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Consumo cresce na América Latina, mas marcas comerciais perdem espaço

A América Latina registrou, no segundo trimestre de 2025, o 11º período consecutivo de crescimento no consumo de bens massivos, com avanço de 1,6% em volume. Apesar do desempenho positivo, apenas 41% das marcas comerciais conseguiram conquistar novas ocasiões de venda – a menor taxa registrada nos últimos cinco anos. É o que aponta a nova edição do estudo Consumer Insights 2025, produzido pela Worldpanel by Numerator.

Essa dualidade reflete o atual cenário de consumo na região. A cesta de compras do latino-americano tornou-se mais fragmentada, com consumidores explorando mais canais (média de 9,5 por ano) e mais marcas (97 diferentes), mas com menor frequência de compra – 80% das categorias registraram queda nesse indicador.

Em relação aos canais, e-commerce, lojas de desconto e atacarejos são os únicos formatos que sustentam o crescimento em frequência, com altas de 9%, 8% e 4%, respectivamente. Juntos, eles somaram 500 milhões de ocasiões de compra adicionais em comparação ao ano anterior. O canal tradicional, por outro lado, foi o principal responsável pela retração, com queda de 14%.

As marcas mainstream, inclusive, foram as mais impactadas por esse novo comportamento do consumidor, com recuo de 5,6% na frequência de compra e de 3% no número de unidades por cliente. Em contrapartida, as opções premium e próprias avançaram tanto em frequência (0,9% e 1,4%, de modo respectivo) quanto em volume (4% e 9%).

“O estudo mostra que 95% das marcas que cresceram em volume o fizeram por meio do ganho de presença nos lares – o que reafirma a importância de alcançar novos compradores como principal alavanca de ascensão. A combinação entre presença nos lares e frequência, no entanto, provou ser a estratégia mais eficiente, uma vez que 50% das empresas que cresceram por dois anos consecutivos adotaram essa estratégia”, salienta Marcela Botana, Diretora de Desenvolvimento de Mercado na América Latina da Worldpanel by Numerator.

Ainda é válido destacar que o comportamento do consumidor latino-americano se mostra mais aberto à experimentação. Mais de 90% das categorias ganharam presença nos lares em 2025, mesmo diante da tendência de menor repetição de compra. O crescimento está mais concentrado entre as categorias prescindíveis (81%), mas também alcança as essenciais (70%), indicando que há espaço para expansão mesmo em mercados já consolidados.

O relatório trimestral Consumer Insights monitora de forma contínua o comportamento de consumo dos latino-americanos, com foco nos segmentos de alimentos, bebidas, produtos de limpeza e itens de higiene e beleza. A edição do segundo trimestre de 2025 contempla dados de nove mercados: América Central (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e República Dominicana), Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru.

Novo livro de Guilherme Enck mostra como investir em startups e aproveitar a onda de inovação no Brasil

Chega ao mercado editorial em livrarias físicas e online o livro “Como Investir Em Startups: Da Teoria à Prática – Um Manual Completo Para Começar Com Segurança” , de Guilherme Enck, especialista em investimentos e empreendedorismo no Brasil. Publicado pela Editora Gente e com lançamento oficial previsto para setembro deste ano, a obra apresenta uma metodologia prática e estruturada para investir em startups, oferecendo aos leitores um guia acessível e confiável para surfar a onda de inovação e empreendedorismo que se consolida no Brasil. O livro já está disponível para pré-venda e quem fizer a compra de um exemplar antes do lançamento, garante a participação na edição inaugural do desafio “Empreendedor em 21 dias” conduzida pelo autor do título.

Gaúcho com formação em Engenharia de Produção e especialização em Engineering Management pela Loughborough University (Reino Unido), Enck construiu uma sólida trajetória no mercado financeiro e no empreendedorismo. Ele atuou em fusões e aquisições e fundou diversas fintechs, destacando-se como  cofundador da Captable. Este último empreendimento se consolidou como a maior plataforma de investimentos em startups do Brasil, viabilizando a captação de mais de R$ 100 milhões para cerca de 60 empresas. Sua vivência é de quem “é empreendedor desde antes de sair da faculdade”, o que reflete sua profunda imersão prática no setor.

Na Captable, empreendimento responsável por inserir mais de 7.500 pessoas no universo de investimentos em startups, Enck também se destacou como educador: conduziu cursos, palestras e workshops voltados a ajudar poupadores de todos os perfis a compreender e aproveitar, com método e segurança, as oportunidades do ecossistema de inovação.

Toda essa trajetória deu origem a  “Como Investir Em Startups: Da Teoria à Prática – Um Manual Completo Para Começar Com Segurança”, que possui como grande diferencial ser um guia prático e atualizado para a complexa realidade brasileira, abordando a cultura, a economia e as leis locais. A obra preenche uma lacuna editorial ao oferecer uma perspectiva de quem realmente vivenciou o ecossistema, compartilhando histórias autênticas, sucessos e, fundamentalmente, os aprendizados extraídos de falhas. 

Em uma leitura leve e descontraída, o conteúdo vai muito além da teoria, aprofundando-se em métodos de análise, valuation e estratégias de portfólio, sempre contextualizados para as particularidades do mercado nacional. Entre os temas abordados, destaca-se a “Lei de Potência”, que demonstra como o sucesso no Venture Capital pode advir de poucas, mas estratégicas e bem-sucedidas, apostas.

“A geração de valor está migrando das estruturas tradicionais para o ecossistema de inovação. Todo mundo está vivendo isso, basta prestar atenção a todas as ferramentas e soluções que usamos no nosso dia a dia. Se o grande epicentro da criação de valor da economia está mudando, é natural que tenhamos que ajustar a nossa forma de investir. Quem insistir em ficar restrito apenas ao mercado financeiro tradicional deixará essa onda passar”, declara Guilherme Enck. 

Ele complementa: “Passou o tempo que investir em startups era só para grandes fundos. Todo investidor deveria ter ao menos um percentual pequeno do seu patrimônio alocado nessas empresas. O meu papel é ensiná-los a fazer isso — mas de forma sóbria, cuidadosa, consistente e adaptada à natureza de longo prazo dessa classe de ativos”, finaliza. 

Com “Como Investir Em Startups: Da Teoria à Prática – Um Manual Completo Para Começar Com Segurança” , Enck não apenas informa, mas inspira, solidificando sua posição como uma voz essencial para quem busca prosperar no mercado de inovação e impulsionar o crescimento de empresas com impacto real e duradouro. 

O autor destinará toda a renda com direitos autorais do livro para a Fundação Tênis, Organização Não Governamental (ONG) sem fins lucrativos que promove a transformação social de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade há mais de duas décadas por meio do esporte e da formação profissionalizante. 

Do armazém à gôndola: como o layout logístico impulsiona as vendas no varejo

O crescimento do varejo brasileiro vem acompanhado de novos desafios logísticos. A pressão por prazos curtos, variedade de produtos e disponibilidade constante nas prateleiras fez do layout dos armazéns um diferencial competitivo. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio varejista acumulou crescimento de 4,7% em 2024, registrando o oitavo ano consecutivo de ganhos. Já no varejo ampliado, que inclui veículos, itens automotivos, materiais de construção e atacados de alimentos e bebidas, o resultado foi positivo em 4,1%, superior ao de 2023 (2,3%). Dado o potencial do segmento, a eficiência operacional tornou-se vital para se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo.

Para Giordania Tavares, CEO da Rayflex, referência nacional na fabricação de portas rápidas no Brasil e na América Latina, o impacto do planejamento é direto nos resultados: “Quando o layout de um armazém é bem projetado, garante maior aproveitamento do espaço, reduz perdas e melhora o fluxo de abastecimento das lojas, refletindo na experiência de compra do cliente final”, explica.

O modelo de layout adotado varia conforme a necessidade de cada operação, mas deve atender a requisitos, tais como: movimentação de materiais, equipamentos e operadores; estocagem dos itens de maneira correta; capacidade de estoque em dimensão e altura para disposição dos insumos; otimização do fluxo de entrada e saída; e limpeza. Confira alguns modelos eficientes:

  • Formato em L: este tipo de design é muito utilizado, pois nele as áreas de docas ficam em cada extremidade do armazém, enquanto o estoque fica concentrado no meio, no local em que ocorre o ângulo de 90º;
  • Design em I: neste formato o funcionamento é o mais simples, pois em cada ponta ficam os locais de docas e ao centro todo os produtos estocados,  permitindo o livre trânsito das mercadorias com a movimentação de colaboradores e máquinas. É recomendado quando o espaço é grande e o volume de produtos também é alto;
  • Formato em U: devido ao design simples e de fácil replicação pode ser utilizado em qualquer tipo de lugar. O recomendável é alocar as docas lado a lado, nas extremidades do “U”, enquanto o estoque de produtos disposto ao fundo ocupa a maior área do armazém, no semicírculo da letra.

Estes formatos ajudam a organizar corredores, estoques e áreas de carga e descarga de acordo com o volume e a diversidade de mercadorias. “Quando aliados a recursos tecnológicos, como sistemas de gestão de estoque (WMS), endereçamento digital e portas rápidas automáticas, esses modelos asseguram agilidade, segurança e rastreabilidade em toda a cadeia. A instalação de portas rápidas automáticas sob medida, por exemplo, atuam na correta vedação e contribuem para a agilidade no fluxo de pessoas em cada ambiente, respeitando as particularidades do local e com influência direta no resultado das operações logísticas”, avalia a especialista. 

O consumidor pode não enxergar o armazém, mas sente seus reflexos: prateleiras abastecidas, maior variedade e entregas dentro do prazo. O layout deixou de ser apenas um detalhe operacional e se tornou estratégico para o sucesso do varejo. Ele está diretamente ligado à fidelização e à competitividade das marcas”, conclui Giordania.

Checkout inteligente aumenta conversões em até 32% e ticket médio em 27% para PMEs

A Yever, fintech brasileira de pagamentos, lança uma tecnologia de checkout que eleva em até 32% as conversões e aumenta em 27% o ticket médio de e-commerces, reforçando o potencial da etapa final da compra como ponto decisivo de vendas. Voltada principalmente para pequenas e médias empresas, a solução já apresenta resultados consistentes em segmentos como moda, beleza, saúde, casa e decoração. Mais de 3.000 lojas no Brasil utilizam o checkout inteligente, processando milhões de reais por mês com crescimento contínuo.

A solução adota uma estrutura modular e personalizável, permitindo que o lojista configure a jornada de compra sem apoio técnico. Entre os recursos estão upsell one-clickorder bump, personalização por produto, análise de comportamento, barras de progressão gamificadas e estímulos visuais que orientam e incentivam o consumidor até a conclusão da compra. A tecnologia integra-se aos principais sistemas de loja e plataformas de tráfego, como Facebook e Google, garantindo rastreamento preciso e ajustes em tempo real com base em dados.

Para Andrews Vourodimos, CEO e fundador da Yever, o diferencial está na forma de pensar a etapa final da compra. “Ela pode ser mais do que um simples formulário. Quando bem trabalhada, aumenta o faturamento, reduz abandonos e fideliza clientes, sem que o lojista precise investir mais em mídia. Nosso objetivo é transformar o momento do sim em um motor de crescimento”, afirma.

Em um caso recente, uma PME do setor de moda feminina registrou aumento de 35% nas vendas e 22% no ticket médio no primeiro mês após adotar o sistema. “O diferencial é que o próprio lojista pode ajustar a estratégia de vendas no checkout, sem depender de desenvolvedores ou agências, o que acelera o retorno e aumenta a competitividade frente a grandes players”, destaca Vourodimos. Yever planeja expandir o potencial do checkout inteligente com novos módulos de recomendação de produtos baseada em inteligência artificial e integrações adicionais para ampliar a eficiência operacional dos lojistas.

M3 Lending aporta R$ 500 mil na startup de inteligência artificial Valence

No país com o maior ecossistema de fintechs da América Latina, a mineira M3 Lending quer ocupar um espaço estratégico e facilitar o crédito para pequenas e médias empresas (PMEs) com tecnologia de ponta e processos descomplicados. Para isso, a fintech acaba de anunciar um aporte de R$ 500 mil na Valence, startup também de Minas Gerais especializada em inteligência artificial (IA).

O movimento ocorre em meio a um mercado em franca expansão. O Brasil lidera o mercado de fintechs na América Latina, com 1.706 fintechs em operação em 2025, segundo a Distrito, representando cerca de 32% das startups financeiras da região, impulsionado pela demanda por crédito, meios de pagamento digitais e soluções de banking as a service.

“A inteligência artificial nos permite evoluir todos os dias. Com a Valence, ampliamos nossa capacidade de análise e atendimento, reduzimos prazos e melhoramos a experiência do cliente. Isso faz parte do nosso propósito de tornar o crédito mais acessível para quem movimenta a economia do país”, afirma Gabriel César, CEO da M3 Lending.

Fundada em Belo Horizonte, a M3 conecta investidores a PMEs, oferecendo taxas até 22% menores do que as praticadas por bancos tradicionais, em um processo 100% digital e sem burocracia. Agora, com o uso de IA, a fintech pretende criar um ecossistema financeiro completo, combinando crédito, dados e serviços integrados para empresas.

No Brasil, as micro e pequenas empresas respondem por aproximadamente 27% do PIB e são a base de mais da metade dos empregos formais, segundo dados do Sebrae/IBGE, mas enfrentam dificuldades históricas para acessar crédito em condições viáveis. Para especialistas, a incorporação de inteligência artificial nas análises de crédito pode reduzir custos, melhorar a acurácia na avaliação de risco e acelerar a concessão de recursos, destravando o crescimento de um segmento estratégico para a economia.

“Queremos construir uma ponte eficiente entre investidores que buscam rentabilidade estável e empresas que precisam de capital para crescer. Estamos criando um canal seguro, transparente e simples, que faz o dinheiro circular onde ele gera valor real: nas pequenas e médias empresas, que são o motor do país”, conclui o CEO da M3.

Gabriel afirma que o aporte na Valence “é um movimento alinhado com o cenário em que fintechs deixam de ser apenas intermediárias de crédito e passam a se posicionar como plataformas integradas de serviços financeiros, impulsionadas por dados e tecnologia”. Para o mercado, é um sinal claro de que, no ambiente competitivo das fintechs, a eficiência e a inteligência embarcada serão diferenciais cada vez mais decisivos.

Brasil anuncia investimento de R$ 23 bilhões em IA até 2028, mas a burocracia pode frear os avanços

O governo federal anunciou a versão final do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), com previsão de até R$ 23 bilhões em investimentos até 2028. Coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a iniciativa busca consolidar o país como protagonista no setor, abrangendo eixos como infraestrutura, capacitação, governança e apoio regulatório. Entre as metas previstas está a aquisição de um dos cinco supercomputadores mais potentes do mundo e que possa ampliar significativamente a capacidade nacional de processamento de dados e pesquisas avançadas em IA.

O movimento acompanha a corrida global pela tecnologia, mas segundo Lucas Mantovani, sócio e cofundador da SAFIE, especialista em novos negócios para PMEs e startups, isso também expõe desafios internos. Para o especialista, enquanto a China soma mais de uma década de investimentos bilionários e integração entre setor público e privado para ganhar liderança em IA, o Brasil ainda lida com entraves regulatórios, excesso de burocracia e insegurança jurídica que podem reduzir a efetividade da estratégia.

Nesse cenário, Lucas Mantovani, destaca a importância de simplificar regras e reduzir barreiras de entrada para empreendedores e startups. “O sucesso do PBIA depende menos apenas do volume de recursos e mais da criação de um ambiente favorável à inovação. O PBIA é um sinal positivo, define eixos, coloca recursos e organiza atores. Mas a realidade é que, se o empreendedor continuar preso ao ‘custo Brasil’ regulatório, com múltiplas licenças, sobreposições de órgãos e insegurança jurídica, a inovação não escala”, afirma.

O advogado aponta que a desburocratização deve caminhar junto aos investimentos. “Simplificar processos é tão estratégico quanto injetar capital. É isso que atrai investidores, retém talentos e garante que novos produtos cheguem ao mercado com competitividade”, completa Mantovani.

Pix automático entra em cena e desafia regulação no Brasil

Desde sua implementação em 2020, o Pix transformou radicalmente o ecossistema financeiro brasileiro. Com transações instantâneas, gratuitas para pessoas físicas e operando 24 horas por dia, o modelo desburocratizou as operações bancárias, impulsionou a inclusão financeira e colocou o Brasil entre os países mais avançados em pagamentos digitais. Agora, com o lançamento do Pix Automático, em junho de 2025, um novo capítulo se iniciou, e com ele, surgiram novos desafios regulatórios, principalmente no que diz respeito à segurança, interoperabilidade entre instituições e proteção ao consumidor.

De acordo com Renan Basso, diretor de negócios e co-fundador do Grupo MB Labs, ecossistema de empresas especializadas em consultoria e desenvolvimento de aplicativos e plataformas digitais, a nova funcionalidade amplia o potencial do Pix, mas também a complexidade regulatória do sistema.

“O Banco Central terá de garantir que o ambiente permaneça seguro, competitivo e acessível. Isso significa enfrentar grandes desafios relacionados à segurança, interoperabilidade e proteção ao consumidor. O sucesso do Pix se deve, em parte, à regulação proativa e colaborativa adotada pelo BC. Com o Pix Automático, esse modelo precisa continuar se aprimorando, em constante diálogo com bancos, fintechs, empresas e consumidores”, explica.

A seguir, Renan aponta três pilares regulatórios essenciais para o sucesso da nova funcionalidade:

Segurança e prevenção a fraudes

A agilidade do Pix sempre levantou preocupações sobre segurança cibernética. Com a nova atualização, o risco se intensifica uma vez que um pagamento recorrente exige confiança contínua entre as partes. É fundamental garantir que os usuários tenham total transparência sobre os débitos autorizados, possam revogar permissões com facilidade e estejam protegidos contra cobranças indevidas ou golpes.

A regulação deverá ser ainda mais rigorosa em relação à autenticação, uso de dados pessoais e notificações em tempo real. O desafio é equilibrar a usabilidade, o grande diferencial do Pix, com camadas de proteção que não inibam sua adoção.

Interoperabilidade entre instituições

Um dos pontos fortes do Pix é a sua universalidade, ou seja, qualquer instituição participante pode enviar e receber valores. No caso do Pix Automático, será preciso garantir que empresas consigam operar com clientes de diferentes instituições financeiras de maneira padronizada e eficiente.

Esse nível de interoperabilidade exige padronização tecnológica, regras claras de integração e supervisão contínua do Banco Central. Além disso, a entrada de novos players, como fintechs, carteiras digitais e empresas de pagamento por aproximação, amplia a complexidade do cenário e exige uma regulação dinâmica e atualizada.

Proteção ao consumidor e clareza contratual

Com a facilidade de autorizar pagamentos recorrentes, há o risco de práticas abusivas ou contratos mal explicados. O desafio regulatório aqui é assegurar que o consumidor entenda exatamente o que está autorizando e tenha meios simples de reverter ou contestar cobranças.

O Banco Central, em conjunto com órgãos como o Procon e o Ministério da Justiça, deverá fortalecer normas de transparência, exigir consentimento explícito e implementar mecanismos de contestação que não deixem o consumidor desamparado.

“A chegada do Pix Automático é um passo importante na consolidação de um sistema de pagamentos mais moderno, competitivo e digital. Mas seu sucesso dependerá da capacidade regulatória de acompanhar a inovação com responsabilidade, garantindo equilíbrio entre liberdade tecnológica e proteção sistêmica”, finaliza.

O futuro do marketing digital: entre a hiperpersonalização e a privacidade

Imagine abrir seu celular e encontrar uma oferta que parece ler sua mente: o produto que você desejava, no momento exato em que você estava pronto para comprá-lo, com um desconto impossível de ignorar. Isso não é coincidência, é o resultado da hiperpersonalização, um avanço do marketing digital que combina inteligência artificial, análise de dados em tempo real e conhecimento profundo do comportamento humano para criar experiências únicas e altamente eficazes.

Essa capacidade, no entanto, traz consigo uma tensão inevitável. Quanto mais preciso o marketing, mais próximo ele chega de uma linha tênue que separa a conveniência da invasão. E nesse cenário, regulado por leis como a LGPD no Brasil e o GDPR na Europa, somado ao iminente fim dos cookies de terceiros, o marketing digital vive um momento de redefinição: como entregar relevância sem ultrapassar os limites da privacidade?

A hiperpersonalização vai muito além de inserir o nome do cliente no e-mail ou recomendar um item baseado na última compra. Trata-se de integrar informações de múltiplas fontes, desde interações passadas e dados de navegação até geolocalização, para antecipar necessidades antes que elas sejam declaradas.

É um jogo de antecipação que, quando bem executado, eleva conversões, reduz custos de aquisição e fortalece a lealdade à marca. Mas o mesmo mecanismo que encanta também desperta alertas, pois a coleta e o uso de dados pessoais estão sob vigilância intensa; e o consumidor, cada vez mais consciente, exige transparência, controle e propósito no tratamento de suas informações.

O novo cenário impõe uma mudança de mentalidade, uma vez que coletar dados sem consentimento é ilegal. E mais do que obedecer à legislação, as marcas precisam adotar um compromisso ético com a privacidade, reconhecendo que confiança é um ativo tão valioso quanto qualquer insight de comportamento. Nesse contexto, estratégias centradas em dados primários tornam-se vitais. Construir uma base de informações a partir de interações diretas, com consentimento claro e benefícios tangíveis para o cliente, é o caminho mais seguro e sustentável.

Outro ponto chave é explorar formas de personalização contextual, ajustando a mensagem ao momento e ao canal, sem necessariamente identificar o indivíduo. Tecnologias de preservação de privacidade, como differential privacy, data clean rooms e modelos preditivos baseados em dados agregados, oferecem alternativas para manter a relevância sem comprometer a segurança do usuário. E, talvez o mais importante, é adotar uma postura de transparência radical, comunicando de forma simples como e por que as informações são usadas e oferecendo escolhas reais.

O futuro do marketing digital não será definido apenas por quem tiver mais dados ou algoritmos mais avançados, mas por quem souber equilibrar sofisticação tecnológica com o respeito inegociável à privacidade. Sai à frente quem souber conquistar a permissão e a confiança do consumidor, criando experiências que sejam tão relevantes quanto éticas. A hiperpersonalização continuará sendo um motor poderoso para o crescimento, mas será sustentável apenas se acompanhada de um compromisso genuíno com a proteção de dados.

Nesses novos tempos, o marketing precisa ser, simultaneamente, mais inteligente e mais humano. As marcas que entenderem essa equação sobreviverão às mudanças regulatórias e tecnológicas, e mais do que isso, poderão liderar a próxima geração de experiências digitais.

Murilo Borrelli, CEO da ROI Mine, agência de data driven marketing, é mercadólogo pela Universidade Anhembi Morumbi e especialista em Vendas, Marketing e Marketing Digital.

Tecnologia condensa meses de conversas no WhatsApp em poucas linhas para que times de vendas possam melhorar a experiência do cliente

O WhatsApp há muito deixou de ser apenas um espaço para conversas rápidas entre amigos e família. Hoje, é também vitrine, balcão de atendimento e até caixa registradora. No Brasil, 95% das empresas já utilizam a plataforma para interagir com clientes, segundo a International Data Corporation (IDC).

A lógica é estar onde o consumidor está: atender bem, vender, resolver dúvidas, trocar produtos e ainda manter o pós-venda ativo. E, para ter fôlego para tudo isso, a tecnologia conta com auxílio da automação. Novas ferramentas e o uso da Inteligência Artificial (IA) surgem para mitigar erros e economizar tempo humano.

“O grande diferencial do WhatsApp está em aproximar empresas e clientes. Com as possibilidades certas, ele melhora a experiência do consumidor e mantém os negócios atentos ao que o mercado pede”, diz Alberto Filho, CEO da Poli Digital, empresa goiana de automação de canais.

Entre as soluções desenvolvidas, destaca-se o recurso de resumo automático de conversas, capaz de condensar meses de histórico de interações em apenas algumas linhas. A funcionalidade foi criada especialmente para equipes que compartilham o atendimento ao cliente, permitindo que um novo integrante compreenda rapidamente o histórico do contato. “Nossa tecnologia facilita a passagem de bastão entre suporte e vendas, ou seja, torna a transição de informações entre diferentes áreas mais eficiente, garantindo continuidade no relacionamento com o cliente”, explica Guilherme Pessoa, head de Marketing.

Outra inovação é o agendamento de mensagens, que elimina a dependência de anotações em papel ou da memória. Já o botão corrigir/melhorar mensagem permite refinar textos antes do envio, ajustando desde a ortografia até o tom de voz, que pode ser amigável, formal ou convincente.

“A força do WhatsApp está justamente em reunir o cliente e a empresa em um mesmo espaço. Com as novas possibilidades, é possível transformar essa conexão em experiência de qualidade e diferencial competitivo”, explica o CEO da Poli Digital.

A grande aposta, porém, está no PoliGPT, inteligência artificial generativa desenhada para pequenos e médios negócios. Com ele, clientes da Poli têm acesso a uma conta premium nas principais plataformas de IA conversacional, podendo planejar campanhas de marketing, criar mensagens persuasivas para disparos em massa e desenvolver estratégias mais avançadas de comunicação com apoio inteligente, tudo em um só lugar.

Há ainda funções de encerramento inteligente com automações, que registram o motivo do fim de uma conversa e abrem caminho para ações de remarketing. “Isso cria oportunidade de retomada futura com o cliente”, reforça Guilherme Pessoa, head de Marketing da empresa.

Para Alberto Filho, a mudança é estrutural. “Automação, além de ser um ganho de eficiência, é uma forma de manter proximidade e consistência com o cliente. Quando a empresa entende o histórico e o comportamento, o vínculo se torna mais forte e duradouro”.

Na avaliação do executivo, o impacto vai muito além da eficiência operacional: a mudança é estrutural. “Automatizar significa encurtar distâncias, manter proximidade e potencializar vendas. Quanto mais a empresa conhece o histórico e o comportamento do cliente, mais consistente se torna esse vínculo”, finaliza.

Retail Media: a publicidade bilionária que está redefinindo o e-commerce

Em franca ascensão global, o mercado brasileiro de Retail Media movimentou cifras acima de R$ 136 bilhões em 2024, segundo dados do IAB Brasil. O levantamento mostra também um cenário promissor com as projeções que apontam para uma movimentação de US$175 bilhões em 2028.

Além de acirrar a disputa por destaque nas buscas do e-commerce, o contexto evidencia a tecnologia como o principal diferencial competitivo e nesse contexto, plataformas de Retail Media despontam como importantes aliadas do mercado. Como uma das líderes do mercado, a Topsort é cada vez mais requisitada pelas marcas, que buscam as soluções da empresa para superar desafios como a fragmentação de dados e a lentidão na geração de relatórios, que são críticos para suas operações.

Com uma estrutura tecnológica que usa inteligência artificial para automatizar e otimizar campanhas, a plataforma da Topsort dispõe de ferramentas que ajustam lances em tempo real e analisam grandes volumes de dados para gerar insights práticos aos clientes.

“O que nos diferencia é a nossa metodologia: damos mais autonomia aos parceiros para monetizar anúncios com flexibilidade e controle total, algo que muitas plataformas não oferecem. Nossa proposta de valor é democratizar as complexas e lucrativas tecnologias de monetização que antes eram acessíveis apenas a gigantes globais”, detalhou o Head of Growth da Topsort Brasil, Pedro Almeida

Além disso, a companhia com atuação fundamentada em três pilares principais (crescimento exponencial do setor de Retail Media no país, validação estratégica de parceiros de alto nível e alinhamento de sua tecnologia com as principais tendências de futuro), aposta no modelo sem cookies e o uso de dados primários (first-party data), o que fortalece a marca como solução segura e “à prova de futuro”. Além disso, o modelo API-first permite que varejistas e marketplaces implementem, de forma rápida e eficiente, suas próprias plataformas de Retail Media.

Presente em mais de 40 países, a Topsort movimenta um GMV (Gross Merchandise Value) de mais de US$ 100 bilhões na América Latina, e se destaca também pela construção de soluções proprietárias que dão mais autonomia às marcas.

“Com o autobbing da Topsort, os anunciantes têm a liberdade de definir estratégias de campanhas e um ROAS (Return on Ad Spend) alvo, enquanto a plataforma se encarrega de otimizar os lances de forma autônoma. Isso simplifica consideravelmente a gestão de campanhas, eliminando ajustes manuais constantes e liberando os anunciantes para focarem em suas estratégias de negócio”, detalhou.

Ainda segundo o executivo, a Topsort é também uma aliada importante na gestão de campanhas lideradas pelas agências.

“Simplificamos a gestão de campanhas e maximizamos o ROAS. A nossa Ad Network permite o gerenciamento e otimização de projetos e campanhas em múltiplos varejistas a partir de um único painel. Além disso, com o nosso autobidding, é possível ajustar ações em tempo real para atingir o ROAS desejado, reduzindo o esforço manual. Assim, chegamos à uma performance de anúncios que supera expectativas. A plataforma oferece também acompanhamento de atribuição completo de ponta a ponta, permitindo que os anunciantes saibam exatamente quantas vendas cada anúncio gerou”, concluiu.

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