liderando a evolução tecnológica da GFT local, mantendo o time atualizado e conectado com as necessidades reais do mercado e dos clientes. Essa visão está totalmente alinhada ao objetivo estratégico da empresa de ser o melhor parceiro em transformação digital centrada em IA responsável do mundo. A GFT no Brasil registrou aumento de 38% no quadro de pessoas em 2024 e 18% em receitas. E o plano global da GFT para os próximos cinco anos é ambicioso: passar de € 871 milhões de receita em 2024 para cerca de € 1,5 bi em 2029. “Em breve, a IA se tornará commodity tanto para o mercado de consultoria como para os clientes. Então, é essencial se antecipar às mudanças e tendências que já estão acontecendo”.

Outro objetivo importante da GFT, que Fabiana dará apoio, é o de expandir a presença da companhia em outros segmentos que a empresa atua, além do financeiro. Fabiana acredita que com a força do time e a expertise da companhia em transformação digital e IA, há muito espaço para colaboração e crescimento consistente.

Fabiana traz à GFT sua vasta experiência em grandes consultorias e instituições financeiras, como C6 Bank, Accenture e Everis (atual NTT Data), à frente de projetos de arquitetura de TI, implantação de core bancário e transformação de áreas de negócios. Também, já esteve ‘do outro lado do balcão’, como gestora de portfólio e cliente de serviços de tecnologia. É essa trajetória que a ajudará a entender com profundidade os desafios da operação e dos clientes, para atuar de forma estratégica em ambientes complexos, com foco em soluções concretas e clareza de propósito.

Para alcançar os resultados pretendidos, a executiva pretende engajar o time por meio de uma visão compartilhada, incentivo ao desenvolvimento contínuo e reconhecimento de conquistas, com base em um modelo de liderança que prioriza a proximidade, confiança, escuta ativa com clareza de objetivos e empatia. “Quero manter um ambiente em que as pessoas se sintam pertencentes e motivadas a dar o seu melhor. A GFT é uma empresa com cultura forte e valores sólidos que me identifico profundamente. São diferenciais importantes para atrair, engajar e reter talentos”, acrescenta.

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