Início Site Página 2

Zig lança programa de afiliados como estratégia de expansão e fortalece atuação no mercado de entretenimento ao vivo

A Zig, presente em quatro países e com operações em alguns dos maiores eventos do mundo, como Rock in Rio, Fórmula 1 GP do Brasil e Tomorrowland (Brasil e Bélgica), anuncia o lançamento do seu Programa de Indicação para Afiliados. A iniciativa integra o plano de crescimento da empresa no setor de entretenimento ao vivo.

Entre 2023 e 2024, a Zig registrou crescimento de 41%, resultado que reflete a consolidação da empresa como referência em soluções de tecnologia para consumo digital em grandes eventos. O novo programa surge como mais uma frente para acelerar a expansão e ampliar sua presença no mercado.

Reconhecida por soluções integradas em ingressos, pagamentos cashless e pontos de venda móveis, a Zig passa a contar com profissionais do setor como parte ativa de sua estratégia de expansão. O programa permite que esses parceiros recomendem estabelecimentos que atendam aos critérios definidos e, em caso de adesão, recebam remuneração de até R$ 5.000 por indicação.

“O programa é uma forma de ativar nossa rede de contatos no mercado e acelerar a entrada em novas casas e eventos. É uma estratégia simples, baseada em relacionamento e conhecimento prático do setor”, explica Plínio Escopelle, CRO da Zig.

Profissionais interessados poderão se inscrever diretamente no site da empresa e acompanhar o status das indicações por meio de um painel exclusivo. A proposta é aproveitar a capilaridade dos contatos já inseridos no entretenimento ao vivo para ampliar o alcance da empresa de forma estruturada.

Com atuação destacada em casas como Espaço Unimed, Bar dos Arcos, Villa Country e Fazenda Churrascada, a Zig reforça seu papel como fornecedora de soluções tecnológicas para operações de ponta. O novo programa representa um movimento de expansão ancorado em redes profissionais qualificadas.

Black Friday 2025: como o planejamento antecipado pode multiplicar resultados dos lojistas

Enquanto muitos ainda enxergam a Black Friday como um único dia de descontos, os lojistas mais preparados já sabem que ela se transformou em uma verdadeira temporada de vendas – e quem não se adianta, perde espaço. De acordo com o Ecommerce na Prática, especializado em educação para e-commerce, o forte movimento do evento amplia a concorrência e exige dos empresários um planejamento muito mais estratégico.

“Faz alguns anos que a Black Friday é um sucesso no Brasil. Por isso, já sabemos que o lojista que se organiza com antecedência tem muito mais chances de vender mais ao longo de todo o mês de novembro, não só no dia do evento. Em termos simples, a Black Friday não é sobre improviso, mas sobre planejamento consistente e execução com o mínimo de erros possível”, afirma Fábio Ludke, especialista do Ecommerce na Prática.

Com base nisso, a escola, junto com Fabio, reuniu algumas estratégias para os empreendedores se prepararem para a Black Friday 2025:

1. Antecipe o calendário de ações: a Black Friday é a principal data do calendário do varejo: é um mês inteiro de oportunidades. “Hoje, a Black Friday não se limita a um único dia. É preciso que o lojista crie um cronograma promocional e trabalhe campanhas de longa duração para manter o consumidor engajado e aumentar as chances de conversão”, afirma Ludke.

2. Garanta previsibilidade no estoque e logística: o aumento da demanda exige preparação extra na gestão de produtos e entregas. Planejar fornecedores, revisar contratos e prever embalagens evita problemas de última hora. “Muitos lojistas perdem vendas por falta de organização no estoque ou por atrasos logísticos. Em um período de alta demanda, a antecipação nesse ponto transmite segurança ao consumidor e fortalece a reputação da marca”.

3. Estruture campanhas de marketing segmentadas: a comunicação é decisiva para o sucesso no período. Investir em campanhas personalizadas e alinhadas ao público ajuda a maximizar os resultados. “Não basta ter desconto, é preciso comunicar valor. Uma campanha bem estruturada, com linguagem clara e direcionada, aumenta a credibilidade e diferencia a loja em meio à concorrência”, destaca Fabio.

4. Reforce a parceria com fornecedores: durante a Black Friday, a previsibilidade no abastecimento é tão importante quanto o planejamento de vendas. Negocie os prazos com antecedência e alinhe tudo com seus fornecedores. “Antecipar negociações e construir parcerias sólidas garantem mais segurança para manter o estoque abastecido e atender o cliente com eficiência”.

5. Defina políticas claras para atrair e fidelizar clientes: além de descontos, os consumidores buscam confiança. Deixar claras as regras de troca, devolução e formas de pagamento é um diferencial competitivo. “Quando o cliente entende exatamente o que esperar em relação a prazos e garantias, ele se sente mais seguro para comprar. Utilize essa clareza a seu favor, com estratégias que contemplem todo o período”, pontua o especialista.

Por fim, Fabio Ludke reforça que a preparação deve ir além das ações promocionais. “A Black Friday é um excelente momento para fortalecer o relacionamento com os clientes que o lojista já possui. Trabalhar a base, engajar novamente quem já comprou e criar experiências que aumentem a confiança são estratégias que trazem resultado e sustentam o crescimento a longo prazo”.

Brasil precisa de 750 mil especialistas em cibersegurança, aponta estudo

As empresas estão acelerando o processo de deploy — ou seja, reduzindo o tempo de criação e distribuição de softwares — e lançando novas versões de aplicativos com cada vez mais rapidez.

O que muitos desconhecem é que essa velocidade nem sempre é benéfica, pois pode tornar os sistemas mais vulneráveis a diversos tipos de ataques cibernéticos, já que nem sempre há tempo suficiente para realizar testes de segurança rigorosos antes do lançamento.

No entanto, o tempo nem sempre é o único fator determinante para que um aplicativo funcione sem falhas e com segurança. O que agrava ainda mais essa situação é a escassez de profissionais qualificados para proteger todo esse ecossistema digital. Enquanto os riscos crescem, faltam pessoas preparadas para garantir a segurança dos aplicativos. Segundo o estudo Cybersecurity Workforce Study 2024, do ISC² – International Information System Security Certification Consortium — organização sem fins lucrativos dedicada à formação e certificação de profissionais de segurança da informação, o déficit global de profissionais de cibersegurança já ultrapassa 4,8 milhões — com a área de AppSec entre as mais críticas dentro dessa lacuna.

“Empresas que negligenciam a segurança de aplicações enfrentam riscos financeiros, reputacionais e legais significativos. Porém, muitas que demonstram um verdadeiro compromisso em investir na área frequentemente enfrentam a escassez de profissionais qualificados para oferecer o suporte necessário nessa trajetória”, destaca Wagner Elias, CEO da Conviso, desenvolvedora de solução para segurança de aplicações (AppSec).

No Brasil, a situação não é menos alarmante. A Fortinet calcula que o país precisa de aproximadamente 750 mil especialistas em segurança cibernética, enquanto a ISC² alerta para um possível déficit de 140 mil profissionais já em 2025. Essa combinação mostra que, enquanto o país tenta preencher centenas de milhares de vagas, há uma lacuna concreta e urgente de profissionais qualificados em segurança de aplicações, operações e governança.

“A demanda por profissionais qualificados supera amplamente a oferta disponível. Diante disso, muitas empresas, sem tempo de esperar pela formação tradicional, optam por investir em programas próprios de capacitação”, esclarece Elias.

Um exemplo é a Conviso Academy, uma iniciativa da Conviso, empresa curitibana especializada em segurança de aplicações, e, que, recentemente adquiriu o Site Blindado“. A Academya nasceu para resolver um problema real do mercado que é a escassez de profissionais em AppSec. Então decidimos formar esses talentos!”, explica Luiz Custódio, instrutor da Conviso Academy.

“A Academy não é mais um bootcamp com aulas gravadas para centenas de pessoas. As turmas são pequenas, com aulas síncronas toda semana. Desde o primeiro módulo, os participantes trabalham em problemas reais, enfrentando desafios de modelagem de ameaças, arquitetura segura e codificação segura, exatamente como fazem os times de AppSec no dia a dia”, diz Custódio.

O CEO ainda destaca que “Por trás desse modelo, a Conviso investiu no planejamento metodológico para estruturar uma abordagem educacional alinhada às reais necessidades de formação de profissionais em segurança. E essa metodologia é guiada pela ideia de que a educação não passa apenas por teorias ou práticas, mas por experiência”.

Ao longo dos módulos, os participantes aprendem, por exemplo, a mapear e priorizar ameaças que podem impactar a continuidade do negócio, avaliar e propor arquiteturas seguras para aplicações web, mobile e cloud; implementar práticas de desenvolvimento seguro de forma integrada ao DevSecOps e construir um pipeline seguro, automatizando verificações sem frear o deploy. Tudo isso reforçando o princípio do shift left, ou seja, trazendo a segurança para as etapas mais iniciais do ciclo de desenvolvimento, onde ela é mais eficaz e menos custosa.

“O resultado não é apenas técnico, é saber como a segurança de aplicações protege e gera valor para as empresas, preparado para falar com stakeholders, traduzir riscos e ajudar times a entregar software com segurança”, reforça.

Na prática, funciona assim: o participante já vai “colocando a mão na massa” desde o início, desenvolvendo não só habilidades técnicas em segurança, mas também soft skills essenciais como comunicação, trabalho em equipe e autonomia para aprender.

“A gente pega o que as pessoas já sabem, conecta com o que precisam aprender, e elas percebem que AppSec não é um bicho de sete cabeças. O instrutor não é protagonista, é mediador, ajudando a construir e encorpar soluções que os participantes mesmos desenvolvem”, diz o instrutor da Conviso Academy.

Na primeira turma, foram registradas mais de 400 inscrições. Porém, como a turma é restrita para garantir qualidade, são abertas apenas 20 vagas por edição, sendo 30% a 40% reservadas para grupos minorizados (mulheres, pessoas negras, comunidade LGBTQIAPN+).

“O foco são pessoas que querem entrar na área de AppSec, mesmo sem estar no mercado ainda. Não é necessário possuir graduação ou idade mínima, mas precisa ter vontade real de aprender e se desafiar”, diz Custódio.

De acordo com a organização da instituição, estão abertas as inscrições para a segunda turma da formação, com início previsto para 2026. Interessados podem acessar o site para mais informações: https://www.convisoappsec.com/pt-br/conviso-academy

MetLife e Mercado Pago se unem para oferecer seguro prestamista em empréstimos pessoais

A MetLife, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo, firmou uma parceria estratégica com o Mercado Pago, banco digital do Grupo Mercado Livre, por meio da sua unidade de negócios digitais na América Latina – MetLife Xcelerator – para oferecer seguro prestamista totalmente digital no Brasil, e integrado à jornada de contratação de crédito pessoal aos clientes do Mercado Pago.

Essa colaboração representa um grande passo na ampliação do acesso à proteção financeira no Brasil, ao incorporar o seguro em um dos momentos mais importantes da vida do cliente: a tomada de crédito pessoal. O novo produto oferece cobertura para situações como falecimento, desemprego involuntário, hospitalização e incapacidade temporária, ajudando as pessoas a protegerem seus compromissos financeiros.

Com 68 milhões de usuários ativos na América Latina, o Mercado Pago é um dos bancos digitais mais relevantes do Brasil e a parceria com a MetLife tem como objetivo gerar impacto real em escala para os brasileiros, especialmente em um contexto em que o crédito cumpre papel relevante no financiamento das famílias e pequenos negócios.

No Brasil, o crédito ampliado às famílias totaliza cerca de R$ 4,5 trilhões – aproximadamente 36% do PIB, segundo o Banco Central (julho/25), um crescimento de 11,9% nos últimos doze meses. Esse volume reflete a importância que o crédito pessoal tem na vida financeira de milhões de brasileiros, reforçando a necessidade de contar com soluções voluntárias de proteção que acompanhem esse acesso.

“A MetLife e o Mercado Pago uniram forças para democratizar o acesso ao seguro no Brasil. Acreditamos que o seguro precisa estar onde o cliente está. Por isso, desenvolver soluções integradas em grandes plataformas é uma prioridade estratégica para nós. Essa parceria nos permite escalar com tecnologia, simplicidade e impacto social”, explica Breno Gomes, Country Manager da MetLife Brasil. De acordo com pesquisa recente da MetLife, cerca de 61% dos brasileiros afirmam acreditar que precisam estar preparados caso algo ruim aconteça, o que reforça a importância de parcerias que levam proteção em vida para mais famílias.

Seguro opcional, transparente e 100% digital

O novo seguro é 100% digital — da contratação à ativação — totalmente incorporado ao aplicativo do Mercado Pago. A jornada do cliente foi desenhada para ser fluida, intuitiva e adaptada ao contexto financeiro de cada usuário, com total transparência em todas as etapas: o cliente terá sempre a opção de contratar ou não o serviço e será informado das condições no momento em que realizar o empréstimo no aplicativo.

“Hoje, considerando as apólices oferecidas no ecossistema do Mercado Livre, somos o banco digital que mais distribui seguros de forma 100% online na América Latina e seguimos expandindo nossa atuação. Temos orgulho de firmar esta parceria com a MetLife Xcelerator para oferecer aos nossos clientes uma nova camada de proteção — simples, acessível e totalmente digital”, afirma Daniel Issa, head de Insurtech do Mercado Pago no Brasil.

A aliança está alinhada aos objetivos estratégicos de ambas as organizações: escalar com inovação, abrir novos canais e fontes de valor digitais, e promover inclusão financeira com tecnologia e foco no cliente no centro de tudo.

Para os usuários, o valor é evidente: a proteção é oferecida exatamente quando mais importa – no momento da solicitação de crédito – sem burocracia ou complexidade. O produto é acessível, fácil de contratar e garante aos usuários mais segurança diante de imprevistos.

“O seguro não precisa ser complexo para ser eficaz,” afirma Javier Cabello, Head da MetLife Xcelerator para a América Latina. “Nos últimos dois anos, já alcançamos mais de 5 milhões de pessoas com soluções digitais da Xcelerator na região, oferecendo proteção de forma simples, voluntária e no momento certo. Estamos alcançando pessoas que talvez nunca tivessem considerado contratar um seguro”, finaliza Javier.

O atraso na adoção de IA deixa empresas presas enquanto concorrentes avançam

Poucas tecnologias na história recente provocaram impacto tão rápido e abrangente quanto a inteligência artificial. Em poucos anos, ela deixou de ser um experimento de laboratório para se tornar elemento central em operações comerciais, cadeias produtivas e processos de tomada de decisão. Mas, enquanto algumas empresas já a tratam como parte essencial da estratégia, outras ainda a observam à distância, avaliando riscos e benefícios. Essa diferença de postura está criando um fosso competitivo silencioso, mas profundo, um “moat” que pode definir o futuro das disputas corporativas.

Internamente, a Microsoft aponta que mais de 85% das empresas da Fortune 500 já utilizam sua inteligência artificial, e quase 70% delas integram o Microsoft 365 Copilot em seus fluxos de trabalho, incorporando a tecnologia diretamente às operações estratégicas. Complementando esse panorama, a pesquisa global da IDC “The Business Opportunity of AI” revelou que o uso de IA generativa saltou de 55% em 2023 para 75% em 2024, e projeta que os gastos mundiais com IA alcançarão US$ 632 bilhões até 2028. Esses números evidenciam que a adoção precoce de IA se tornou um fator crítico de competitividade, separando empresas que lideram a transformação digital daquelas que ainda observam de fora.

A verdadeira mudança trazida pela IA não está apenas em automatizar tarefas ou reduzir custos, mas em transformar a própria lógica de criação de valor. Ao ser incorporada precocemente, a tecnologia deixa de ser vista como uma ferramenta e passa a atuar como vetor de transformação estrutural. Em empresas que já a integram aos fluxos de trabalho, cada entrega de produto ou serviço se torna também um ciclo de aprendizado, em que dados alimentam modelos, aprimoram processos e geram novas entregas mais eficientes e assertivas. Trata-se de um mecanismo de aceleração composta, no qual o tempo deixa de ser apenas um recurso e passa a ser multiplicador de vantagem.

Essa dinâmica cria um tipo de barreira competitiva que não se baseia em patentes, infraestrutura ou capital, mas em conhecimento acumulado e codificado em sistemas inteligentes. Modelos treinados com dados próprios, processos internos otimizados e equipes adaptadas a operar em simbiose com algoritmos se tornam ativos impossíveis de serem replicados de forma rápida. Mesmo que um concorrente disponha de maior orçamento, ele não pode simplesmente comprar o tempo de aprendizado e a maturidade operacional de quem começou antes.

No entanto, grande parte das organizações ainda está presa a uma postura de espera cautelosa. Comitês de avaliação, preocupações jurídicas, incertezas técnicas e disputas internas sobre prioridades se tornam barreiras autoimpostas à adoção. Embora legítimas, essas preocupações frequentemente mascaram uma paralisia que enquanto se espera o momento ideal, empresas mais ágeis já acumulam experiência, dados e cultura operacional baseados em IA. Diante disso, a hesitação não significa estagnação, significa retrocesso.

O impacto dessa adoção está emergindo uma nova lógica de escala, na qual empresas enxutas, com equipes menores, conseguem gerar impacto desproporcional ao seu tamanho. Com a IA integrada aos processos, é possível testar múltiplas hipóteses simultaneamente, lançar versões de produtos em ciclos acelerados e reagir em tempo real ao comportamento do mercado. Essa capacidade de adaptação contínua desafia estruturas corporativas tradicionais, que ainda dependem de longos ciclos de aprovação e implementação.

Ao mesmo tempo, a adoção precoce favorece a criação de um ecossistema interno de inovação. Times passam a trabalhar em interação constante com sistemas inteligentes, desenvolvendo uma cultura de melhoria contínua e experimentação. O valor não vem apenas da tecnologia, mas da mentalidade que ela induz com decisões rápidas, validação de ideias em escala e redução do intervalo entre concepção e entrega. Empresas que internalizam esse modelo operam com uma agilidade que não pode ser igualada por estruturas mais lentas, mesmo quando estas possuem mais recursos.

Esse cenário impõe uma questão estratégica inescapável em que a vantagem competitiva no século XXI será conquistada por quem conseguir acelerar a curva de aprendizado antes dos demais. O dilema deixou de ser “se” ou “quando” adotar a IA, e passou a ser “como” e “em que velocidade” fazê-lo. O atraso na tomada de decisão pode significar a perda de relevância em mercados onde a diferenciação se constrói, cada vez mais, em cima de dados, algoritmos e velocidade de adaptação.

A história corporativa está repleta de exemplos de líderes que perderam espaço por subestimar inovações emergentes. Com a IA, esse risco é ainda mais acentuado: não se trata de uma tecnologia que pode ser adotada de forma tardia sem prejuízo competitivo. O “moat” invisível já está sendo cavado e se aprofunda a cada dia em que empresas permanecem presas à análise, enquanto outras, mais ousadas, já transformam essa antecipação em domínio de mercado. 

Reforma Tributária: 3 passos para empresas de tecnologia se prepararem

A promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023, conhecida como Reforma Tributária, já é uma realidade que iniciou uma contagem regressiva para as empresas brasileiras e traz um momento para repensar processos, sistemas e estratégias. Com ela, vem uma transformação profunda na forma como as companhias lidam com seus tributos. A reforma unifica cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de gestão compartilhada entre estados e municípios. Com um período de transição que se estende de 2026 a 2032, a adaptação vai além da alteração de alíquotas, podendo demandar uma revisão de toda a arquitetura fiscal e operacional das organizações. 

Olhando para o setor de tecnologia, o desafio é ainda maior. Ajustes em sistemas internos e ERPs serão necessários para que eles se mantenham alinhados com as novas exigências fiscais, estando aptos para lidar com diferentes regras, alíquotas e formas de apuração. Ou seja, as empresas de tecnologia precisam se preparar para o novo momento. 

“Mais do que acompanhar as mudanças na legislação, é essencial que as empresas de tecnologia encarem a reforma como uma oportunidade para repensar processos e buscar maior eficiência operacional. Investir agora em planejamento tributário, automação e integração de sistemas poderão transformar uma obrigação em vantagem competitiva, fortalecendo sua posição no mercado”, analisa o Head de Produtos Tax da Engineering Brasil, companhia global de tecnologia da informação e consultoria especializada em transformação digital, Rodrigo Felix. 

Pensando nisso, Felix criou uma lista dos três próximos passos essenciais para que essa adaptação ocorra de maneira estratégica e assertiva. Confira: 

1- Antecipar e estruturar uma arquitetura de dados unificada 

A mudança tributária vai além da substituição de alíquotas, já que representa um redesenho da cadeia de valor fiscal do país. “As organizações devem antecipar a necessidade de uma arquitetura de dados unificada. A tecnologia deixa de ser um instrumento de suporte para se tornar o alicerce da governança e da operação fiscal”, afirma Rodrigo. 

2- Implementar tecnologia para rastreamento e processamento em tempo real 

O novo modelo elimina a cumulatividade dos impostos e introduz controles sobre o valor agregado e a utilização de créditos fiscais. Para o head, a implementação de um sistema de pagamento automático, que repassará os valores de CBS e IBS aos cofres públicos no momento da transação, reforça a exigência por sistemas capazes de rastrear e processar informações em tempo real.  

3- Usar plataformas fiscais digitais integradas 

Atualmente, o investimento em uma estrutura fiscal digital se converte em vantagem para a estratégia de negócio, já que ela tem o poder de mitigar riscos, prevenir possíveis penalidades e trazer otimização para a operação. “Portanto, é preciso que as empresas estejam preparadas. O uso de plataformas, como a Smart Tax Platform, da Engineering Brasil, pode ser uma solução pelo fato de conectar os dados fiscais da companhia, automatizar o envio de obrigações acessórias e monitorar a conformidade fiscal. Hoje, cerca de 70 empresas de médio e grande porte já utilizam nossa solução fiscal para estarem em conformidade com suas obrigatoriedades fiscais”, conclui Rodrigo. 

Comprou online? Golpistas já sabem! Como se preparar para as “temporadas quentes” do e-commerce

Em 2025, o e-commerce brasileiro deve bater mais um recorde. Mas o que vem junto com essa avalanche de pedidos e cliques também preocupa. Estamos falando sobre o aumento das fraudes digitais.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) projeta um faturamento de R$ 224,7 bilhões para o setor este ano, 10% a mais do que em 2024. Serão cerca de 435 milhões de pedidos e 94 milhões de consumidores navegando, comprando e (às vezes) se arriscando nas vitrines virtuais. Tudo isso em um mercado que já cresce ininterruptamente há oito anos.

Datas como Cyber ​​Monday, Dia dos Pais, Natal e até períodos de liquidação contínua exigem, mais do que nunca, plataformas preparadas e seguras. As chamadas “temporadas quentes” do varejo tornam a reta final do ano não apenas um esquenta estratégico para promoções, mas também para tentativas de fraude.

A Black Friday está marcada: 28 de novembro. E se, por um lado, as promoções movimentam a economia digital, por outro, também escancaram as portas para golpistas. Mas o crescimento vem com um custo. E não é só financeiro.

A edição de 2024 já deu sinais do que esperar. Segundo a ConfiNeotrust e a ClearSale, só até o meio-dia do sábado seguinte à Black Friday foram registradas 17,8 mil tentativas de fraude. Valor estimado das tentativas barradas? R$ 27,6 milhões. O ticket médio dos golpes impressiona: R$ 1.550,66, mais que o triplo do valor médio de uma compra legítima.

E os alvos preferidos? Games, informática e instrumentos musicais.

Mesmo com uma queda de 22% no valor total das fraudes em relação ao ano anterior, os especialistas são categóricos: os criminosos digitais continuam ativos, e mais sofisticados.

Enquanto isso, o PIX dispara. Na última Black Friday, as transações com o sistema instantâneo saltaram 120,7% em um único dia. Foram movimentados R$ 130 bilhões, segundo o Banco Central. Um feito histórico. Mas que também preocupa.

Mais velocidade, mais acessos, mais instantaneidade, mais vulnerabilidades. E nem todas as plataformas estão preparadas para isso. Lentidão, instabilidade e brechas de segurança viram a porta de entrada perfeita para quem está do outro lado, fraudadores atentos e oportunistas.

Essas falhas afetam diretamente a experiência do usuário e a reputação das marcas. Um estudo da PwC revela que 55% dos consumidores evitariam comprar de uma empresa após uma experiência negativa, e 8% desistiriam de uma compra após um único incidente desfavorável.

“Segurança digital não é uma etapa final. É um processo contínuo que começa antes da primeira linha de código”, resume Wagner Elias, CEO da Conviso, especialista em segurança de aplicações (AppSec).

Para proteger os softwares de e-commerce, o setor de segurança de aplicações (AppSec) — que deve movimentar US$ 25 bilhões até 2029, segundo a Mordor Intelligence — trabalha para encontrar vulnerabilidades antes que elas virem problemas reais.

O objetivo da AppSec é mapear brechas de segurança antes que elas sejam exploradas por invasores. Elias compara com a construção de uma casa: “É como construir uma casa já pensando nos pontos de acesso: você não espera que alguém tente invadir para depois instalar fechaduras ou câmeras. A ideia é antever os riscos e fortalecer as defesas desde o início”, explica Elias.

E o CEO alerta que o ideal seria as empresas revisarem constantemente suas plataformas para identificar e corrigir possíveis brechas de segurança, criando uma cultura contínua de proteção. “O fundamental é oferecer uma garantia real tanto para o produto quanto para o consumidor, fortalecendo a confiança na plataforma e em todo o processo de compra. E isso só é possível com um preparo que começa meses antes da data”. 

Uma das soluções que podem apoiar os e-commerces nesse processo é o Site Blindado, agora parte da Conviso, empresa de segurança de aplicações e referência em AppSec. O selo de confiança atua em diferentes níveis, atendendo desde lojas virtuais que precisam de proteção básica até aquelas que demandam maior prova de autenticidade, ou mesmo certificações mais rigorosas, como a PCI-DSS, exigida para quem lida com dados de cartão de crédito.

Quem leva segurança a sério colhe resultados. A Visa, por exemplo, bloqueou 270% mais fraudes em 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso só foi possível graças a um investimento robusto: mais de US$ 11 bilhões em tecnologia e segurança nos últimos cinco anos.

A chave? Inteligência artificial, machine learning e análise de comportamento em tempo real. Tudo em milissegundos. Sem atrapalhar o consumidor de verdade, que quer apenas garantir o desconto no checkout.

Prevenção começa na base. Mas como se proteger? As recomendações são claras e envolvem tanto empresas quanto consumidores”, reforça o CEO da Conviso.

Dicas para as empresas:

  • Inclua segurança já na fase de desenvolvimento dos sistemas;
  • Faça testes de penetração (pentests) com frequência;
  • Integre ferramentas de proteção ao seu DevOps sem perder agilidade;
  • Treine times de tecnologia com foco em boas práticas de segurança;
  • Crie uma cultura onde segurança é rotina, e não exceção.

E para o consumidor que vai às compras digitais:

  • Fuja de promoções boas demais para serem verdade;
  • Verifique se o site é confiável (https, selos de segurança, CNPJ, etc.);
  • Dê preferência a plataformas e apps já conhecidos;
  • Evite links recebidos por e-mail ou redes sociais — principalmente de desconhecidos;
  • Ative a autenticação em dois fatores sempre que possível.

“Enquanto o consumidor precisa aprender a reconhecer sinais de risco, as empresas têm o dever de oferecer ambientes blindados. É a combinação dos dois que sustenta a confiança nas plataformas e mantém o mercado saudável”, conclui Elias.

Avanço da IA demanda estratégia de governança

É fato: as empresas no Brasil têm incorporado a Inteligência Artificial em sua estratégia de negócios – ao menos 98% delas, segundo pesquisas apuradas no final de 2024. O problema, entretanto, é que apenas 25% das organizações declararam estar preparada para implementar a IA. O restante sofre com limitações de infraestrutura, gestão de dados e escassez de talentos especializados. Mas isso não quer dizer que esses outros 75% estão esperando as condições ideais para avançar em seus projetos: pelo contrário, essas empresas seguem com a implantação da tecnologia.

O problema é que apenas uma em cada cinco empresas consegue integrar a IA ao negócio – de acordo com o relatório global elaborado pela Qlik, em parceria com a ESG, e divulgado recentemente. Além disso, só 47% das empresas afirmaram aplicar políticas de governança de dados. Esses números são mundiais – e não seria uma surpresa se as estatísticas brasileiras fossem ainda maiores. E ainda que, hoje,a IA esteja aplicada em silos, e que geralmente “a porta de entrada” da tecnologia seja o atendimento ao cliente, riscos financeiros, regulatórios e reputacionais continuam existindo.

Não são poucos os obstáculos enfrentados pelas empresas que optaram por implementar a IA sem uma devida preparação. Casos práticos já demonstraram que algoritmos mal-governados podem perpetuar vieses ou comprometer a privacidade, resultando em danos reputacionais e financeiros. Governança de IA não é apenas uma questão tecnológica, mas de execução e diligência: sem uma estratégia bem delineada, os riscos crescem na mesma proporção das oportunidades – desde violações de privacidade e uso indevido de dados, até decisões automatizadas opacas ou tendenciosas que geram desconfiança.

Pressão regulatória e compliance: alicerces de governança da IA

A necessidade de se estabelecer uma governança de IA não surgiu apenas da frente de negócios: novas regulamentações estão surgindo, e o avanço tem sido rápido, inclusive no Brasil.  

Em dezembro de 2024, o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2338/2023que propõe um marco regulatório para a IA com diretrizes de uso responsável. O texto adota abordagem baseada em riscos, semelhante à da União Europeia, classificando os sistemas de IA conforme o potencial de dano aos direitos fundamentais. Aplicações de risco excessivo, como algoritmos de arma autônoma ou ferramentas de vigilância massiva, serão proibidas, enquanto sistemas de IA generativa e de propósito geral deverão passar por avaliações prévias de risco antes de chegar ao mercado.

Há também exigências de transparência, por exemplo, obrigando desenvolvedores a informar se utilizaram conteúdo protegido por direitos autorais no treinamento de modelos. Paralelamente, discute-se atribuir à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) um papel central na coordenação da governança de IA no país, aproveitando a estrutura existente de proteção de dados. Essas iniciativas legislativas sinalizam que em breve as empresas terão obrigações claras quanto ao desenvolvimento e uso da IA – desde relatar práticas e mitigar riscos, até prestar contas sobre impactos algorítmicos.

Nos Estados Unidos e Europa, órgãos reguladores têm elevado o escrutínio sobre algoritmos, sobretudo após a popularização de ferramentas de IA generativa, que levantaram debates públicos. O AI ACT já entrou em vigor na UE – e sua implementação deve terminar em 2 de agosto de 2026, quando a maioria das obrigações da norma se torna aplicável, incluindo requisitos para sistemas de IA de alto risco e modelos de IA de uso geral.  

Transparência, ética e responsabilidade algorítmica

Além do aspecto legal, governança de IA abrange princípios éticos e de responsabilidade que vão além do “cumprir a lei”. As empresas estão percebendo que, para obter confiança de clientes, investidores e da sociedade, é preciso transparência sobre como a IA é utilizada. Isso implica adotar uma série de práticas internas, tais como a avaliação prévia de impacto algorítmico, a gestão rigorosa da qualidade dos dados e a auditoria independente de modelos.  

Também é crítico implementar políticas de governança de dados que filtrem e selecionem cuidadosamente os dados de treinamento, evitando vieses discriminatórios que possam estar embutidos nas informações coletadas.  

A partir do momento em que um modelo de IA está em operação, a empresa deve conduzir testes periódicos, validações e auditorias em seus algoritmos, documentando decisões e critérios utilizados. Esse registro traz dois benefícios: ajuda a explicar o funcionamento do sistema, e viabiliza a atribuição de responsabilidade caso ocorra alguma falha ou resultado indevido.

Governança: inovação com valor competitivo

Um equívoco comum é pensar que governança de IA limita a inovação. Ao contrário, uma boa estratégia de governança habilita a inovação segura, liberando todo o potencial da IA de forma responsável. Empresas que estruturam cedo seus frameworks de governança conseguem mitigar riscos antes que eles se tornem problemas, evitando retrabalhos ou escândalos que atrasariam projetos.  

Como resultado, essas organizações colhem mais valor e mais rápido de suas iniciativas. Evidências de mercado reforçam essa correlação: um levantamento global identificou que empresas com supervisão ativa da liderança na governança de IA reportam impactos financeiros superiores com o uso de IA avançada.

Além disso, estamos em um momento no qual consumidores e investidores estão cada vez mais atentos ao uso ético da tecnologia – e demonstrar esse compromisso com a governança pode diferenciar uma empresa da concorrência.  

Em termos práticos, organizações com governança madura relatam melhorias não só em segurança, mas também em eficiência de desenvolvimento – executivos apontam reduções no tempo de ciclo de projetos de IA graças a padrões claros desde o início. Isto é, quando requisitos de privacidade, explicabilidade e qualidade são considerados já na fase de design, evitam-se correções custosas depois.  

A governança atua, então, como um guia para inovação sustentável, orientando onde investir, e como escalar soluções de forma responsável. E ao alinhar iniciativas de IA à estratégia corporativa e valores da empresa, a governança garante que a inovação esteja sempre servindo aos objetivos maiores de negócios e reputação, e não seguindo um caminho isolado ou potencialmente prejudicial.  

Desenvolver uma estratégia de governança para IA é, acima de tudo, um movimento estratégico para posicionamento competitivo. No ecossistema atual, onde países e empresas travam uma corrida tecnológica, lidera quem inovar com confiança e credibilidade. Grandes empresas que estabelecem sistemas de governança eficientes conseguem equilibrar a mitigação de riscos com a maximização dos benefícios da IA, em vez de sacrificar um pelo outro.  

Por fim, a governança de IA deixou de ser opcional e tornou-se um imperativo estratégico. Para as grandes empresas, criar uma estratégia de governança significa definir agora os padrões, controles e valores que guiarão o uso da inteligência artificial nos próximos anos. Isso envolve desde atender às regulamentações que estão surgindo, até criar mecanismos internos de ética e transparência, com o objetivo de minimizar riscos e maximizar valor de forma equilibrada. Quem agir prontamente colherá frutos em inovação consistente e reputação sólida, posicionando-se à frente num mercado cada vez mais orientado por IA.

iFood leva experiências do The Town 2025 para dentro do app, com lojas de produtos oficiais e cardápio do festival

Com o propósito de conectar os fãs que irão acompanhar o festival de casa ou que desejam antecipar a experiência, o iFood lança seu produto oficial “iFood É Tudo Pra Mim no The Town”. Esta é uma seção exclusiva no aplicativo que reúne a loja de produtos oficiais do The Town, o cardápio da Market Square, assinado por Henrique Fogaça, além de uma lista de produtos de outros patrocinadores. A seção com produtos The Town estará disponível do dia 26 de agosto a 03 de setembro; Market Square de 01 a 14 de novembro, já as demais estarão disponíveis de 26 de agosto a 14 de novembro.

Essa é a primeira vez que os fãs poderão adquirir os produtos da Loja Oficial do The Town — que geralmente são vendidos somente durante os dias do evento — diretamente no aplicativo contando com toda a conveniência que o iFood oferece. Entre os itens disponíveis estão garrafas, cordões, camisetas e bonés, ideais para quem deseja se preparar para o festival ou para aqueles que preferem sentir a energia do evento sem sair de casa. A loja está disponível para os clientes da cidade de São Paulo.

A Market Square, praça de alimentação do festival com curadoria do chef Henrique Fogaça e operação do Cão Véio, também ganha uma versão digital no app do iFood. Através de uma loja especial, os consumidores de outras regiões poderão pedir pratos do Cão Véio e sentir o gostinho do festival em casa. O cardápio está disponível nas áreas de cobertura das unidades Cão Véio de São Paulo (Vila Madalena, Tatuapé e Vila Mariana), Curitiba, Sorocaba e Goiânia.

“É com ineditismo que oferecemos aos fãs do festival a oportunidade de adquirir itens oficiais, como camisetas e bonés, diretamente pelo aplicativo. Essa é uma extensão da proposta de valor do iFood de entregar experiências que vão além da comida, levando nosso DNA de inovação e tecnologia para o dia a dia das pessoas e conectando a energia do festival com o universo da conveniência e tecnologia”, afirma Felipe Meretti, diretor de marketing B2C do iFood.

Além disso, haverá uma seção especial de produtos de mercado de outros patrocinadores do The Town 2025, como Seara, Eisenbahn, Diageo, Mondelez, Bauducco e Bob’s. Em parceria com a Seara, no dia 3 de setembro, às 13h, haverá uma live no app em que serão apresentados produtos com condições especiais de compra, que ficarão válidas somente durante o período da transmissão. Essa seção conta com uma parceria da indústria com o iFood Ads, vertical de publicidade e negócio da empresa, que tem o propósito de conectar consumidores às marcas.

iFood no The Town

O iFood é o Delivery Oficial do The Town 2025 e está preparando uma experiência tecnológica e memorável para as mais de 500 mil pessoas que devem passar pelo festival. Serão dois estandes interativos: um com o “Baile do iFood”, uma pista de dança com DJs como MU540 e DJ Tília, e outro “Stand SP Square” terá dois andares, no térreo haverá um restaurantes com Bob’s e no primeiro andar uma arena de games e desafios que promete muita diversão e brindes, que podem até dar acesso à área VIP.

A empresa é novamente copatrocinadora da Market Square, a praça de alimentação do evento, que desta vez tem a curadoria do chef Henrique Fogaça. Além disso, em parceria com patrocinadores como Bob’s e Seara, haverá a distribuição de comida gratuita no fosso do palco principal para aqueles que estiverem na grade.

Nesta edição, a presença da marca vai unir música, tecnologia e as diversas categorias do aplicativo, reforçando o compromisso do iFood em estar presente nos momentos importantes da vida das pessoas e criando conexões verdadeiras com os brasileiros, utilizando a tecnologia e a inovação presentes no DNA da empresa.

Quem manda agora é o Social Commerce? O que esperar do boom do TikTok Shop

Com apenas dois meses de lançamento do TikTok Shop no Brasil, algumas marcas já assimilaram a ferramenta, estruturaram estratégias de social commerce e criaram programas de afiliados para aproveitar a força de venda dos criadores de conteúdo. Vendedores locais já faturaram mais de R$ 1 milhão com um único produto, e muitos creators passaram a gerar mais receita com comissões de venda do que com parcerias de conteúdo.

Trabalho com creative strategy para o TikTok Shop nos Estados Unidos há cerca de dois anos e vi marcas como a Goli Nutrition tornarem-se fenômenos de venda ao expandir seus canais de aquisição via discovery commerce, modelo em que o usuário pode comprar enquanto assiste a vídeos do feed ou transmissões ao vivo.

Desde 2021, o TikTok Shop opera no Reino Unido, Tailândia, Vietnã, Malásia, Singapura e Filipinas. Em 2023, chegou aos Estados Unidos e, em 2025, desembarcou no México, Espanha, Alemanha, França, Itália e, desde maio, também no Brasil. Embora o mercado norte-americano seja mais aquecido em termos de poder de compra e comportamento de consumo, o brasileiro possui uma relação de confiança com criadores que coloca a ferramenta como uma das principais promessas para redesenhar o e-commerce no país.

Para o criador de conteúdo, mais negócios

O TikTok Shop fortalece os creators afiliados, cuja renda principal vem da comissão sobre vendas de produtos de terceiros, além de potencializar aqueles que já possuem outras fontes de receita. Antes dependentes de parcerias pontuais, os criadores agora podem controlar todo o processo, usando a infraestrutura da plataforma para gerenciar vendas, comissões e links de conversão direta com várias marcas, facilitando o acompanhamento das receitas e o pensamento estratégico do negócio.

A relação entre creators e marcas precisa ser de ganha-ganha: a marca evita distribuir produtos a afiliados sem potencial de vendas, e os afiliados não investem tempo em itens pouco atrativos ou com baixas comissões. Em paralelo, canais no YouTube e perfis como o de Shigueo Nakahara (@shigueo_nakahara) ensinam criadores e vendedores a usar a plataforma, compartilhando histórias de ganhos que variam de R$ 100 a R$ 30 mil em comissões em menos de um mês, mesmo com audiências de apenas alguns milhares de seguidores.

Para as marcas, solução e desafio

O shoppable vídeo permite que o usuário conclua toda a jornada de compra no próprio link do vídeo, eliminando páginas externas e problemas de atribuição. A integração com o e-commerce melhora a leitura de resultados e torna mais eficaz a parceria com criadores. O algoritmo do TikTok reduz a distância entre um vídeo viral e a geração de vendas, pois todo o alcance está ligado a um link de compra.

Além dos vídeos, é possível vender por meio de lives, produzidas pela marca ou pelo criador, e de vitrines acessíveis na barra de ferramentas acima do vídeo. As lojas contam ainda com formatos de anúncio como GMV Max, que promove produtos no feed, e Live GMV Max, que impulsiona transmissões ao vivo.

Embora o TikTok Shop elimine ruídos na experiência de compra em redes sociais e dê previsibilidade aos números de parcerias, as marcas precisam aceitar que perderam o controle total da narrativa. O sucesso depende de fornecer aos creators informações que os ajudem a produzir conteúdo eficaz, gerenciar programas de afiliados e selecionar produtos alinhados ao contexto de decisão de compra: emocional, impulsivo e geralmente de tíquete médio mais baixo.

O que ainda falta chegar ao Brasil

Nos Estados Unidos, a plataforma bancou descontos em parceria com marcas, ofereceu fretes quase simbólicos e designou representantes de venda por categoria para incentivar o uso. Marcas chegavam a vender produtos com 50 % de desconto subsidiado pelo TikTok Shop. Mesmo após dois anos, a operação americana ainda recebe atualizações mensais, e muitas das ferramentas prometidas devem chegar ao Brasil.

No mercado brasileiro, já há uma divisão clara entre o Seller Center (gestão de produtos, entregas e logística) e o Affiliate Center (busca e gestão de creators). As categorias disponíveis incluem beleza e saúde, moda, casa e decoração, eletrônicos e esportes, e o recurso de Live Shopping foi liberado poucas semanas após a estreia.

Um recurso aguardado, ainda sem data para lançamento, são as “amostras reembolsáveis”: as marcas enviam produtos a creators iniciantes e, após eles alcançarem determinadas metas de vendas ou conteúdos publicados, podem solicitar reembolso e ingressar definitivamente no programa de afiliados.

Assim, o TikTok Shop encurta a distância entre entretenimento e compra, mas exige que marcas se adaptem à perda de controle narrativo e que criadores ajam como empreendedores. Quem entender rapidamente essa dinâmica tende a colher os melhores resultados.

*Danilo Nunes é professor da ESPM, pesquisador de Creator Economy e CVO e sócio responsável pela Thruster Creative Strategy , agência especializada em criação com foco em performance, com atuação nacional e internacional.

[elfsight_cookie_consent id="1"]