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The post-Black Friday marks the beginning of a new cycle for e-commerce In the dynamic and ever-evolving landscape of retail, Black Friday stands as a monumental event that significantly impacts consumer behavior and business strategies. However, the period following Black Friday is equally critical, as it not only signals the culmination of the holiday shopping season but also heralds the start of a new cycle for e-commerce. Post-Black Friday, retailers face the challenge of sustaining momentum and continuing to drive sales. This phase requires a strategic pivot, as businesses must adjust their marketing efforts, inventory management, and customer engagement tactics to keep the momentum going. One of the key aspects of this period is the Cyber Monday sales, which have become an essential extension of Black Friday promotions. Cyber Monday allows retailers to offer additional discounts and deals, encouraging consumers to continue their shopping spree online. Beyond Cyber Monday, the post-Black Friday period is an opportunity for e-commerce businesses to analyze the performance of their Black Friday campaigns. This analysis involves evaluating sales data, customer feedback, and overall market response. Such insights are invaluable for refining future marketing strategies, understanding consumer preferences, and identifying areas for improvement. For instance, if certain products performed exceptionally well during Black Friday, retailers might stock up on similar items for upcoming sales events. Conversely, if specific promotions did not yield the expected results, businesses can learn from these experiences to avoid repeating the same mistakes. Moreover, the post-Black Friday phase is a time for e-commerce platforms to address any operational challenges that arose during the peak shopping period. This includes resolving technical issues, optimizing website performance, and ensuring that customer service teams are well-prepared to handle increased inquiries and support requests. By addressing these challenges promptly, businesses can enhance the overall customer experience and build trust with their audience. Additionally, the post-Black Friday period is an excellent time for e-commerce businesses to engage with their customers through various marketing channels. Email campaigns, social media interactions, and personalized recommendations can help maintain customer interest and loyalty. By staying connected with their audience, businesses can foster a sense of community and encourage repeat purchases. For example, sharing behind-the-scenes content, customer success stories, or exclusive previews of upcoming products can create excitement and anticipation among customers. Furthermore, the post-Black Friday period allows e-commerce businesses to explore new market opportunities and expand their reach. This might involve entering new geographic regions, targeting different demographic segments, or experimenting with new product categories. By diversifying their offerings and exploring new avenues, businesses can tap into previously untapped markets and drive growth. In conclusion, the post-Black Friday period is more than just the aftermath of a major sales event; it is the beginning of a new cycle for e-commerce. It presents a unique opportunity for businesses to reflect on their strategies, address operational challenges, engage with customers, and explore new growth opportunities. By leveraging this period effectively, e-commerce businesses can set the stage for continued success in the competitive world of online retail.

Por Jasper Perru , head de Groth & Performance do ecossistema ANYTOOLS

A Black Friday deixou de ser uma corrida de 24 horas para se tornar um ciclo estratégico de pelo menos 60 dias. O varejo online brasileiro vive hoje um modelo em que outubro aquece, novembro se converte e dezembro se consolida, e quem continua planejando como se tudo se resumisse a um único pico está ficando para trás. 

Uma análise do ANYMARKET sobre o mercado de marketplace confirma que, embora o crescimento da Black Friday permaneça relevante, sua dinâmica mudou de forma estrutural. Considerando as vendas de outubro e novembro, o GMV avançou 39,5% e o volume de pedidos cresceu 26,07% na comparação anual. A sexta-feira de Black Friday registrou alta de 44,93% em GMV em 2025, enquanto o período até a Cyber Monday acumulou crescimento de 43,97%. 

No entanto, esses resultados vieram acompanhados de uma perda de concentração das vendas ao longo do mês. A participação da Black Friday e da Cyber Monday no total de vendas de novembro recuou de 24,7% em 2024 para 23,7% em 2025, evidenciando uma redistribuição da demanda para outros momentos do calendário. O 11/11 surge como um dos principais vetores dessa diluição, ao apresentar crescimento expressivo de 155,9% em 2025 frente à mesma data do ano anterior, consolidando-se como um novo pico relevante dentro do mês.

Esse crescimento não nasce do acaso: é resultado direto de um consumidor mais criterioso e consciente, de marketplaces mais competitivos e de sellers mais maduros, capazes de alinhar estoque, dados e operação para aproveitar uma janela comercial que, hoje, dura quase um trimestre. Em debates internos, com parceiros que trabalham ativamente no setor, não falamos mais em uma data isolada, mas em um trimestre estratégico. Isso exige integração real entre canais, ERP, logística e atendimento, com qualquer ruptura ou atraso tem impacto direto em reputação e visibilidade.

Os dados internos reforçam a tese: nesta última Black Friday, o ANYTOOLS participou de 10% de todo o e-commerce brasileiro. Um movimento desse porte só acontece quando sellers operam com qualidade, profundidade de estoque e inteligência comercial. A gestão preditiva e a preparação começam meses antes, com ajustes de infraestrutura, novos backlogs de funcionalidades, alinhamento entre atendimento e estratégia e aproximação direta com marketplaces. O resultado é uma operação capaz de sustentar picos sem incidentes e transformar dados em vantagem competitiva.

Outro fator determinante é o comportamento do consumidor. A venda diluída ao longo do mês e a disputa por atenção, impulsionada por afiliados, lives, cupons e ofertas relâmpago, tornam o cenário ainda mais competitivo. Os marketplaces, com tráfego massivo e disposição para investir, ampliaram seu protagonismo. Sellers preparados souberam usar isso a seu favor: garantiram visibilidade, aumentaram o catálogo, negociaram ações agressivas e aproveitaram campanhas patrocinadas pelos próprios marketplaces. E a tendência deve seguir em dezembro, já que as plataformas querem fidelizar a fatia de mercado conquistada em novembro.

Em paralelo, a automação desponta como o maior divisor de águas. A sincronização de estoque, a criação de kits inteligentes, a aplicação de regras comerciais específicas por canal e o controle rigoroso de pedidos evitam erros caros, não apenas em dinheiro, mas em reputação. O desconto puro virou armadilha. Sem estratégia, o seller vende, mas lucra menos.

O pós-venda também ganhou protagonismo. Com o aumento de compras impulsivas, cresce o volume de dúvidas, cancelamentos e devoluções. Identificar padrões por canal, produto ou transportadora permite respostas mais rápidas e eficientes. A IA acelera diagnósticos e libera equipes para resolver casos complexos. Ignorar o pós-venda significa perder margem, reputação e exposição futura.

Outro ponto crítico é a conciliação financeira. Em semanas repletas de regras especiais de comissão, rebates e cupons, qualquer divergência corrói a margem. Sellers que não conciliam por SKU, canal e período correm o risco de pagar comissões acima do acordado e comprometer o resultado da campanha.

No saldo final, a Black Friday deste ano pode ser destacada na maturidade dos sellers e na força de ecossistemas. As visitas realizadas a grandes operações durante a semana reforçaram parcerias, garantiram confiança e mostraram o impacto real das soluções do grupo na vida dos profissionais por trás de operações gigantes.

A visão que se impõe para 2025 é clara: o e-commerce entrou em uma era mais competitiva, orientada a dados, centrada em automação e baseada em previsibilidade. O desafio do seller deixa de ser “vender muito em novembro” e passa a ser “performar bem durante todo o trimestre estratégico”. O pós-Black Friday, e não a data em si, é o verdadeiro diferencial. Quem domina esse ciclo vende mais e vende melhor.

E-Commerce Uptate
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