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Mercado Livre Apresenta Resultados Mistos no 4T25: Receita Cresce, Lucro Cai em Meio a Investimentos Estratégicos

O Mercado Livre divulgou seus resultados financeiros para o quarto trimestre de 2025, revelando um cenário de crescimento robusto na receita, mas com uma queda no lucro líquido. A gigante do e-commerce e fintech da América Latina enfrentou desafios de margem em meio a investimentos significativos em logística e serviços financeiros, gerando otimismo cauteloso entre os analistas.

Desempenho Financeiro e Operacional

O Mercado Livre registrou uma receita líquida de US$ 8,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, superando as expectativas de Wall Street. Esse crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionado pelo forte desempenho em seus principais mercados, como Brasil e México. No entanto, o lucro líquido apresentou uma queda de 12,5%, totalizando US$ 559 milhões, o que ficou aquém das projeções de US$ 587 milhões dos analistas. A companhia atribuiu essa redução a investimentos estratégicos em serviços de crédito e expansão logística.

O volume bruto de mercadorias (GMV) no segmento de e-commerce cresceu 37% em dólares, alcançando US$ 19,9 bilhões. O número de compradores únicos aumentou 24%, superando 83 milhões, e os itens vendidos somaram 752 milhões, um crescimento de 43%. O Brasil e o México se destacaram com um crescimento de GMV em moeda constante (FXN) de 35%, e um aumento de 45% nos itens vendidos em ambos os países. A Argentina também apresentou um bom desempenho, com GMV FXN de 42% e 36% de crescimento em itens vendidos.

O Papel do Mercado Pago

O braço financeiro, Mercado Pago, demonstrou resiliência e crescimento. A receita do Mercado Pago aumentou 51% em dólares, chegando a US$ 3,8 bilhões. O número de usuários ativos mensais atingiu cerca de 78 milhões, um avanço de 27%. Os ativos sob gestão (AUM) cresceram 78% para US$ 18,8 bilhões, e a carteira de crédito expandiu 90% para US$ 12,5 bilhões. A inadimplência no cartão de crédito, entre 15 e 90 dias, atingiu uma mínima histórica de 4,4%. O volume total de pagamentos (TPV) somou US$ 83,7 bilhões, um aumento de 42%, com 4,5 bilhões de transações registradas.

Desafios e Perspectivas Futuras

Apesar do crescimento da receita, a compressão das margens brutas, que recuaram de 52,7% em 2024 para 43,3% no último reporte, é um ponto de atenção. Os investimentos em frete grátis e promoções para competir com rivais asiáticos, além da expansão da oferta de crédito, impactaram a rentabilidade de curto prazo. Analistas observam de perto a capacidade da empresa de repassar custos sem perder volume e a sustentabilidade da geração de caixa operacional para suportar a alavancagem.

O mercado aguarda sinais de que a estratégia de investimentos resultará em eficiência e recuperação das margens no médio prazo. A empresa, que negocia a um múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 60x, não tem margem para erros. A transição de liderança, com Ariel Szarfsztejn assumindo como CEO em 1º de janeiro de 2026, também marca um novo capítulo para a gigante sul-americana.

Fontes

E-Commerce Uptate
E-Commerce Uptatehttps://www.ecommerceupdate.org
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